sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Estas recentes noticias fizeram-me restringir ainda mais o consumo de carnes aqui em casa. As minhas rotinas alimentares eram: cozinhava carne vermelha (assado de vaca ou porco) ao domingo e a outra refeição da semana (habitualmente bifes). Em 14 refeições semanais, só três deste tipo de carne era uma boa quantidade. As restantes refeições eram de carnes brancas, ovos ou peixe. Duas vezes por semana (segunda e sexta-a primeira para compensar dos excessos do fim de semana e a última para gastar os legumes que restam antes das compras semanais ao sabado), o jantar era sopa de legumes (sem carne- nunca deito nas sopas dos adultos) ou canja (que a Inês adora) com maçãs cozidas (no Inverno) ou salada de fruta (no Verão) ou então leite creme, arroz doce, aletria (estes dois últimos mais raramente), quiche ou simplesmente fruta fresca.
Fazia um bolo de 15 em 15 dias  com a ajuda da minha filha (nunca compro bolos aqui, o sabor que domina naqueles é a manteiga e não gosto, acho que usam a manteiga a substituir os ovos).
As carnes processadas eram apenas o fiambre (que não dispensava de manha) e ás vezes bacon ou chouriço que usava nas refeições (com massa esparguete ou quando fazia a minha feijoada pobre ou para dar sabor nalguns pratos, como a minha jardineira de salmão). Também comprávamos umas salsichas próprias para crianças para  a Inês. Adoro o salpicão e o presunto portugueses.
O pão era de forma ou um que se coloca no forno ou o pão normal mas nunca pão branco, sempre de sementes, de mistura, de centeio ou integral.
Nunca compro refrigerantes ou snacks e as bolachas tenho vindo a reduzir muito, tenho tentado comer só Bolacha Maria (vamos aqui comprar no ibérico).

Já há um mês que não compro carne vermelha, só frango, perú ou coelho. Tenho tentado fazer refeições com menos carne, só com ovos ou totalmente vegetarianas. Uma delas é a pasta in one pot que é prática, rápida, saudável e deliciosa (basicamente consiste em colocar esparguete, água, azeite e uma série de legumes  e ervas a gosto na mesma panela e levar ao lume 15 minutos). Um dos meus truques é acrescentar sempre legumes aos estufados e assados de carne, acabando por comer menos carne.
Também tenho evitado os refogados de cebola, os meus arrozes são quase sempre cozidos em água e especiarias. Os assados com menos gordura e os estufados são com quase tudo em cru. Aposto mais nas especiarias, tenho descoberto os cominhos, a pimenta, a erva doce e a estrela de anis. Não compro pão de forma, opto por ir comprar mais vezes pão durante a semana. 
Por outro lado, não posso abdicar de tudo, posso é procurar os produtos e as maneiras mais saudáveis de confecionar, e um pecado alimentar de vez em quando é permitido e muito recomendado. Faço um bolo uma vez por mês, por volta do dia 7, dia que o meu filho comemora mais um mês de vida e ainda ontem fiz uma bola de carne de frango.  



sexta-feira, 27 de novembro de 2015


Saio convicta e determinada a comprar roupa para mim. Por vezes, até faço o calculo à quantidade de peças que preciso. Programo a que lojas irei e idealizo as calças, camisolas, botas e casaco com este e aquele pormenor, até me consigo ver com elas vestidas.

De repente, paro e estou nas seguintes lojas:  ernstingsfamily, spielemax, made it, babywalz.  Mais tarde, chego a casa com sacos de roupa e calçado mas nem uma peça para mim. 

Desde que sou mãe tenho uma inclinação quase irresistível para entrar em lojas de roupa e calçado de bebé e criança. Principalmente, para a minha filha (ando a procurar nas lojas erradas ou só para menina há coisas mesmo lindas e fofinhas), confesso que sempre comprei várias coisas que ela não necessita, tais como estas botas que vieram para casa há umas semanas.




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Será que o Homem não aprendeu nada? Vive na Terra há cerca de 2 milhões de anos e não mudou nada. Continua como na idade média a matar os seus semelhantes sem dó nem piedade. Sempre aconteceu (infelizmente) e pouco importa se perecem uns ou outros, se as mortes ocorrem a norte, sul, este ou oeste. Paris choca mais pela proximidade ou pelo medo e insegurança que suscita mas o sangue e a vida destas pessoas não vale mais que o de muitas outras. São seres humanos (às vezes é difícil incluir certas pessoas nesta categoria), todos eles.
Não acho que o mundo esteja a mudar, quando muito está a regredir em vez de evoluir As pessoas estão tão centradas em si mesmas, nas suas convicções e ideias, que não percebem que ao seu lado está outro ser humano com ideias diferentes, mas igualmente válidas.Mesmo nas relações pessoais, não se atenta em princípios básicos, a tolerância, o respeito, o perdão. Tantas vezes, na vida quotidiana, se incita e desencadeia a violência por nada, uma palavra mais feia como resposta a outra feia, um insulto cada vez pior numa escalada de algo que não leva a lado nenhum.


 Sou pela paz, sempre fui mas também tenho aprendido a relativizar as palavras dos outros (às vezes não é fácil), a só dar importância ao que realmente importa e a não embarcar em disputas inúteis. Cedo muitas vezes e não é fácil discutir a sério com alguém. Não me considero mais fraca por isso ou uma perdedora, tento ser compreensiva com os outros e, pelo contrário, tenho chegado à conclusão que a teimosia, o insulto e a violência nunca vencem.
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

No dia 4 de novembro fui à consulta de rotina com o meu filho mais novo. Ele estava na altura (a 3 dias de fazer 7 meses) com 7090g de peso, 68,5cm de comprimento e 43,9 cm de perímetro cefálico. Está comprido mas magrito, como a irmã também era, mas o perímetro cefálico é maior que o dela. O pediatra auscultou e fez a observação normal, no final sentou-o e disse, virando costas, que ele já se sentava. Eu fui logo a correr segura-lo mas ele não caiu.

