Nesta gravidez apareceram todos os sintomas, desde enjoos, cansaço, mudanças repentinas de humor, alterações hormonais, azia, dores nas costas, xixis muito frequentes, peso na barriga, dificuldades em dormir, eu sei lá mais o que. Isto aliado a uma criança de 3 anos e meio e uma casa para cuidar tem sido complicado. O marido trabalha imenso e não pode dar apoio, apesar de estar sempre disponível para ajudar quando pode e eu acabo por passar muitas horas sozinha ou com a minha miuda. Sair só se for aqui perto e já com alguma dificuldade, já nao a consigo levar à escola, o que faz com que ela passe muito tempo comigo em casa. Não há outra opção neste momento mas sei que não é o melhor para a minha menina. Às vezes, sinto que falho com ela por não poder fazer mais e isso doí. Doí questionar-me se serei capaz, se estarei à altura dos desafios futuros ...
Não gosto de me queixar e principalmente usar este blog para isso, uma vez que, por vezes, a vida não se compadece de quem se queixa sem motivos fortes e por vezes mostra-lhes o que são verdadeiros motivos para lastimar. Basta estar atento à vida ao redor e ver verdadeiros dramas e surpreendentemente essas pessoas são as que menos se lamentam, encaram a vida de frente, tentando enfrentar e aprender com o mau e desfrutar do bom (apesar de serem coisas aparentemente insignificantes). Vivem verdadeiramente e intensamente e eu admiro-as por isso.
Assim como admiro as mulheres do antigamente, como a minha avó materna, que teve 6 filhos, o último já com 42 anos, todos nascidos em casa e saudáveis com gravidezes muito menos acompanhadas, toda uma casa e família grande (com 6 filhos actualmente deveria ser chamada no mínimo de mega numerosa) para cuidar e orientar e uma vida sem grandes comodidades. Que saudades da minha avó Zulmira e que falta sinto agora do seu aconchego. Faleceu quando eu tinha 17 anos, uma miúda portanto e atualmente esta mulher é outra vez uma miúda quando pensa nela mas, por outro lado, a mulher do agora dava tudo por uma tarde de conversa e sei que teria tanto a aprender. Restam-me as recordações, as memórias, o amor e aquela sensação de proteção e paz que me envolve quando fecho os olhos e a vejo em casa, normalmente na cozinha a oferecer-me um pão com marmelada que me sabia ao petisco mais delicioso do mundo...
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