domingo, 21 de dezembro de 2014

Já de Portugal desejo um 



Feliz Natal e um ótimo ano de 2015, cheio de saúde, paz, amor, desejos realizados e muita felicidade


Ps- Nós estamos a aproveitar o mimo da família e amigos. Que bom que é!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014




Pois é, está confirmadissimo: vem aí um menino! Todos nos dão os parabéns mas o importante é que está tudo bem com o nosso bebé!

sábado, 29 de novembro de 2014

A paciência para a casa não tem sido muita mas não podia deixar de decorar um pinheirinho de natal, este é verdadeiro mas com apenas 80 cm (há quanto tempo não tinha um pinheiro de natal que não fosse artificial). 

domingo, 23 de novembro de 2014

Com 3 anos e 3 meses, 104 cm e quase 16 kg a minha filhota é esguia. A própria carita está a perder (para não dizer perdeu) os traços de bebé e está a transformar-se numa menina. Os olhos continuam claros numa cor indefinida e os cabelitos não mudaram de cor, continuam aos caracóis como acredito irão ficar mas talvez por lhos ter escalado estão mais lisos e fazem caracóis só nas pontas.
Já dá cambalhotas há algum tempo. Salta muito bem e coloca algo no chão para saltar por cima. Só sabe andar ao pé cochinho com o pé direito no chão. Gosta muito de correr e de brincar, de cocegas mas também de festinhas, tudo é uma animação e brincadeira. Talvez da entrada no Jardim infantil e/ou do novo horário dos sonos não estar ainda definido, anda mais ativa.
Ela adora que lhe leiam histórias, sendo as preferidas os três porquinhos e a capuchinho vermelho, tem muita imaginação e adora brincar ao faz de conta, costuma olhar para o espelho e perguntar qual a menina mais bonita e querida do mundo. Gosta de jogos e puzzles (gosta de brinquedos novos mas enerva-se e desinteressa-se quando não consegue alguma coisa), não gosta de situações novas (fomos recentemente ao dentista pela primeira vez, não abriu a boca e chorou bastante). Adora desenhos animados e a chucha (até de dia em casa quer estar com ela, agora temos um acordo só a usa para dormir e ela cumpre e não a pede). Fala muito e com um vocabulário muito rico, começou já a dizer palavras em alemão, além das básicas, “bitte, entschuldigung, guten morgen, komme,” a outras como “aufstehen, zähne putzen, schlafen, keine sorgen” conta até 12 em alemão e tem uma grande amiga na escola, a Ana. Cantar e dançar são das suas atividades preferidas, principalmente música mais mexida.
Outro dia, pegou nuns livros que a minha mãe lhe mandou de Portugal com uns versos lindos escritos por ela e pegando num lápis rabiscou e ia dizendo:

- Vou escrever uma carta à vovó: Minha querida avó, gosto muito de ti. Não te quero perder e vamos ser amigas para sempre. Estou constipada e tenho tossido muito. Beijinhos.

Influenciada por isso ou pelos versos que lhe costumo ler, fez uma rima no outro dia: 

-  Fecha o portão senão entra o dragão!



sábado, 15 de novembro de 2014

Da primeira gravidez só fiquei com algumas estrias na parte inferior dos seios e muito pouco percetíveis. A genética e o fato de nao ter tido um grande barrigão foram determinanntes mas os cuidados com a pele também foram importantes (só me descuidei no pós-parto, que foi quando os seios realmente aumentaram de volume). Usei sempre o creme da Mustela intercalando com o creme gordo Barral. 
Quando sai de Portugal, as malas estavam a abarrotar (como sempre) e não me lembrei disso. Já tentei encontrar esse creme nas farmácias mas essa marca não é vendida  nem sequer a conhecem. Assim como a uriage, chico (encontrei recentemente alguns produtos de puericultura pesada e brinquedos numa loja especializada para bebés e crianças, a babywalz), evax, dodot, etc. Uso a always e a pampers que substituem estas duas últimas. Os alemães são muito protecionistas da sua economia, dão primazia às suas próprias marcas; nos automóveis também funciona um pouco assim. Os portugueses deveriam aprender um pouco aqui, temos das melhores marcas de carrinhos de bebé, a bebecar (um dos líderes de mercado na inglaterra), e a escolha em Portugal recai quase sempre nas marcas estrangeiras.
Quando fui à farmácia aconselharam-me um óleo para as estrias da Weleda que é bastante hidratante e deixa uma sensação confortável na pele mas é caro e bastante gorduroso. A solução foi pedir que, na próxima encomenda a minha mae me mande o creme da Mustela mas já irei começar a usar mais tarde na gravidez. Espero que os resultados sejam os mesmos da primeira vez.

domingo, 9 de novembro de 2014

Há dias em que, por ganância ou por vingança de muitas barbaridades, se cometem outras tantas e depois há dias como o de hoje em que se celebra a Liberdade, a União e a Alegria...



25 anos da queda do muro de Berlim

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sempre gostei de camas de metal, branquinhas, realizei o meu desejo e agora durmo todos os dias numa...