A alimentação é para manter porque ele está ótimo, palavras do pediatra. Bom desenvolvimento motor e intelectual. Com quase 7 meses, já lhe dou 3 refeições de colher: sopa com carne e fruta no final ao almoço, papa ao lanche e sopa de legumes + fruta ao jantar.  Dou-lhe frango e peru (ando à procura de coelho que aqui não se encontra facilmente e custa 12 euros o kg), este mês experimentei os seguintes elementos na sopa: beringela, feijão verde, couve coração, couve lombarda, batata doce, espinafres baby. Também já comeu pera crua madurinha e banana trituradas (esta última mais raramente). As restantes refeições são leite materno.

Ainda saí com mais dúvidas da consulta, ele disse que se perguntasse a 5 médicos sobre alimentação infantil obteria 7 respostas diferentes. Basicamente, deu-me umas folhas com receitas e umas dicas de alimentação e não me respondeu claramente. As diferenças das receitas e das indicações são:

- eles aqui chamam puré ao que nós chamamos sopa (sopa para eles é uma água com legumes partidos)

- colocam manteiga na papa de cereais

-só dão carne (20g) 3 vezes por semana

-misturam sumo de fruta à sopa com carne

- misturam a fruta na papa láctea

- usam e abusam dos boiões (algumas mães nunca cozinham para os filhos)

-oferecem frequentemente chã e sumos de fruta às crianças aos 6 meses

- é  muito recomendado iniciar a alimentação pastosa logo aos 4 meses (não ligam à recomendação da OMS de manter a amamentação materna até aos 6 meses)

- as doses de leite e comida são maiores, aqui um bebé pequeno deve comer 200 a 250g de sopa (o meu filho é capaz de comer isso mas juntamente com a fruta que come de sobremesa)

-uma das receitas recomendadas para o jantar de uma criança por volta de um ano de idade é salsichas de aves ou queijo com pão+ leite ou iogurte (os alemães ao jantar comem pão com os mais variados recheios, chamam-lhes o “abendbrot”).

Por minha iniciativa, fiz-lhe farinha de pau (sem refogado) com carne no dia 9, ele adorou e vou-lhe fazer uma açorda (queria arranjar pão integral e sem sal) nos próximos dias. Peixe só irei introduzir aos 8 meses e o ovo lá para os 9 meses (nem uma palavra na lista que me deram sobre peixe ou ovos).
Uma dúvida com que fiquei tem a ver com o iogurte (esqueci-me de perguntar), em Portugal existe o iogurte feito com leite de transição. Não sei se já lhe posso dar iogurte natural, uma vez que é feito com leite de vaca.

Agora as questões de organização são diferentes, tenho dois a comer sopa mas de panelas diferentes, uma vez que ele não pode comer de tudo. Já andei a ver um robot de cozinha ou uma panela própria para sopas, para me facilitar as tarefas domésticas mas ainda não estou convencida.
Quanto à fruta, vou cozer maçã levemente, triturar e colocar em boiões no frigorifico. Desse modo, quando não tiver muito tempo, tenho sempre fruta pronta para lhe dar e aquele preparado aguenta-se 2 a 3 dias em boas condições.
Vou tentar fazer-lhe, quando tiver tempo, papinha caseira com flocos de aveia ou farinha de arroz, são muito mais saudáveis do que as de compra.




quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Não gosto de politica. Não sou filiada, apoiante nem tão pouco simpatizante de nenhum partido; já votei em todos os partidos, da esquerda à dieita e tive, durante a minha infância, influências de vários quadrantes políticos. Para mim, existem 3 classes/gerações de políticos:
  • A primeira- homens e mulheres que pelas suas convicções foram presos, torturados, viveram na clandestinidade. Não ganharam nada com a política, muito pelo contrário. Sérios, honestos e de ideias firmes, arriscaram muito e puseram a sua vida pessoal em segundo lugar para todos podermos falar livremente do que quisermos (inclusivamente escrever este post).
  • A segunda- homens e mulheres que fizeram uma carreira universitária ou outra de valor e algures, ao longo dela, apareceu a politica. Alguns deixaram-se corromper pelo poder mas possuem um certo grau de honestidade e seriedade. Têm alguma dificuldade em prometer o que sabem ser difícil de cumprir mas evitam tocar nos privilégios de políticos e afins.
  • A terceira- homens e mulheres que pertenceram aos jotas desde tenra idade, tiraram o curso superior em universidades privadas e já depois dos 30 e muitos anos. A política foi sempre a sua vida, não sabem fazer mais nada. Os seus interesses e os dos seus amigos são o que os move, o povo e o país ficam em segundo (ou terceiro ou quarto…) lugar. Bem falantes, fazem tudo e prometem tudo para vencer as eleições e cumprem tudo, desde que não colida com as suas regalias ou com as dos seus amigos.
E é isto, não há esquerda ou direita, há políticos de esquerda e de direita em todas as classes acima. Pena é que não reste quase ninguém da primeira classe, poucos da segunda e cada vez mais o governo do país entregue aos da terceira.  

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Com esta crise política e governativa em Portugal, que acompanho muito ao longe, lembrei-me de quando o meu avô Eduardo cedeu uma casa que tinha em Vila Real para a sede da campanha do Sr. Francisco Salgado Zenha e, naquele dia da sua visita, a agitação, as bandeiras, o entusiasmo de todos, a alegria do meu avô e eu pequenina, espantada e sossegadita no meio daquele alvoroço. Recordo o beijo afável e a festa meiga daquele senhor  e lembro-me de pensar, do alto dos meus 7 anos, que os políticos só podiam ser boas pessoas...

