Meus filhos
Vocês têm 5 e 2 anos. Andam alheados da realidade no vosso mundinho de brincadeiras e de contos de fada, os vossos maiores problemas são não irem para o parque depois da escola ou terem que arrumar os brinquedos.
No futuro encontrarão obstáculos, sofrerão desilusões e ficarão de coração partido muitas vezes. Isso é normal mas o mundo não é tão simples assim. Existem pessoas hediondas. Pessoas que fazem mal sem olhar a quem, que fazem a palavra monstro parecer um elogio. Eles querem que o medo e o ódio suplantem tudo, eles até querem que nos viremos contra os seus para terem cada vez mais adeptos desta mentalidade de violência e brutalidade . Para conseguirem incendiar tudo e instalarem a brutalidade e o caos, usam a cobardia e atacam crianças inocentes. Não vou falar mais dessa barbárie.
A vossa mãe está aqui e agora a pedir: procurem o bem, a humanidade e a proximidade com os outros. Encontrem a felicidade nas pequenas coisas, abram os olhos para o mundo, arrisquem ver, tocar, cheirar, sentir e saborear. Mudem de opinião quantas vezes for preciso. Ajudem sem olhar a quem. Acreditem em vós e nas vossas capacidades. Busquem o que vos faça felizes, sempre tendo em conta o que são. Lutem pelo que acham justo e amem. Amem com todas as vossas forças, sem reservas...
Não percam a inocência nem a maneira como olham para os outros, mesmo diferentes de vós (foi enternecedor ver-vos brincar ontem com aqueles três irmãozinhos e partilhar os brinquedos). Não receiem nem desconfiem do colega de trabalho, do vizinho ou do homem ou mulher com quem cruzam na rua. Não deixem de ir e de viver, vivam intensamente...
O que vos quero dizer é, apesar de tudo o que se passa à minha volta hoje, ainda acho que vale a pena viver e não duvido que trazer crianças ao mundo continua a compensar porque é uma nova oportunidade de mudança. Vocês, meus filhos, fazem parte dessa mudança...
Da vossa mãe que vos ama daqui até ao infinito
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