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ontem fui a mais uma consulta para acompanhamento da gravidez. A obstetra esteve a ver o colo do útero e felizmente está longo e fechado. Receitou-me uns medicamentos para introduzir na vagina de ácido láctico para prevenir infeções. Fez também uma ecografia rápida mas ainda não foi desta que soube o sexo do bebé. A minha mãe tem um pressentimento que será menino e a Inês quer uma mana com os argumentos que assim terá com quem brincar, dançar ballet e serem as duas amigas muito fofinhas, diz que um menino dará muita confusão. Para ela ainda é tudo muito abstrato, faz festas na barriga e dá beijinhos mas a ideia duma mana é isso mesmo, a barriga a crescer. Não sei como será quando efetivamente ela/ele chegar e for real, teremos certamente que ter algum cuidado com a nossa menina mais velha para que os ciúmes não façam estragos. Já ando a ler algo sobre o assunto para estar preparada.
Os enjoos diminuíram um pouco e agora tenho de vez em quando moinhas no fundo da barriga e algumas dores de cabeça, que penso são resultantes dum dente do siso que está parcialmente incluso (só doí a cabeça desse lado). Achei a tensão alta mas a enfermeira disse que estava ok, penso que também seria de estar um pouco nervosa.
De resto, tudo a correr bem, estou de 18 semanas e ainda não comprei nada para o bebé mas ainda tenho tempo. Estou ansiosa que chegue o dia da ecografia morfológica (2 de Dezembro) para aí ver se realmente está tudo bem com o meu bebé. E saber finalmente o sexo, claro…

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A minha menina tem-me surpreendido positivamente. A adaptação à creche foi uma maravilha, sendo que na primeira semana fiquei sempre com ela, na segunda já fui saindo por períodos cada vez mais longos e na terceira ficou lá das 8h30m até as 14h. Tirando o facto que não come nada naquele período, eu diria que está completamente adaptada. Tivemos a ajuda dum funcionário que fala espanhol que foi o que ficou responsável pela sua integração e que, até já me disse que podia levar a lancheira com a minha comida. As funcionárias dizem que ela é desenrascada, quando quer algo fala em português e se assim não a percebem ela aponta ou mostra mas muito teimosa, eles aqui têm por hábito apertar a mão às crianças para cumprimentar e ela, que não está habituada, cismou que não o faria e até agora não consegui que o fizesse.
Tem aula de música com uma professora, vai para um parque exterior à escola, brinca também no jardim da própria escola, desenha e pinta numas telas, de manhã reúnem numa roda onde falam do dia que terão e rezam (uma vez que é uma escola católica). Ainda não participa muito nas atividades por causa da barreira da língua mas interage e brinca com todas as meninas. Não quer vir embora, o que é um ótimo sinal.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Coisas a saber quando se visita a Alemanha (pelo menos Berlim)

- Nos restaurantes ou cafés, quando se pede água convém salientar água natural (still wasser- o w aqui lê-se v) se não gosta de água com gás.


- Os alemães não gostam de cerveja gelada, portanto se só gostar assim, não peça cerveja.


- Cumpra as regras de trânsito e não só, os alemães não são nada tolerantes ao não cumprimento de regras, mesmo em aspetos insignificantes. Já vi aqui pessoas à espera 5 minutos porque o semáforo estava vermelho e a estrada deserta de veículos e as temperaturas rondavam 10º negativos.

- Se vem convencida que todos falam Inglês, desengane-se. Na zona de Berlim leste, não sabem falar outras línguas, principalmente os mais velhos. Nas instituições públicas, pelo contrário, têm indicações para só falar Alemão.


- Alemão que é Alemão gosta de salsicha no pão. Não o nosso cachorro bem recheado, aqui é só pão com salsicha (mais salsicha que pão, para dizer a verdade). Se for sair e não gostar da dita, previna-se .


- Se vai conduzir aqui, atenção aos ciclistas, principalmente quando muda de direção. Eles têm uns semáforos próprios e, em caso de dúvida a prioridade é deles.


-Não se espante se ao mais ínfimo raio de sol vir um alemão deitado na mais ínfima porção de relva/erva, eles realmente gostam da vida ao ar livre e aproveitam bem o pouco bom tempo que têm (adoram um churrasco).


-Quer ir à casa de banho e não está em casa? Prepare-se para desembolsar. Já me pediram 2 euros, simplesmente para utilizar a casa de banho.


-As garrafas de vidro e plástico valem dinheiro. Nos supermercados existem máquinas onde se colocam e se trocam por talões que descontam no valor das compras. Uma garrafa de 1,5l de plástico são 0,25 euros.


- Não percebo o motivo mas é proibido deitar lixo nos caixotes de noite, aos domingos e feriados. O lixo doméstico é despejado em contentores que existem nos próprios prédios mas por exemplo, uns vidrões perto de minha casa têm até horário de utilização: só é permitido serem usados das 9h-12h e das 15h-20h e de segunda a sábado.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Gosto da sucessão de estações do ano. A Natureza tem ciclos que lembram que a própria vida também os tem: momentos bons momentos maus, ninguém está sempre mal ou sempre bem, por isso, por vezes temos que olhar mais para o que está à nossa volta e lembrarmos que, depois de dias ou acontecimentos maus, tudo só pode melhorar.Há um ano estava triste e, ainda a recuperar de uma das situações mais complicadas da minha vida e, agora cá estou novamente cheia de esperança e de esperanças ou no estado interessante (como dizia o meu avô Eduardo).  