  


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Eduardinho dorme no quarto dos pais na sua caminha. Não fiz nada de especial na decoração antes de ele nascer porque andava cansada e preocupada com o parto. 

Para bebés do sexo masculino, não existe uma grande variedade de temas mas para os mais pequenos, gosto de nuvens na cor azul ou num registo mais colorido animais, já acho repetitivo o tema dos carrinhos. Quando são mais velhinhos, as estrelas (tão atuais) ou o tema náutico com barcos (cores azul marinho e vermelho) são os meus preferidos.
Tinha uma colcha única pintada à mão (obrigada pelo presente) e com umas luzes de Natal (aqui não encontro luzes que piscam e não se ligam à tomada, são de pilhas) e uns copos de festa coloridos do Ikea com animaizinhos, idealizei algo infantil (pouca bonecada como gosto) e bonito para o meu quarto que ocupa a parede onde está a caminha de grades. 

O meu filho fica deliciado a olhar para o efeito das luzes na parede e a brincar com os desenhos do resguardo das grades.





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

E há dias em que tudo o que eu precisava era de um abraço e de uma palavra de compreensão...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Numa casa


Globos, planisférios e afins (adoro vê-los, ou sobre uma mesa ou na parede, num quarto de criança ou na sala- é sempre bom explicar-lhes que o mundo é mais do que a sua casa e que há muitas crianças diferentes em realidades diferentes).


Caixinhas de música (chamem-me infantil mas é algo que sempre me fascinou e procuro uma especial para oferecer à minha filha).


Tijolos de vidro (adoro a entrada de luz mas sem revelar demasiado e estes elementos são fantásticos pra isso).


Alpendres (com uma cadeira de baloiço ou com um banco de madeira- adoro aqueles que existem nos filmes americanos, assim como aquele tipo de casas).


Claraboias (ficam lindas num corredor ou por cima de umas escadas, tornam o ambiente mais aberto e luminoso).


Matrioskas (sempre gostei destas bonequinhas russas que se colocam umas dentro das outras. O meu tio tinha um conjunto, eu adorava brincar com elas. Já as vi à venda em Berlim mas são excessivamente caras. Um dia perco a cabeça).


Sou mãe de segunda viagem mas não parece. Nunca antes tive um filho a fechar e abrir a boca para pedir comida ou a acordar às 5h30m e a não querer dormir mais ou a não sossegar no colo e a gostar de explorar tudo no chão, reguila, curioso e traquina este meu segundo filho. 

É rapaz-dizem. Não sei se será disso, eu acho que ele é ele e por serem irmãos não têm necessariamente que ser parecidos. E também não acho que o género determina assim tanto, há meninas traquinas e meninos calminhos. 

Este meu filhote é muito mexido. Com quase 7 meses, no chão movimenta-se para todo o lado. Vou encontra-lo debaixo da mesa de tv a mexer nuns papeis que estão numa prateleira escondida, com os pés enfiados debaixo do sofá, muito perto dos fios de eletricidade (já tirei todos do seu raio de ação), enfiado debaixo da mesa e cadeira da Inês (já arrasta a cadeira).
Agora temos que tratar da segurança da casa. Proteger tomadas e retirar todos os brinquedos que ele possa engolir são as prioridades mas gostava de o colocar num espaço e ter a certeza que ele ficava seguro ali. Pensamos numa cama de viagem mas tenho dúvidas que ele queira lá ficar e gostava de lhe dar um pouco mais de mobilidade. Ou criar algum tipo de barreira para ele se manter naquele lugar seguro (entre o sofá, mesa de tv e parede) mas falta-me um lado para o quadrado estar completo. A barreira tem de ser baixa para eu poder vê-lo enquanto cozinho, não ser facilmente transponível, de preferência estreita porque não temos muito espaço na sala. Talvez um biombo, uns pufs ou umas caixas para arrumar brinquedos.

No entanto, a alimentação é o tema em que surgem mais dúvidas. O fato de estar noutro país com diferentes diretivas e produtos não ajuda mas espero ansiosamente a consulta com o pediatra no dia 4 de Novembro para o pesar e ter uma conversa esclarecedora.
E para adormecer o que este menino luta. Nunca vi ou então estava mal habituada. A Inês quando acordava de noite, eu colocava-a no meio dos dois (sou a favor do “co-sleeping”) e ela adormecia rapidamente. Com o meu filho isso ainda o desperta mais, só quer brincar e agarrar-nos na cara e no cabelo.

Os segundos filhos perdem em atenção absoluta e, no nosso caso, em contato com a família mas ganham em experiência dos pais e em uma descomplicação que os torna muito mais desenrascados. Não é por acaso que, habitualmente os segundos filhos são mais desprendidos dos pais. A experiência torna-nos mais confiantes e isso reflete-se neles. Sei que cometerei muitos erros (o que serve para um pode não ser o mais correto para outro) mas estou atenta para perceber o meu filhote e serei uma nova mãe para este menino. Consigo projetar o futuro e vejo-me a dizer-lhe cuidado não vás por aí, não faças isso enquanto que agora a incentivo  a fazer e digo-lhe vai, faz isso ou experimenta isto.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Outubro trouxe o frio a Berlim, um frio que nalguns dia é muito intenso e as temperaturas chegam aos 0ºC.

