O Setembro, até mais que o próprio inicio do ano,
representa para mim um recomeço. O iniciar de um ano letivo, (primeiro como
aluna e depois como professora) novos colegas, nova escola e muitas vezes nova casa, novas metas
e objetivos. Eu própria sentia-me renovada e nunca havia monotonia. Muitas
vezes, queixava-me das mudanças tão profundas mas, por outro lado, era um abrir
de novas oportunidades. Com a distância que o tempo nos traz, vejo que cresci
muito com tudo isso, ter que me adaptar a novas realidades, ter que me safar
sozinha foi duro mas muito enriquecedor.
Aqui agora como mãe a tempo inteiro estou parada mas é gratificante. No primeiro ano do meu filho não
tenho creche para ele e sou recompensada pelo estado para estar em casa e adoro
porque ele precisa de mim e ninguém melhor que eu poderia tomar conta
dele. O meu Eduardinho querido que beijo
e abraço vezes sem conta durante o dia, sinto-me muito ligada a ele e parece
que o vejo e ouço em todo o lado (normalmente ao sábado de manha vou sair e
deixo-os com o pai). É por ele que estou aqui em casa, de braços e coração
abertos.
Nem tudo são rosas, ser mãe a tempo inteiro é desgastante, ser mãe a
tempo inteiro noutro país é mais difícil ainda (não quero ser mal interpretada,
sei a sorte que tenho por poder acompanhar os meus filhos em todas as etapas e
sei que muitas mães lamentam não ter mais tempo para os filhos). Os dias são
iguais e a língua é um entrave tão grande. Já consigo perceber bem o alemão mas
falar é sempre mais complicado. Isso isola-me das restantes pessoas. Na escola
da minha filha, numa associação aqui de Portugueses já poderia ter feito mais
mas esbarro na língua.
Neste Setembro de 2015, estou feliz mas tão ávida
de mudança, de uma lufada de ar fresco.
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