O Outono chegou em força a Berlim e o que mais aprecio nesta estação são as castanhas (típicas da minha zona: Trás-os-Montes e Alto Douro), os frutos secos, as aboboras, a marmelada, o friozinho que convida a programas mais caseiros, o chá quentinho acompanhado de um bolo ao fim da tarde, as mantas no sofá e um filmezinho para assistir, as folhas caídas e árvores despidas (o que gostava e gosto de pisar os mantos de folhas secas, pena que elas, devido à humidade desta cidade, nunca fiquem verdadeiramente secas). Mas o que prefiro nesta estação do ano são as cores: um conjunto de vários tons de bege, castanho, amarelo, laranja e vermelho que unidos dão um toque especial às paisagens. E que tal trazer um pouquinho dessa atmosfera outonal para dentro de casa? 






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fui à primeira consulta de acompanhamento da gravidez. A médica é simpática e prestável e como me viu nervosa foi muito atenciosa mas achei tudo muito apressado, fez-me uma ecografia rápida, retirei sangue e fui encaminhada para um médico especialista em diagnóstico pré-natal e para outro para vigiar a tiroide, uma vez que tenho tiroidite. Aqui os médicos entregam um überweisungschein, uma espécie de vale que permite aos pacientes consultar médicos de outras especialidades. Deu-me também o Mutterpass que corresponde ao nosso livro da grávida.
 Está, aparentemente, tudo bem com o meu bebé, estava muito mexido na ecografia, com o coraçãozinho bem acelerado. Não sei o sexo e não saberei tão cedo, uma vez que aqui os médicos estão proibidos de dar essa informação, até as grávidas completarem as 14 semanas, não percebo muito bem o motivo.
Soube também que, paralelamente ao médico, temos de procurar uma Hebamme, uma enfermeira parteira que segue as grávidas antes e depois do parto, visitando as suas casas e dando dicas, no que respeita à amamentação e aos cuidados do bebé. Poderá ou não ser a enfermeira parteira que estará presente no parto, uma vez que o hospital onde decorrerá o parto será escolhido e visitado pela parturiente numa fase mais avançada da gravidez.
Tenho, ainda muitas dúvidas mas aquelas que me ocorrem à partida têm a ver com a criopreservação das células estaminais, que fiz na minha primeira gravidez com a Crioestaminal. Gostaria de fazer novamente mas não sei se será possível porque o kit com o material biológico tem prazos para ser processado e guardado e a viagem até Portugal é longa. Terei de entrar em contato com a empresa referida para saber se será possível. Outra questão relaciona-se com o teste do pezinho que é feito em Portugal e diagnostica várias doenças. Será feito aqui também e incidirá nas mesmas doenças?  

domingo, 14 de setembro de 2014

Amanhã a minha menina vai iniciar uma nova etapa, algo que faz parte do crescimento e evolução de todas as pessoas. Vai começar a caminhada escolar da Maria Inês, com muitas mudanças na nossa vida.
Vai passar a frequentar a escola num país diferente e com uma língua diferente, totalmente estranha para ela. Penso que será esta a maior barreira que ela terá que ultrapassar. As crianças e educadoras só falam alemão, o que dificultará a sua integração.
Além disso, até agora ela sempre foi muito protegida, primeiro ficava com a minha mãe enquanto eu ia trabalhar e aqui comigo em casa, nunca houve o levantar a horas certas, o sair para a rua cedo. As regras em casa eram sempre mais flexíveis, as rotinas eram adaptadas a ela e penso que isso também contribuiu para ela ser uma criança calma e sossegada. Ela era sempre a prioridade e tinha todas as atenções, o que não acontecerá no jardim infantil.
Outra situação que me preocupa é as doenças típicas das crianças. A Inês foi sempre um bebé e uma criança muito saudável: nunca teve viroses, otites, amigdalites e tudo o mais acabado em ite. Agora forçosamente, isso também vai mudar e o próprio pediatra já avisou que as doenças vão aparecer muito frequentemente.
Na Alemanha, eles têm um período de adaptação de mais ou menos um mês em que a mãe ou o pai os acompanha para a escola. No geral, as crianças adaptam-se facilmente, melhor que nós adultos, tem uma grande capacidade de aprendizagem e eu, também estou preparada para lhe dar as asas que ela precisa neste momento. Não quero ser daquelas mães que chora quando deixa os filhos na creche e tentarei ser forte para lhe transmitir a tranquilidade que ela precisa.
Será muito bom para ela o tornar-se mais independente, o socializar com outras crianças, o brincar com pares, neste momento as vantagens de frequentar a escola são inúmeras e eu só espero que todo o mimo, atenção e cuidado que ela sempre teve a tenham tornado forte e segura para enfrentar tudo o que a espera. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ainda estou em Portugal. E o motivo é o melhor… cresce a cada dia no meu útero! Pois é, estou grávida!!! Como tinha escrito aquiaqui e aqui fui à luta e consegui. Estou de 8 semanas e 6 dias, segundo a ecografia de confirmação ontem, tudo perfeitinho e no sítio certo. Já sei há um mês mas preferi aguardar e, mesmo agora, só sabem os mais próximos (pais, irmã e marido). Estou ansiosa por completar as 12 semanas, contar a todos, comprar as primeiras roupinhas e usufruir da gravidez mais descansada e sem tantas preocupações. No entanto, apesar de algum receio, tenho muita esperança que tudo vai correr bem, sinto-me confiante e muito feliz.