Para o Eduardinho foi uma novidade e, como tenho ido buscar a minha filha à escola, ele tem que sair comigo. Nestes dias, a melhor maneira que encontrei para ele não ter frio (tenho a impressão que ele é mais friorento que a irmã) e mais cómoda (dentro de qualquer espaço fechado está calor) é vesti-lo em camadas. Então é assim: por dentro, um body e meias, de seguida um babygrow ou overall (como chamam na Alemanha), de seguida roupa prática ou mais compostinha (depende do lugar para onde vamos) e por cima de tudo outro babygrow (de exterior, muito quentinho, de polar, almofadado ou impermeável). Tiro esta última peça quando entramos nalgum lugar e o meu menino fica confortável e bem vestido no interior e aconchegado no exterior. São muito funcionais para bebés estes fatos inteiros, não sobem como os casacos, estão sempre no lugar e aquecem muito nestes paises frios. Também tem um anorak para andar no carrinho porque eles têm uns sacos para colocar as crianças e protege-las desde os pés até cima e o babygrow desta forma ficaria a mais. Já comprei gorros e luvas mas ainda não vi necessidade, uso o capuz, por enquanto é suficiente.

Para a Inês os indispensáveis são um bom casaco impermeável, um conjunto para a chuva (que se veste por cima da roupa e está na escola porque aqui eles saem para os parques mesmo com chuva), galochas, botas forradas de pelo,  um conjunto para a neve (veste-se por cima de tudo), botas impermeáveis para a neve, gorros, cachecóis e luvas.
Espero, assim,  que consigamos sair de casa muits vezes, tendo em conta o bem estar das nossas crianças.

Na primavera,  esta cidade fica  parecida com um prado, cheia de erva verdinha e muitas florinhas e dentes de leão. No Outono (que vai adiantado em Berlim) a cidade está linda, pintada com estas cores quentes que adoro. No Inverno (com sorte) teremos a cidade pintada de branco. 

Berlim é a minha cidade agora (irá fazer sempre parte da história da minha vida, foi aqui que fui mãe pela segunda vez), estou a aprender a gostar e a usufruir dela e das suas variações cromáticas.  












Como é uma cidade muito verde, num simples passeio para peões ao pé da estrada, consegue-se o cenário para as primeiras quatro fotos. As outras quatro foram tiradas num parque mesmo perto de casa, onde a natureza é rainha. Tenho outro parque com um lago lindissimo mas já tem mais intervenção do homem. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

No final desta semana, que demorou muito a passar, chegaram estes miminhos para me alegrar. Cada vez mais me sinto feliz com as pequenas coisas da vida: abrir uma caixa e encontrar alimentos e produtos tão familiares e que nos remetem para tudo o que mais amamos é muito bom.
Além disso, são produtos extremamente caros e raros de encontrar, tais como:
  • bacalhau salgado-existe apenas o fresco
  • chouriço e salpicão- existem muitos chouriços provenientes de Espanha mas nenhum deles com o sabor destes transmontanos
  • castanhas- é um fruto que só se encontra em Berlim na época delas e a preço de ouro
  • gelatina em pó- existe aqui mas muito diferente da portuguesa, menos doce, menos consistente e de uns sabores estranhos
  • chocolate em pó- existe apenas o cacau em pó, o que dificulta a execução das receitas
  • coco ralado- também se encontra à venda mas muito mais seco (tentei fazer coquinhos mas pareciam palha) e de uma maior espessura
  • paus de canela- existe a preços absurdos (e agora que descobri o arroz basmati, uso-a muito mais)
  • grão de bico e feijão- nos supermercados comuns não existe grão de bico e apenas um feijão pequeno e vermelho. Eles usam mais as lentilhas (gosto muito das laranjas que cozem em 10 min para a sopa) e ervilhas secas
  • queijo- existe muito queijo mas nenhum como o português
  • bolacha maria- simplesmente não existem bolachas parecidas com aquelas
  • papas de bebé- existem poucas e com sabores muito diferentes (a Nene só come cerelac de manhã, desta vez em Setembro mandamos 30kg)
PS- E aquele miminho da marmelada foi a cereja no topo do bolo. A única que eu considero verdadeiramente marmelada e que contém em si as memórias mais doces da minha infãncia (ver neste post).


Decorreu em Berlim de 9 a 18 de Outubro o Festival das Luzes. Este evento já se repete desde 2004  e, todos os anos contempla um novo tema, tendo sido em 2015 “New dimensions”.  Desde as 19h as 24h, muitos edifícios da cidade são iluminados através de projeções.
Uma vez que este fim de semana não estava chuva nem frio, fomos no sábado para a zona dos Portões de Brandenburgo para assistir. O ambiente estava caloroso com muitas pessoas e estavam a ser projetadas uma espécie de animações curtas, juntamente com som, o que resultava num efeito muito giro. No fim, apelavam à escolha da melhor e ao voto na internet. Queríamos ter ido à Catedral de Berlim e ao Hotel de Rome mas ainda ficava longe, vi ao passar de carro e achei que perdemos o melhor. Os portões de Brandeburgo tem apenas 6 colunas e uma parte superior mas a catedral é um edifício completo que funciona quase como uma parede e depois tem uma arquitetura que acrescenta ainda mais beleza ao espetáculo. Para a próxima vez vamos para lá.
Não tiramos fotografias mas ficam estas deste blog que consulto muitas vezes e que acho muito útil para quem quer descobrir esta cidade (mesmo eu, que moro aqui há 2 anos, ainda a estou a descobrir).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Já tinha escrito isto  há  algum tempo para publicar no domingo mas não me apeteceu. Fica aqui hoje:

Adoro os dias de panquecas. Às vezes, nas manhãs de fim de semana, o E prepara uma torre de panquecas E que bom é come-las calmamente, sem pressas, empurrar as cortinas e deixar a luz do sol entrar, um sol com um brilho ofuscado, como é típico daqui, mas tão bem vindo e aconchegante. 

E que bom é ver a minha filha a correr pela casa, a brincar ou a cantar e dançar e, juntamente com isso, a fazer um barulho ensurdecedor ou então sossegada no sofá a ver desenhos animados. 

