Sou
mãe de segunda viagem mas não parece. Nunca antes tive um filho a fechar e
abrir a boca para pedir comida ou a acordar às 5h30m e a não querer dormir mais
ou a não sossegar no colo e a gostar de explorar tudo no chão, reguila,
curioso e traquina este meu segundo filho.
É rapaz-dizem. Não sei se será
disso, eu acho que ele é ele e por serem irmãos não têm necessariamente que ser
parecidos. E também não acho que o género determina assim tanto, há meninas
traquinas e meninos calminhos.
Este meu filhote é muito mexido. Com quase
7 meses, no chão movimenta-se para todo o lado. Vou encontra-lo debaixo da mesa
de tv a mexer nuns papeis que estão numa prateleira escondida, com os pés
enfiados debaixo do sofá, muito perto dos fios de eletricidade (já tirei todos
do seu raio de ação), enfiado debaixo da mesa e cadeira da Inês (já arrasta a
cadeira).
Agora
temos que tratar da segurança da casa. Proteger tomadas e retirar todos os
brinquedos que ele possa engolir são as prioridades mas gostava de o colocar
num espaço e ter a certeza que ele ficava seguro ali. Pensamos numa cama de
viagem mas tenho dúvidas que ele queira lá ficar e gostava de lhe dar um pouco mais de mobilidade. Ou criar algum tipo de barreira para ele se manter naquele lugar
seguro (entre o sofá, mesa de tv e parede) mas falta-me um lado para o quadrado
estar completo. A barreira tem de ser baixa para eu poder vê-lo enquanto
cozinho, não ser facilmente transponível, de preferência estreita porque não temos
muito espaço na sala. Talvez um biombo, uns pufs ou umas caixas para arrumar
brinquedos.
No
entanto, a alimentação é o tema em que surgem mais dúvidas. O fato de estar
noutro país com diferentes diretivas e produtos não ajuda mas espero ansiosamente a consulta com o pediatra no dia 4 de Novembro para o pesar e ter uma conversa esclarecedora.
E
para adormecer o que este menino luta. Nunca vi ou então estava mal habituada.
A Inês quando acordava de noite, eu colocava-a no meio dos dois (sou a favor do
“co-sleeping”) e ela adormecia rapidamente. Com o meu filho isso ainda o
desperta mais, só quer brincar e agarrar-nos na cara e no cabelo.
Os
segundos filhos perdem em atenção absoluta e, no nosso caso, em contato com a
família mas ganham em experiência dos pais e em uma descomplicação que os torna
muito mais desenrascados. Não é por acaso que, habitualmente os segundos filhos
são mais desprendidos dos pais. A experiência torna-nos mais confiantes e isso
reflete-se neles. Sei que cometerei muitos erros (o que serve para um pode não ser
o mais correto para outro) mas estou atenta para perceber o meu filhote e serei
uma nova mãe para este menino. Consigo projetar o futuro e vejo-me a dizer-lhe
cuidado não vás por aí, não faças isso enquanto que agora a incentivo a fazer e digo-lhe vai, faz isso ou
experimenta isto.
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