Estava desejosa que os enjoos desta vez me deixassem descansada mas eles resolveram dar o ar da sua graça, valha-me o nausefe. Isso, o cansaço, o sono e algumas dores nos seios são os únicos sintomas que tenho.Vou regressar à Alemanha no dia 10 de Setembro (fui aconselhada a adiar o regresso pelos médicos) e reunir-me ao meu marido que já se encontra lá desde dia 10 de Agosto.

Já disse que estou muito feliz!!!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Não sou muito vaidosa, não gosto de ir a cabeleireiros nem pintar as unhas, simplesmente não tenho paciência para certas coisas. Na Alemanha não é o sítio certo para ir ao cabeleireiro, uma vez que, a grande maioria das alemãs têm o cabelo liso e muito fininho, as cabeleireiras não devem, portanto, estar habituadas a um cabelo com caracóis.

Uso, na maioria das vezes, um bbcream; dia sim dia não comecei a usar um esfoliante facial no banho (os pontos negros do queixo e nariz melhoraram bastante), limpo com creme de limpeza e tónico todas as noite ou quando tenho preguiça uma espuma de limpeza, uso semanalmente máscaras que se vendem aqui individualmente, tenho um creme hidratante da Nivea que uso quando está mais frio, outro da uriage que adoro (Hyséac mat-refina os poros, matifica e hidrata), coloco rímel e um gloss ou um baton rosa nos lábios (só às vezes) e é só. Para o cabelo, uso um shampo e amaciador sem parabenos e sulfatos (não retiro o amaciador com água, só passo o papel de cozinha no cabelo, pode parecer estranho mas resulta no meu cabelo) e uso o creme da kerastase (Oléo-curl). Agora comprei o Nutridefense, também da kerastase: é líquido, mais fácil de aplicar e a minha filha usa também no cabelo dela.  Esta marca, apesar de cara, é ótima, ainda não encontrei outra que se lhe compare, no que respeita a cuidados capilares.Gasto mais com roupa, bijuteria e carteiras mas sou contida, não consigo conceber pagar 1000 euros por uma carteira (preferia doar a uma instituição de caridade ou fazer uma viagem). A carteira mais cara que tenho custou 53 euros em saldos, é castanha, de pele e adoro-a. Tanto uso roupa da Zara, Mango, Primark, Newyorker como da Massimo Dutti, Salsa, Sacoor, Decenio, Lanidor só preciso é gostar e sentir-me bem com ela. Sou prática, gosto de me sentir confortável e nesta estação do ano gosto de cores para alegrar o dia-a-dia.

domingo, 10 de agosto de 2014

Aniversário da Maria Inês

Depois de 15 dias na praia sem a aproveitar convenientemente porque o S. Pedro resolveu presentear-nos com chuva, nuvens e algum frio; foi tempo de preparar a festa de aniversario da Inês, foi uma comemoração simples, deu algum trabalho mas, no fim correu tudo bem e foi uma tarde bem passada na companhia dos amigos e familiares. 

A aniversariante gostou muito, só dos confetis na altura dos parabéns (fizeram um pouco barulho a mais) é que nao. Pouco habituada a estas andanças, estranhou mas de noite dormiu com um sorriso de quem passou um dia muito feliz: haverá algo melhor no mundo do que tornar os nossos filhos felizes...

 Nasceu há três anos, está uma menina mas para mim continuará a ser o meu bebé.  








quarta-feira, 9 de julho de 2014

Há dias em que nos sentimos um pouco hesitantes, em que sentimos que não tivemos a paciência necessária nesta ou naquela situação. Eu deveria ter feito doutra forma, deveria ter tido calma e explicado melhor, deveria ter esperado mais, parado para pensar, não explodir nesta e naquela situação, não ceder neste e naquele momento… 

Isto consome-nos, desgasta-nos, torna-nos reféns da perfeição, ou melhor da nossa  (incutida pelos outros, mas os outros são apenas os outros, nada mais que isso) ideia de perfeição. Impede-nos muitas vezes de sermos nós próprias, de aproveitarmos os nossos filhos, de desfrutarmos plenamente a maternidade.
Se ficamos horas a fio no escuro a dar-lhes a nossa mão quando estão agitados ou doentes para adormecerem, se pegamos ao colo com dores nas costas e eles pesam mais de 16kg, se tratamos primeiro deles mesmo quando estamos a rebentar de vontade de ir à casa de banho e/ou a morrer de fome, se lhes lemos os mesmos livros vezes sem conta mesmo com dores de cabeça horríveis, se levantamos pela 20ª vez durante a noite quando choram ou têm um pesadelo, se fazemos questão de lhes dizer todos os dias que os amamos muito e eles  dizem de volta, se são crianças felizes, sorridentes e de bem com a vida, se…

Tantos ses deveriam ser suficientes para aplacar a dúvida e a auto avaliação mas por vezes não são.