E o meu menino na espreguiçadeira a palrar alegremente ou a rir com as traquinices da irmã ou a brincar com um brinquedo ou a reclamar a atenção ou o colo dos pais (muitasvezes está mesmo ao colo).

E como é bom dar um beijo ao meu companheiro (mesmo skinhead estás lindo) e perceber que mesmo depois destes anos todos (faz hoje 14 anos, já foram tantos assim?) continuamos ainda mais unidos e felizes, a saborear estes momentos bons.


E de repente paro, olho para o tanto que me rodeia e percebo que a vida foi muito generosa comigo.
 
Deixo a receitas das últimas panquecas feitas aqui em casa: 150g de farinha de trigo + 2 colheres de chá de fermento

150g de flocos de aveia

300 ml de Buttermilch
2 ovos
1 colher de sopa de açucar baunilhado

1 pitada de sal, noz moscada e canela a gosto 

Mexer bem os ingredientes e colocar na frigideira levemente humedecida com azeite, uso um spray próprio (ficam mais espessas porque a massa não desliza tão facilmente pela frigideira) deixar formar bolinhas e depois virar e deixar mais alguns minutos.Não ficam as panquecas mais fofinhas de sempre mas são muito mais saudáveis e aromáticas.E que boas com simples rodelas de banana colocadas por cima da massa ainda na frigideira ou com iogurte natural, um fio de mel e frutos secos por cima (todas as vezes descubro maneiras diferentes de as tornar ainda mais deliciosas).                                                                  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Vi há pouco tempo um filme baseado num livro que teve muito sucesso e foi um bestseller. Na altura, fiquei curiosa mas não me parecia ser um livro que valesse a pena comprar.  Este Verão emprestaram-me o livro "As cinquentas sombras de Grey" e foi o que eu já suspeitava. Sem grande interesse, a história baseia-se na relação entre 2 pessoas, envolvendo o poder/submissão com muitas cenas de sexo à mistura. Ela, uma jovenzinha tímida e desajeitada, ele, rico e poderoso: tão banal e tipico. Aposto que no fim da trilogia ele muda, redime-se e vivem felizes para sempre (eu até gosto de ver filmes de comédias romanticas, esta está mais para erótica, mas com os livros sou muito mais exigente) 
Não percebo o que tem de especial para este livro ser tão falado e ter tamanho número de vendas. Quem o elogia e engrandece tanto nunca deve ter lido um livro bom de um autor consagrado (ok, não precisa ser um livro bom nem de um autor consagrado para ser melhor que este). Experimentem e verão a diferença.

Para não esquecer


  • Eu disse:

-A minha menina porta-se tão bem, fala baixinho para não incomodar o maninho, tem um coração de ouro!

E ela, depois de parar por instantes:

-E tu tens um coração de amor, mamã!


  • Na falta de melhor termo, no aniversário do pai:
-Onde está o... o... ligador das velas!


  • A minha mãe:
-Eu comi tudo!

-Eu também comi tudo, vovó!

-Não, tu deixaste comida no prato!

-Não, vovó! Eu comi tudo (nesta altura, a minha mãe ia responder), tudo o que queria!


  • Ela a falar sobre uma amiguinha da escola:
- A Anna já não está na escola, mãe, foi para a Primark!

-O que é  a Primark, filha?

- Então mãe, a primark é a escola dos grandes!


  • A mudar a fralda ao seu boneco:

-Então filho, está quietinho com os pés!


  •  Diz estas palavras, muito convicta, várias vezes:
- Eu não quero casar, vou fcar sempre com os pais, vou morar sempre aqui! (O pai quis que eu escrevesse aqui, para ela se lembrar sempre destas palavras, quando quiser ir com um guedelhudo qualquer)


O meu amor mais pequeno ainda não tem destas tiradas mas é traquinas que se farta e é preciso estar muito atenta aos seus movimentos. Outro dia, estava ele na cadeira da papa e eu virei-me para ir buscar a fruta. Quando voltei a olhar, já ele tinha agarrado a cortina e enfiado na boca. Ficou num lindo estado a dita, que ainda por cima era branca.
 Hoje à noite, fiz aletria (deu-me uma vontade de comer daquela cremosa, só gosto dessa) e, para o entreter, dei-lhe o pacote para as mãos. virei costas por segundos e parte da aletria estava por cima dele.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Este fim de semana fiquei feliz, entrei nas minhas calças de ganga habituais.

Ainda tenho um longo caminho a percorrer, principalmente na zona abdominal, mas já fico contente com estas pequenas vitórias (pesava 52kg, duas gravidezes depois 65kg). Ainda não penso em restrições alimentares porque continuo a amamentar mas quando deixar, irei fazer, As pessoas dizem que estou bem mas eu, que sempre fui magra, sinto-me pesada e menos ágil e incomoda-me que as roupas não me assentem como antes.

As calças em questão (Salsa) custaram 100 euros, estavam praticamente novas e ainda bem que vão sair do armário. Além dessas, tenho pelo menos mais 2 pares que também já servem.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

 Achei um desperdício arrumar estas roupinhas lindas de Verão que os meus filhos vestiram apenas numa sessão fotográfica  (não mais vestirão certamente), então porque não expo-las na parede? 

