quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Não gosto de politica. Não sou filiada, apoiante nem tão pouco simpatizante de nenhum partido; já votei em todos os partidos, da esquerda à dieita e tive, durante a minha infância, influências de vários quadrantes políticos. Para mim, existem 3 classes/gerações de políticos:
  • A primeira- homens e mulheres que pelas suas convicções foram presos, torturados, viveram na clandestinidade. Não ganharam nada com a política, muito pelo contrário. Sérios, honestos e de ideias firmes, arriscaram muito e puseram a sua vida pessoal em segundo lugar para todos podermos falar livremente do que quisermos (inclusivamente escrever este post).
  • A segunda- homens e mulheres que fizeram uma carreira universitária ou outra de valor e algures, ao longo dela, apareceu a politica. Alguns deixaram-se corromper pelo poder mas possuem um certo grau de honestidade e seriedade. Têm alguma dificuldade em prometer o que sabem ser difícil de cumprir mas evitam tocar nos privilégios de políticos e afins.
  • A terceira- homens e mulheres que pertenceram aos jotas desde tenra idade, tiraram o curso superior em universidades privadas e já depois dos 30 e muitos anos. A política foi sempre a sua vida, não sabem fazer mais nada. Os seus interesses e os dos seus amigos são o que os move, o povo e o país ficam em segundo (ou terceiro ou quarto…) lugar. Bem falantes, fazem tudo e prometem tudo para vencer as eleições e cumprem tudo, desde que não colida com as suas regalias ou com as dos seus amigos.
E é isto, não há esquerda ou direita, há políticos de esquerda e de direita em todas as classes acima. Pena é que não reste quase ninguém da primeira classe, poucos da segunda e cada vez mais o governo do país entregue aos da terceira.  

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