Mal os filhos nascem (ainda naquela primeira fase) ficamos um pouco apreensivas, qualquer afirmação, muitas vezes até dita sem maldade, faz-nos ficar inseguras e pensar se estamos a fazer tudo bem para os nossos filhos. Porque é isso que todas as mães querem, fazer o melhor para os seus filhos mas o melhor tem tantas variáveis. Com a convivência diária, começamos a perceber que o melhor que lemos nos livros ou que ouvimos como conselho, pode não ser o melhor para as nossas crianças. Todas elas são únicas e particulares e ninguém melhor que nós, as suas próprias mães, para as conhecermos. Esse olhar atento junto com o instinto maternal faz de cada uma de nós as melhores mães do mundo para os nossos filhos. Não podemos ficar cativas desse ideal de mãe perfeita: ninguém o foi, ninguém o é e ninguém o será, nem a nossa mãe, nem a nossa sogra, nem a nossa avó, por melhores que possam ter sido…

Convém lembrar, por isso quando nos surgirem dúvidas, hesitações e perguntas que:

NINGUÉM NO MUNDO PODE SER, PARA OS NOSSOS FILHOS, MELHOR MÃE QUE CADA UMA DE NÓS, COM TODOS OS ERROS E IMPERFEIÇÕES MAS, PRINCIPALMENTE COM TODO O AMOR E ATENÇÃO DO MUNDO!


 PS- O texto foi escrito na 1ª pessoa do plural porque acredito que sejam sentimentos que todas as mães já vivenciaram num qualquer momento.

domingo, 6 de julho de 2014

Este móvel da minha entrada é dos mais versáteis do Ikea. Aqui já o tive na horizontal (no Natal), depois mudei para a posição vertical (na pascoa) e já há algum tempo que está de novo na mesma posição. Guardo os sapatos nas caixas e o prato metálico funciona como despeja-bolsos (a planta é que acho que ficou pequena demais mas é de um cor de rosa lindo, eu tinha comprado outra mas com o calor as flores murcharam todas).

Comprei os castiçais e moldura, foram muito baratos e quando quiser mudar, basta tirar os corações e colocar outra coisa qualquer (já estou a imaginar o Natal).

A combinação de molduras na parede custou 15 euros e, deste modo consegui esconder a porta do contador da eletricidade. Além disso, adoro ver as fotos das várias fases da minha menina.

A entrada é espaçosa e como tenho que aproveitar bem o espaço, coloquei duas comodas por trás da porta e, como não podia deixar de ser, algo que é muito útil aqui, um bengaleiro. 

 A escolha da cor para os acessórios começou nas velas que comprei, curiosamente na altura do dia dos namorados e devo confessar que foi para fugir um pouco aos vários tons de azul, que, normalmente são a minha escolha. Quando compro algo para a casa, tenho em conta: a utilidade, a versatilidade, o preço, a estética (não necessariamente nesta ordem). Por tudo isso, a minha escolha para cor dominante recai no branco, além de iluminar e aumentar qualquer espaço, fica bem com tudo, dá para mudar os acessórios facilmente e, deste modo ter um ambiente diferente.

Adorei o resultado final e serve perfeitamente as nossas necessidades. 




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Já fiz o teste de alemão respeitante ao nível A2. Posso dizer que neste momento sou uma utilizadora inexperiente da língua alemã. Isso quer dizer ainda pouco mas para mim significa muito. Muito trabalho, esforço, evolução, horas a estudar e a tentar decifrar esta língua totalmente estranha para mim. Ouvir a televisão e o rádio e perceber é fantástico, conseguir comunicar e fazer-me entender, embora que com alguma dificuldade é ótimo. Nestes últimos tempos, parece que uma tecla qualquer no meu cérebro foi acionada, os meus ouvidos começaram a ser permeáveis a esta língua e os sons começaram a fazer sentido. Claro que esta mudança trouxe também uma vontade imensa de aprender mais, uma motivação extra. Aprender línguas é bom, desafiante mas compensador, como um mundo novo que se abre, assim é, aprender um novo idioma. Além de tudo tinha traçado o objetivo de ter muito bom (entre 90 e 100%) no teste e consegui, o que me deixa muito contente. E agora só pararei quando dominar totalmente o alemão, mesmo que amanhã regresse a Portugal, o gosto foi despertado e cresce a cada dia. Valeu a pena e retribuiu todo o meu esforço!
Irei comprar livros e de preferência que tenham CD para ouvir, também porque as férias em Portugal serão longas e não posso estar sem ouvir, falar ou ler o alemão muito tempo, não quero regredir…

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Depois de um quarto todo feminino com cores suaves, em tons pastel e cheio de bolinhas e coisas fofinhas, como se quer para um bebé (veja fotos neste post), optei por algo diferente. A Mª Inês tinha dois anos (quando me mudei para esta casa), já não comprei uma cama de grades e já não se justificava um quarto todo girly.

 O quarto tem apenas 6 m2 (muito pequeno para grandes aventuras e para encher de móveis) mas com paredes totalmente em vidro e muita luz. Como precisávamos de tapar bem a luz, comprámos umas cortinas cinzentas no IKEA, o que tornou o quarto bastante escuro. Necessitava, por isso, de muita cor e alegria e com apenas uma cama branca e pouco mais se mobilou e decorou o quarto da nossa menina. 