A entrada foi o sítio escolhido para mais uma mudança (já esteve assim, assim e mais outras tantas que me esqueci de fotografar) e resolvi arriscar numa cor que, normalmente, não faz parte das minhas escolhas.
Quem gostou mais foi a minha filha que disse, efusivamente, quando chegou da escola:
- Mamã, a entrada está tão linda! Adoro vermelho paixão!
 





quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Outono, algum frio, um sol tímido, um qualquer sábado do décimo mês do ano, um início de tarde, uma cidade capital de distrito de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma casa velha no centro da cidade, um quintal nas traseiras da casa, uma cozinha antiquada mas limpa, uma avó matriarca e querida, uma filha prestável e atarefada, um avô sério e introvertido, algumas crianças irrequietas e barulhentas, o cheiro ácido da polpa da fruta, uma pequena fogueira no exterior, uma panela enorme equilibrada na grelha no lume, as pequenas mãos estendidas a pedir o rebuçado delicioso, uma colher de pau gigante a mexer a iguaria, uma concha ou um fervedor antigo a entrar vazia/o e a sair cheia/o da panela, o aroma doce do pitéu recém-preparado, os recipientes de vidro e porcelana cheios a passarem de mão em mão, os pedaços de pão a mergulharem no liquido fumegante, os dedos pegajosos de tanta doçura, o sabor reconfortante da marmelada…

e

saudades, tantas saudades com lágrimas a escorrerem pela cara abaixo. 

O meu filho tem  6 meses e, depois deste furacão, que é ser mãe novamente e ter um recém nascido exigente para cuidar, voltei a olhar para a cozinha, não apenas como um sítio onde vou fazer algo rápido para as refeições ou as paneladas de sopa para a minha filha mais velha, mas como um local de experiências, improviso e de relax.
 Esta semana fiz rissóis (já tinha tentado há alguns anos mas não concretizei, o recheio ficou muito bom mas não consegui estender a massa) de carne. Surpreendentemente, a massa ficou muito boa, o recheio tinha muito bechamel e pouca carne e a falta de prática fez com que alguns ficassem com a massa um pouco grossa. Mesmo assim, fiz 38 e, neste momento, tenho 30 congelados. 
Nunca os experimentei no forno  mas, para mim e para os típicos salgadinhos, é sempre uma boa alternativa, mais sequinhos e saudáveis  (faço sempre os douradinhos no forno). Substituir a sertã e gordura pelo tabuleiro e forno é algo que faço cada vez mais frequentemente. Os panados de carne e peixe também ficam deliciosos, cozinhados dessa forma. Quero experimentar umas batatas em palitos no forno que vi numa receita na internet (tipo as fritas), só com um fiozinho de azeite, sal e tomilho (ou com qualquer outro tempero a gosto).




quarta-feira, 7 de outubro de 2015


O meu filho faz 6 meses hoje. Podia dizer que tenho um filho lindo, simpático e querido, que sou a mãe mais feliz e abençoada, que espero vê-lo crescer por muitos anos, que desejo que tenha saúde, amor e tudo de bom que a vida lhe possa trazer (tudo verdades) mas em vez de escrever frases repetitivas, vou contar um pouco da história da nossa família.


 Recuando no tempo, a tua gravidez foi algo inesperado e muito desejado. Tendo em conta o percurso de infertilidade de um ano e cinco meses, ficar grávida daquela maneira parecia um sonho, estava sempre a pensar que não poderia ser verdade. Parecia incrível como às vezes passamos duma atitude de resignação, uma resignação moderada visto que iria continuar a lutar por um filho, para uma sensação de incredibilidade. Devo dizer que a felicidade que senti foi sempre muito ponderada, tinha um bichinho dentro de mim muito pequenino que sussurrava baixinho como foi possível? Será um engano? Será que vai correr bem?
No dia 6 de Dezembro de 2010, fiz dois testes de gravidez que a tua tia me deu como descargo de consciência porque só pensava que estava desregulada, apesar das quantidades enormes de hormonas que tinha “introduzido” no meu corpo no último tratamento- a fertilização in vitro com micro-injecção de espermatozóides. A minha cabeça esteve durante esse mês e meio focada na próxima batalha que seria em Janeiro a TEC (transferência de embriões congelados). Eram a minha esperança, aqueles quatro pontos luminosos que mais pareciam estrelinhas a brilhar num futuro negro…”
 Retirado do diário da minha primeira gravidez 

O meu filho que faz hoje 6 meses, aliás o seu começo mais primordial, é mais velho que a  minha filha com 4 anos. Como é isso possível?

Lendo a passagem acima, um daqueles pontos luminosos é, hoje, o meu Eduardinho. 

Do tratamento que fiz em outubro de 2010 resultaram 9 embriões, tendo sido congelados 4, em conjuntos de 2. Quando engravidei espontaneamente da minha filha, um conjunto de células chamado blastocisto estava crio-preservado e assim ficou mais uns aninhos, até ser implantado no meu útero (foram implantados 2 mas a seleçao natural atuou e ficou apenas 1). Estas células totipotentes continuaram a dividir-se e deram origem a um feto, depois a um recém nascido e, atualmente, um bebé de 6 meses.
Não vou discutir se estes estágios iniciais se podem considerar vida ou não mas a ciência permite coisas extraordinárias, entre elas selecionar os embriões saudáveis  (DGPI- dignótico genético pré implantatorio) e apenas implantar esses (em casos de doenças que afetem a família- não é o nosso caso
). Aqui a ética também conta, não se pode criar, selecionar, implantar ou destruir os embriões por capricho.

