sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Para não esquecer


  • Eu disse:

-A minha menina porta-se tão bem, fala baixinho para não incomodar o maninho, tem um coração de ouro!

E ela, depois de parar por instantes:

-E tu tens um coração de amor, mamã!


  • Na falta de melhor termo, no aniversário do pai:
-Onde está o... o... ligador das velas!


  • A minha mãe:
-Eu comi tudo!

-Eu também comi tudo, vovó!

-Não, tu deixaste comida no prato!

-Não, vovó! Eu comi tudo (nesta altura, a minha mãe ia responder), tudo o que queria!


  • Ela a falar sobre uma amiguinha da escola:
- A Anna já não está na escola, mãe, foi para a Primark!

-O que é  a Primark, filha?

- Então mãe, a primark é a escola dos grandes!


  • A mudar a fralda ao seu boneco:

-Então filho, está quietinho com os pés!


  •  Diz estas palavras, muito convicta, várias vezes:
- Eu não quero casar, vou fcar sempre com os pais, vou morar sempre aqui! (O pai quis que eu escrevesse aqui, para ela se lembrar sempre destas palavras, quando quiser ir com um guedelhudo qualquer)


O meu amor mais pequeno ainda não tem destas tiradas mas é traquinas que se farta e é preciso estar muito atenta aos seus movimentos. Outro dia, estava ele na cadeira da papa e eu virei-me para ir buscar a fruta. Quando voltei a olhar, já ele tinha agarrado a cortina e enfiado na boca. Ficou num lindo estado a dita, que ainda por cima era branca.
 Hoje à noite, fiz aletria (deu-me uma vontade de comer daquela cremosa, só gosto dessa) e, para o entreter, dei-lhe o pacote para as mãos. virei costas por segundos e parte da aletria estava por cima dele.

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