Está muito simples e, por agora, gosto do resultado mas daqui por algum tempo sei que terei vontade de mudar.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O E fez 34 anos no Sábado e fomos conhecer mais um pouquinho da Alemanha, desta vez a cidade de Potsdam, uma cidade a sudoeste de Berlim, nas margens do rio Havel e com mais de 20 lagos (a Alemanha possui mesmo muita água). Nesta cidade residiam os reis da Prússia, respira-se história e cultura, parece que somos transportados para outro tempo, para outra realidade... 

Os principais pontos de interesse são a universidade e o palácio de Sanssouci, com uns jardins fantásticos (foi só o que conseguimos ver numa tarde mas parece que existem outros locais a visitar). Ficam as fotos (a Canon já está reparada, até dá mais gosto tirar fotos):











sábado, 21 de junho de 2014

O tempo está instável, ora chove e está frio, ora vem muito calor e um sol quente, não podemos sair e com uma criança de quase 3 anos em casa, há que ter imaginação. Ela adora cozinhar (uma criança desta idade não faz grande coisa mas…) e fomos fazer um bolo de coco húmido: um bolo normal seco de coco mas no fim regado com leite quente com açúcar (não coloquei açúcar porque o E não gosta dos bolos muito doces, mas fiz uma experiência com bom resultado, fervi o leite com duas casquinhas de limão).

Depois, ainda pensei fazer uma cobertura de chocolate mas como tenho visto tanto futebol (mesmo sem querer, todos os jogos dão em canal aberto e o E adora ver) resolvi polvilhar com coco fazendo várias bolas. O bolo ficou mesmo muito saboroso e já agora: foi difícil ver, aliás, ouvir Portugal perder contra a Alemanha (estava na escola e foi só ouvir os foguetes cada vez que eles marcavam golo). Mas amanhã:

FORÇA PORTUGAL!!!






quinta-feira, 19 de junho de 2014

A primeira rima


"Cabeça de bola, não vou para a escola!!!"

 
Aqui em Berlim as creches e jardins infantis são quase todos financiados pelo estado. As pessoas necessitam de pedir um Kitagutschein para que o estado pague à creche (cada um pode ou não ter uma pequena contribuição, consoante o seu rendimento). Mas esse documento só tem validade de 3 meses (se durante aquele período não se encontrar um lugar numa creche tem que se solicitar um novo). Foi o que nos aconteceu, o nosso Kitagutschein deixou de estar válido. Aí decidi apenas tratar disso quando tivesse efetivamente um lugar. Mandei dezenas de E-mails para as creches aqui perto e obtive muitas respostas negativas e apenas duas respostas positivas. Uma era uma creche grande perto da minha escola de línguas e a outra, uma pequena (também perto-1,4 km), gerida pela igreja católica com apenas 60 miúdos. Fomos visitar a última e gostamos bastante. Apesar de mais pequena era mais acolhedora e familiar. Achamos que seria a melhor solução para a nossa filha, uma vez que até agora ela tem estado sempre em casa, aqui comigo e em Portugal com a minha mãe, ir para um lugar com 250 miúdos seria uma mudança muito drástica. Tirámos de novo o Kitagutschein e agora vamos assinar um contrato com a Kita. O início do ano escolar é no princípio de Agosto mas iremos para Portugal a 10 de julho e a volta ainda não está totalmente decidida (maxi férias, mal posso esperar), o que faz com que ela comece mais tarde a escola. Depois ainda tenho um mês para ela se habituar progressivamente, em que irei com ela. Deste modo, posso frequentar a escola todas as manhãs e aprender mais rápido o alemão (nem me imaginava pô-la na creche e ficar em casa, apesar de saber que é o melhor para ela neste momento, fará 3 anos em Agosto).
Ela está entusiasmada, com a escola e os meninos, quer ir mas ainda pensa que eu ficarei lá com ela, espero que se acostume rápida e facilmente, já está na idade em que precisa de convívio com outras crianças e ser uma entre muitas, que foi algo que ela ainda não vivenciou. Como filha e neta única dos dois lados, as atenções são muitas e por vezes demasiadas, o que é muito bom mas também pode ser prejudicial para o seu correto desenvolvimento.A minha menina linda está grande e este será mais um passo na sua independência. O passarinho está a começar a voar e a mãe (coruja e galinha) aqui está num mix de sentimentos…        

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Berlim é uma cidade fantástica, cheia de eventos e exposições. Transborda vida e prosperidade. Há sempre algo a acontecer, por aqui ou por ali (dos mais variados temas): festivais, exposições, feiras, museus e monumentos… 

Com cerca de 3,5 milhões de habitantes. Berlim é uma cidade com uma grande diversidade cultural, desde asiáticos (muitos Vietnamitas) até árabes (muitos turcos), inúmeras são as origens, as línguas faladas e os costumes e hábitos dos habitantes desta cidade. Não é estranho cruzar-me com mulheres com lenço na cabeça ou até de burca. Respira-se nesta cidade um clima multicultural muito interessante em que as pessoas, pelo menos aparentemente, são tolerantes às diferenças.