Já me alonguei, é a minha veia de professora, essas estrelinhas eram (e ainda são?) a minha esperança: na altura, pressentia que estava nelas a chave para tornar a nossa família mais feliz, rica e completa, o que, passados cerca de 5 anos, vejo que se concretizou. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

 
A maior parte dos Kindergarten (jardim infantil) são iniciativas de privados: igrejas, empresas e até associações de pais. A Maria Inês frequenta uma escola católica que costuma festejar algumas datas e convidar os país. Desta vez, o convite foi para o ErntedanksGott (ação de graçãs ou thanksgiving em inglês), uma missa com a participação das crianças, seguida de um brunch e convívio. Em Portugal, não temos esta tradição mas já tinha ouvido falar nos filmes americanos e percebi que se trata de agradecer a Deus todos os recursos naturais que existem.
Nunca tínhamos aderido mas resolvemos participar e lá fomos nós neste domingo. A missa foi muito semelhante à de Portugal mas achei as canções mais alegres, mais palmas e, surpreendentemente, quase toda a gente vai comungar. O padre convidou todos a juntarem-se e a desfrutarem do pequeno-almoço que era muito diferente do português típico. Basicamente, não existem salgadinhos e em substituição muita fruta e legumes crus em palitos; a típica salsicha com pão na grelha; sandes com pouco fiambre/ovo cozido e muitos legumes; poucos  doces; nada de batatas fritas ou outros snacks do tipo.
Na kitta, colocaram um papel já com o que precisavam e os pais assinalavam o que trariam. Eu preferia levar um bolo mas como os cinco bolos já estavam preenchidos, coloquei, sem saber muito bem o que era (gemüse são legumes mas estranhei comerem legumes crus), gemüsesticks. Fui pesquisar à internet e estes são apenas todo o tipo de legumes crus partidos em palitos: pimento, cenoura, pepino, courgete, até batata crua. Além disso, e para tornar mais bonito e agradável, levei umas espetadinhas com tomate
 cereja e queijo em cubos temperado.

Outra coisa estranha é acompanharem a comida com chávenas enormes de café quente e fraquinho. Eles fazem mesmo bem as contas e, no fim, tinha desaparecido quase tudo. Se fosse em minha casa pensaria que alguém tinha ficado com fome… 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015



Depois dos 25 anos da queda do muro de Berlim, este Sábado, 3 de Outubro, foi feriado na Alemanha e comemoraram-se os 25 anos da reunificação do país. Grande acontecimento para os alemães e grande festa na zona dos Portões de Brandenburg.

Desta vez, não fomos, ficamos em casa. De tarde, estava um tempo agradável, fomos até ao parque aqui perto e as crianças brincaram. As crianças e não só, não foi pai?

 
 



sábado, 3 de outubro de 2015

Neste T2, com pouco mais de 65m2, onde mora a nossa família de quatro elementos falta espaço. Eu, que sempre habitei casas relativamente grandes, nunca pensei ser tão importante o espaço. Temos um hall razoável, um dos quartos muito pequeno, uma casa de banho pequena com poliban, um quarto grande e uma sala/cozinha não grande mas confortável. 

O que faz mais falta é uma despensa para arrumação. Este é o grande problema, onde arrumar a roupa, brinquedos e afins, leia-se tralhas de uma família com 2 crianças. A grande resposta é não deixar acumular as referidas tralhas e ir dando ou deitando fora (custa-me dar roupa das crianças praticamente nova ou brinquedos, por isso, ainda vou guardando). 

Mas como há sempre elementos necessários, uso várias técnicas para arrumação, tenho dois móveis no WC, um deles fica em cima da máquina de lavar roupa, 2 comodas e um móvel de cubos para os sapatos no hall de entrada,  o roupeiro do quarto tem por cima umas caixas giras do Ikea, tenho outra comoda mais alta no quarto onde arrumo a roupa do meu filho, tenho dois sacos de arrumação de roupa debaixo da minha cama (roupa que servirá ao meu filho e roupa que deixou de servir- é fantástico ver a velocidade com que o segundo aumenta e o primeiro diminui), cabides por trás de todas as portas, um bengaleiro na entrada, caixas e mais caixas de brinquedos na sala e no quarto dela e ainda temos uns arrumos na cave. 

Mesmo assim fico atolada em roupa quando chega a altura de trazer as caixas dos arrumos e ver o que serve e o que não serve, o que é preciso comprar ou não.  Agora comprei na primark uns sacos de vácuo, vamos ver se resultam como prometem na poupança de espaço, tão precioso aqui em casa…

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Faz hoje um mês que iniciei a diversificação alimentar do meu filho mais novo. Iniciei com puré /sopa e gradualmente já introduzi batata, cenoura, abobora, pastinaca, cebola, alface, courgete, couve flor e broculos. Há uma semana comecei com papa sem glúten (só deve ser introduzido entre os 6 e os 7 meses) ao jantar e maçã levemente cozida. Amanhã iniciarei com a carne branca na sopa e espero que corra bem (para que absorva melhor o ferro, aconselham acrescentar um pouquito de sumo de laranja). Ele abre a boca a tudo, parece que come com  gosto e nunca tem vómitos, mesmo que a fruta não esteja muito bem triturada. Na fase inicial, fazia caretas e deitava muito para fora mas agora já come um bom bocado. Vai também com as mãos e quer agarrar na colher, (é muito curioso e ansioso por novas experiências), no fim, já se sabe, fica todo sujo. Estou ansiosa para que se sente bem para lhe comprar uma cadeira de papa e deixa-lo autonomamente explorar a comida e as suas texturas. 

Fiz a primeira compota da minha vida. No fim, apercebi-me que só tinha um frasco apropriado em casa mas consigo sempre improvisar, até conseguir ir comprar um. A compota ficou ótima e o cheirinho a maçã e canela que se espalhou pela casa ontem e que hoje de manhã ainda se mantinha. Que delícia!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

 Já tínhamos visitado o Gärten der Welt por duas vezes (ler aqui) e resolvemos ir ao festival da lua que ocorreu este sábado à noite, entre as 17h30m e as 21h30 no Jardim da China. Este jardim (na verdade é um dos jardins) tem um lago e várias casinhas chinesas à volta, uma estátua de Confucio, respirando-se muita tranquilidade, equilíbrio e harmonia. 

Neste evento, podemos assistir a cantares e danças tradicionais chinesas, dança do dragão, cerimónia do chá, procissão de lanternas, além de venda de artesanato chinês, assim como comida e bebida chinesas.  