Pelo que pude perceber, as pessoas são cumpridoras das regras e educadas mas quando os outros não cumprem, mesmo aspetos insignificantes (como numa loja com 2 carrinhos de bebe não encostarem a direita, não pedem desculpe, posso passar, é logo a insultar), não são nem um pouco tolerantes. São ou deveria dizer aparentam, na sua maioria, frios e distantes, mantendo sempre o sobrolho carregado, como se passassem privações ou como se o país deles não fosse um dos que proporciona melhores condições de vida. São pouco vaidosos (o que me agrada bastante, não vivem para as aparências, não há o parecer mal) e é normal ver as pessoas com roupas antiquadas e muito usadas, aqui existem os Flohmarkt que são grandes feiras de produtos usados, em que as pessoas realmente compram, até roupa de bebés. Os pais vestem as crianças com o que menos combina, (não sei ainda se por falta de gosto ou numa tentativa de serem diferentes ou por não quererem gastar muito dinheiro ou por não se importarem minimamente com isso
), andam muitas vezes nos parques com os narizes e as roupas sujas e sozinhos a brincar (os pais não correm a pegar neles quando eles caem) mas, no entanto as crianças são super obedientes (crianças de 1 ano param ao chegar à passadeira e esperam pelos pais) e muito felizes (parece ser esta a prioridade dos pais).

Os dias, as semanas vão passando e já tenho um ano de emigrante (faz hoje, exatamente um ano que cheguei aqui). Não são fáceis as saudades da família, o desconhecimento da língua (o que traz muitas dificuldades), o sentir-me estrangeira e diferente dos demais, tenho passado momentos não muito agradáveis aqui mas a família está reunida, a minha filha cresce com os país juntos e isso não tem preço. Ainda faltam alcançar muitos objetivos mas vamos devagarinho, lentamente, batalhando e lutando para conseguir e, assim sempre tem outro sabor.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Este fim-de-semana foi prolongado (segunda foi feriado) e o tempo esteve muito bom (sol e temperaturas de mais de 30ºC), por isso, aproveitamos o melhor possível:


Sexta

Costumamos ir dar uma voltinha à noite depois do jantar aqui nas redondezas quando o tempo o permite e porque agora dá para aproveitar a luz do dia. Começámos a ouvir uma música um pouco antes do jantar e decidimos seguir o som. Fomos levados até ao Parque Fennpfuhl (um dos parque perto de casa) onde estava a haver uma festa pelo seu 60º aniversário. Depois começámos a ver todos sentados na relva a olhar na mesma direção e aguardámos também. Passado pouco tempo, assistimos a um espetáculo de fogo-de-artifício, luzes e música. Foi muito bonito porque refletia no lago e o efeito das luzes nas árvores era espetacular. Foi uma surpresa muito boa.


Sábado

Como nos domingos e feriados as lojas estão fechadas, fiz o passeio normal ao Kaufland (supermercado) e fui também ao Ikea comprar umas caixas para colocar a roupa de Inverno nos arrumos.


Domingo

Fui visitar o Gärten der Welt, um conjunto de jardins temáticos lindos. Vimos o Jardim de Bali, do Japão, da Europa, o das arábias (o meu preferido), o labirinto da Renascença, o das rosas; só ficou a faltar o Jardim da China e do Renascimento (era muito extenso e a Nene começou a ficar cansada). A Maria Inês correu na relva e no parque infantil e nós aproveitamos para relaxar sentados, a aproveitar aquela brisa fresquinha. Paga-se 4 euros por adulto mas vale a pena porque o local é agradável, limpo, com casas de banho e locais para comer e beber. Com certeza um local para revisitar...


Segunda


Fomos ao Parque Weissense, um parque com um grande lago e espaço verde. Os alemães são tão adeptos da vida ao ar livre, que mesmo com poucas condições deitam-se na relva e fazem praia à séria. A nossa pequenina brincou na areia (aqui todos os parques infantis a têm) mas fomos embora cedo porque o parque estava demasiado apinhado de gente.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Compro a roupa e calçado em Portugal. Não porque sejam muito mais baratos mas já conheço as lojas e o que procurar em cada espaço comercial, gosto de ser atendida na minha língua materna e, assim consigo dar um pequeno contributo à frágil economia portuguesa. Mas quando vejo algo que gosto e/ou preciso, compro. Foi o caso destas sabrinas, duma marca muito conhecida aqui, S. Olivier.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Depois de na semana passada ter avariado a máquina fotográfica, é a vez do carro. Mas descansem, não avariou!
Quando o E ontem de manhã foi para o parque de estacionamento, simplesmente o carro não estava lá. Foi levado por alguém que achou que devíamos fazer mais exercício físico, que achou que os pneus, isto é, as banhas estavam a tomar conta das pessoas cá de casa. Obrigada amigo do alheio, fico-lhe muito agradecida por isso e também por, no meio de tanto BMW e Audi, ter preferido a noss humilde viatura. 


PS- Depois de 1 ano e meio a viver em Moçambique com um carro melhor que este, foi preciso vir para a Alemanha para sofrer um roubo. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Desfralde

Tentei com 2 anos e 3 meses e não resultou. Comecei a vê-la muito relutante em sentar-se no potinho e, como não gosto de forçar, adiei. Provavelmente, se insistisse, ela iria acabar por se habituar mas a minha decisão foi esperar até ela estar preparada e me dar sinais disso.
Claro que, logo nas férias de Natal, tive de levar com a família a perguntar se ela ainda não tinha deixado a fralda e aquelas conversas típicas: a minha foi com 1 ano, a minha foi com 2 anos e foi muito fácil. Isso não me incomodou, até porque tinha sido aconselhada pela própria pediatra que me disse que o melhor seria não obrigar, que por vezes tinha até o efeito contrário.  Indicou-me os 2 anos e meio como a idade apropriada para tirar a fralda.Posso dizer que aguardar foi a melhor escolha que fiz, ela habituou-se em 3 dias, sem choros sem discussões sem dramas. Nunca me pediu a fralda, nunca a senti insegura, nunca a senti despreparada.
Tento proporcionar-lhe um ambiente estimulante e usar o elogio como forma de incentivo, no entanto, não pretendo que faça tudo antes do tempo, procurando que seja uma mini adulta. Acho piada às mães que na educação dos filhos se colocam como se estivessem numa qualquer corrida nos jogos olímpicos, sempre procurando ganhar a medalha de ouro. A que preço? Desrespeitando o ritmo e o desenvolvimento individual de cada criança.
Por isso, afirmo com orgulho, a Maria Inês deixou de usar fralda aos 2 anos e meio.

domingo, 1 de junho de 2014

Disseram-nos que haveria algo no Tiergarten para as crianças (aqui em casa é sempre dia da criança, uma vez que ela é a prioridade). Chegamos e vimos uma grande feira com peças recicladas, plantas, produtos biológicos, barracas a apregoar a poupança de água, luz, car sharing; era um tal de Umweltfestival, não tinha nada a ver com crianças como pensávamos e algo a ver com o mundo que é welt em alemão (se bem que um prefixo ou sufixo, muitas vezes muda o significado da palavra). Desconhecendo o significado da palavra fui ao tradutor do telemóvel e vi que umwelt=ambiente, estávamos no festival do ambiente (esta é palavra que não mais esqueço). Resolvemos ir, em seguida para a Alexander Platz onde sabíamos estar algo e aí sim, existiam muitas atividades para as crianças promovidas por diversas lojas de brinquedos e por outras entidades, no entanto, estava apinhado de gente. Comprámos uma pistola de fazer bolinhas de sabão (o que ela gosta de bolinhas de sabão) e comemos numa esplanada. Ela está um pouco constipada e esta noite levantei-me muitas vezes, chegando até a deitar-me com ela na sua pequena cama, só espero que passe depressa.

sábado, 31 de maio de 2014

No curso de Alemão tenho conhecido muitas pessoas de países diferentes. A diversidade cultural é grande, o que só enriquece as aulas. Conheci uma jovem mulher da Polónia, cujo marido trabalha na área do turismo que me ofereceu bilhetes para a International Grüne Woche que é uma gigantesca exposição de produtos agrícolas, artesanais e alimentares de vários países. Portugal estava bem representado com enchidos, queijos, vinhos e aproveitamos para matar saudades de uma sandes de presunto e de um pastel de nata. Estavam deliciosos e com o melhor de todos os sabores, a casa…

Recentemente, ela deu-me bilhetes para a ILA –Berlin Air Show 2014 e lá fomos no dia 25 de Maio. Gostei muito, conseguimos entrar em alguns aviões e helicópteros, vimos as piruetas dos vários aviões e até uma mulher a fazer acrobacias em cima do avião em pleno voo, incrível… A Inês adorou e disse que havia um avião com a boca aberta! São as vantagens de viver numa movimentada capital europeia, sempre novas experiências e eventos…


segunda-feira, 19 de maio de 2014


A Vaqueiro desafiou as pessoas a irem para a cozinha fazer um bolo (World Baking Day). Sozinhos ou acompanhados, com ou sem experiência, toda a gente pode fazer um bolo mais ou menos elaborado, com ou sem recheio, com ou sem cobertura, tudo é válido para saborear algo caseiro feito pelas nossas próprias mãos.

Eu não sendo especialista aceitei o desafio e fiz um bolo de chocolate, receita duma amiga da minha mãe. A receita básica é: 1 chávena de açúcar, 6 ovos médios, 1 chávena de chocolate em pó, 1 chávena de vaqueiro líquida, 2 chávenas de farinha com fermento+1 colher de sopa de fermento em pó, 1 chávena de água a ferver. Mistura-se e bate-se o açúcar com os ovos, a vaqueiro, o chocolate em pó, e alternadamente a água e a farinha. Vai ao forno a cozer por aproximadamente 45 min a 180º. É super fácil, rápido e muito, muito versátil. Pode-se servir: com gelado de baunilha, polvilhado com canela; recheado e coberto com chantily e morangos; simples com um chazinho; recheado e/ou coberto com uma calda de chocolate ou leite condensado cozido ou creme de limão ou de coco (para os mais gulosos); enfeitado com morangos/frutos silvestres. Desta vez, optei por servir com gelado de baunilha, fiz um coulis de frutos silvestres (primeira vez) e enfeitei com morangos (o interior da casa é tão quente que o gelado derreteu logo, o coulis morno também ajudou). Estava delicioso… 



sábado, 17 de maio de 2014

Havia muito a dizer sobre a paixão dos Alemães pelas bicicletas mas deixo as fotografias que tirei hoje …

Loja com bicicletas a perder de vista


A minha preferida

Um segredo- Devo ser a única pessoa na Alemanha que não sabe andar de bicicleta. Podem rir-se, à vontade…