O ponto alto foi o fogo de artificio às 21h15m. As alemãs estavam todas entusiasmadas e maravilhadas com esta última parte mas o espetáculo foi curto e mais pobre que muitos fogos de artíficio nos tempos áureos em qualquer romaria de aldeia em portugal. Isto diz muito da diferença entre os dois países.

Eles aqui investem mais em espetáculos de luzes que tem a vantagem de poderem ser repetidos várias vezes. A Inês adorou e esteve atenta a tudo, só teve um pouco de receio dos foguetes. O ediuardinho não adormeceu um instante apesar de estar quentinho, vestido com um babygrow de exterior e, mesmo com o barulho dos foguetes, não chorou e não tirou os olhos dos clarões no ceu. 



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

No Sábado passado andamos de máquina fotográfica em casa de lá para cá e tiramos várias fotografias. Só hoje tive tempo de as ver com mais calma. 
Fizemos lá em Portugal uma sessão em estúdio com um fotografo mas a miúda ficou com um sorriso forçado. Nestas fotografias ficou mais natural.  
Aqui ficam algumas (não sou muito boa a escolher porque acho que ficam sempre bem).







quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nesta casa, como em muitas na Alemanha, tenho a cozinha e a sala no mesmo compartimento. Inicialmente, não gostava mas constatei que tem as suas vantagens e a principal é poder ter um compartimento maior e não dois muito pequenos, o espaço é amplo e aberto.
Mudei a disposição da sala e o sofá que estava de costas para a zona da cozinha ficou noutro sítio, permitindo-me visualizar praticamente toda a área.Na parte da cozinha, tenho uma
 bancada com forno, placa e máquina de lavar loiça, uma mesa que aumenta, quatro cadeiras, um carrinho de madeira, um combinado  e uma estante com quatro prateleiras que uso para colocar o micro-ondas e para arrumação. Na prateleira superior, coloquei estas duas latas vintage que comprei por 5 e 2,5 euros no Tedi (uma loja de bugigangas baratas mas que tem alguns artigos giros) e adorei vê-las ali. 



terça-feira, 22 de setembro de 2015

No domingo, foi o kinderweltstag (dia mundial da criança) e houve em Berlim o maior festival infantil da Alemanha Weltkinderstagsfest organizado pela Deutschen Kinderhilfswerk e pela UNICEF. O slogan do evento era Kinder willkommen (bem vindas crianças) e teve como mote a crise dos refugiados.

Muitas barraquinhas e inúmeras atividades para os mais pequenos. Havia os habituais: pintura facial, insufláveis, escalada de parede, espaços para desenho e pintura em papel, oferta de balões, exposição de verdadeiros animais da quinta, jogos para crianças, palcos com animação, escorregas, barraquinhas com comida e bebida. Mas os preferidos da Nene (e também novidade para ela) foram brincar na palha e subir aos fardos e, sobretudo, umas piscinas com grãos de cereais, havia piscinas com grãos de trigo (Weizen), de centeio (Roggen) e tremoço doce (Süsslupine). Brincou e brincou e ainda brincou, ate à hora de fecho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O Setembro, até mais que o próprio inicio do ano, representa para mim um recomeço. O iniciar de um ano letivo, (primeiro como aluna e depois como professora) novos colegas, nova  escola e muitas vezes nova casa, novas metas e objetivos. Eu própria sentia-me renovada e nunca havia monotonia. Muitas vezes, queixava-me das mudanças tão profundas mas, por outro lado, era um abrir de novas oportunidades. Com a distância que o tempo nos traz, vejo que cresci muito com tudo isso, ter que me adaptar a novas realidades, ter que me safar sozinha foi duro mas muito enriquecedor.
Aqui agora como mãe a tempo inteiro estou parada mas é gratificante. No primeiro ano do meu filho não tenho creche para ele e sou recompensada pelo estado para estar em casa e adoro porque ele precisa de mim e ninguém melhor que eu poderia tomar conta dele. O meu Eduardinho querido que beijo e abraço vezes sem conta durante o dia, sinto-me muito ligada a ele e parece que o vejo e ouço em todo o lado (normalmente ao sábado de manha vou sair e deixo-os com o pai). É por ele que estou aqui em casa, de braços e coração abertos.

Nem tudo são rosas, ser mãe a tempo inteiro é desgastante, ser mãe a tempo inteiro noutro país é mais difícil ainda (não quero ser mal interpretada, sei a sorte que tenho por poder acompanhar os meus filhos em todas as etapas e sei que muitas mães lamentam não ter mais tempo para os filhos). Os dias são iguais e a língua é um entrave tão grande. Já consigo perceber bem o alemão mas falar é sempre mais complicado. Isso isola-me das restantes pessoas. Na escola da minha filha, numa associação aqui de Portugueses já poderia ter feito mais mas esbarro na língua.

Neste Setembro de 2015, estou feliz mas tão ávida de mudança, de uma lufada de ar fresco.
 



quarta-feira, 16 de setembro de 2015


Aí que ele já me parece diferente – disse eu hoje olhando para as fotos de domingo.

As feições dos bebés estão em constante mudança e eu quero preservar as várias fases, por isso, tiro fotos. Não na correria da minha filha que todos os dias lhe tirava imensas mas vou registando o meu menino para mais tarde recordar e colocando aqui, que é essencialmente para isso que serve este blog.
Não pretendo publicitar marcas nem ter mil visitas por dia. Pelo contrário, acho isso uma prisão e gosto de ser livre. Ter que dizer bem desta marca porque me enviou algo ou ter comentadores que nem conheço a criticar os meus posts é impensável.Já me irrito um pouco com aquela tendência de ir a um blog e a outro e encontrar publicidade às mesmas coisas. Faz-me confusão essa repetição de conteúdos e, rapidamente, perco o interesse.

Fotografia de domingo 



Fotografia de quarta