domingo, 21 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
sábado, 29 de novembro de 2014
domingo, 23 de novembro de 2014
Com 3 anos e 3 meses, 104 cm e quase 16 kg a minha
filhota é esguia. A própria carita está a perder (para não dizer perdeu) os
traços de bebé e está a transformar-se numa menina. Os olhos continuam claros
numa cor indefinida e os cabelitos não mudaram de cor, continuam aos caracóis
como acredito irão ficar mas talvez por lhos ter escalado estão mais lisos e
fazem caracóis só nas pontas.
Já dá cambalhotas há algum tempo. Salta muito bem e
coloca algo no chão para saltar por cima. Só sabe andar ao pé cochinho com o pé
direito no chão. Gosta muito de correr e de brincar, de cocegas mas também de
festinhas, tudo é uma animação e brincadeira. Talvez da entrada no Jardim
infantil e/ou do novo horário dos sonos não estar ainda definido, anda mais
ativa.
Ela adora que lhe leiam histórias, sendo as
preferidas os três porquinhos e a capuchinho vermelho, tem muita imaginação e
adora brincar ao faz de conta, costuma olhar para o espelho e perguntar qual a
menina mais bonita e querida do mundo. Gosta de jogos e puzzles (gosta de
brinquedos novos mas enerva-se e desinteressa-se quando não consegue alguma
coisa), não gosta de situações novas (fomos recentemente ao dentista pela
primeira vez, não abriu a boca e chorou bastante). Adora desenhos animados e a
chucha (até de dia em casa quer estar com ela, agora temos um acordo só a usa
para dormir e ela cumpre e não a pede). Fala muito e com um vocabulário muito
rico, começou já a dizer palavras em alemão, além das básicas, “bitte,
entschuldigung, guten morgen, komme,” a outras como “aufstehen, zähne putzen, schlafen,
keine sorgen” conta até 12 em alemão e tem uma grande amiga na escola, a Ana.
Cantar e dançar são das suas atividades preferidas, principalmente música mais
mexida.
Outro dia, pegou nuns livros que a minha mãe lhe
mandou de Portugal com uns versos lindos escritos por ela e pegando num lápis rabiscou
e ia dizendo:
- Vou escrever uma carta à vovó: Minha querida avó,
gosto muito de ti. Não te quero perder e vamos ser amigas para sempre. Estou
constipada e tenho tossido muito. Beijinhos.
Influenciada por isso ou pelos versos que lhe costumo ler, fez uma rima no outro dia:
- Fecha o portão senão entra o dragão!
sábado, 15 de novembro de 2014
Da primeira gravidez só fiquei com algumas estrias na parte inferior dos seios e muito pouco percetíveis. A genética e o fato de nao ter tido um grande barrigão foram determinanntes mas os cuidados com a pele também foram importantes (só me descuidei no pós-parto, que foi quando os seios realmente aumentaram de volume). Usei sempre o creme da Mustela intercalando com o creme gordo Barral.
Quando sai de Portugal, as malas estavam a abarrotar (como sempre) e não me lembrei disso. Já tentei encontrar esse creme nas farmácias mas essa marca não é vendida nem sequer a conhecem. Assim como a uriage, chico (encontrei recentemente alguns produtos de puericultura pesada e brinquedos numa loja especializada para bebés e crianças, a babywalz), evax, dodot, etc. Uso a always e a pampers que substituem estas duas últimas. Os alemães são muito protecionistas da sua economia, dão primazia às suas próprias marcas; nos automóveis também funciona um pouco assim. Os portugueses deveriam aprender um pouco aqui, temos das melhores marcas de carrinhos de bebé, a bebecar (um dos líderes de mercado na inglaterra), e a escolha em Portugal recai quase sempre nas marcas estrangeiras.
Quando fui à farmácia aconselharam-me um óleo para as estrias da Weleda que é bastante hidratante e deixa uma sensação confortável na pele mas é caro e bastante gorduroso. A solução foi pedir que, na próxima encomenda a minha mae me mande o creme da Mustela mas já irei começar a usar mais tarde na gravidez. Espero que os resultados sejam os mesmos da primeira vez.
domingo, 9 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Ontem fui a mais uma consulta para acompanhamento da
gravidez. A obstetra esteve a ver o colo do útero e felizmente está longo e
fechado. Receitou-me uns medicamentos para introduzir na vagina de ácido
láctico para prevenir infeções. Fez também uma ecografia rápida mas ainda não
foi desta que soube o sexo do bebé. A minha mãe tem um pressentimento que será
menino e a Inês quer uma mana com os argumentos que assim terá com quem
brincar, dançar ballet e serem as duas amigas muito fofinhas, diz que um menino
dará muita confusão. Para ela ainda é tudo muito abstrato, faz festas na
barriga e dá beijinhos mas a ideia duma mana é isso mesmo, a barriga a crescer.
Não sei como será quando efetivamente ela/ele chegar e for real, teremos
certamente que ter algum cuidado com a nossa menina mais velha para que os ciúmes
não façam estragos. Já ando a ler algo sobre o assunto para estar preparada.
Os enjoos diminuíram um pouco e agora tenho de vez em
quando moinhas no fundo da barriga e algumas dores de cabeça, que penso são resultantes
dum dente do siso que está parcialmente incluso (só doí a cabeça desse lado). Achei
a tensão alta mas a enfermeira disse que estava ok, penso que também seria de estar
um pouco nervosa.
De resto, tudo a correr bem, estou de 18 semanas e ainda
não comprei nada para o bebé mas ainda tenho tempo. Estou ansiosa que chegue o dia
da ecografia morfológica (2 de Dezembro) para aí ver se realmente está tudo bem
com o meu bebé. E saber finalmente o sexo, claro…
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
A minha menina tem-me surpreendido positivamente. A
adaptação à creche foi uma maravilha, sendo que na primeira semana fiquei
sempre com ela, na segunda já fui saindo por períodos cada vez mais longos e na
terceira ficou lá das 8h30m até as 14h. Tirando o facto que não come nada
naquele período, eu diria que está completamente adaptada. Tivemos a ajuda dum
funcionário que fala espanhol que foi o que ficou responsável pela sua
integração e que, até já me disse que podia levar a lancheira com a minha
comida. As funcionárias dizem que ela é desenrascada, quando quer algo fala em
português e se assim não a percebem ela aponta ou mostra mas muito teimosa,
eles aqui têm por hábito apertar a mão às crianças para cumprimentar e ela, que
não está habituada, cismou que não o faria e até agora não consegui que o fizesse.
Tem aula de música com uma professora, vai para um
parque exterior à escola, brinca também no jardim da própria escola, desenha e
pinta numas telas, de manhã reúnem numa roda onde falam do dia que terão e
rezam (uma vez que é uma escola católica). Ainda não participa muito nas
atividades por causa da barreira da língua mas interage e brinca com todas as
meninas. Não quer vir embora, o que é um ótimo sinal.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Coisas a saber quando se visita a Alemanha (pelo
menos Berlim)
- Nos restaurantes ou cafés, quando se pede água
convém salientar água natural (still wasser- o w aqui lê-se v) se não gosta de
água com gás.
- Os alemães não gostam de cerveja gelada, portanto
se só gostar assim, não peça cerveja.
- Cumpra as regras de trânsito e não só, os alemães
não são nada tolerantes ao não cumprimento de regras, mesmo em aspetos
insignificantes. Já vi aqui pessoas à espera 5 minutos porque o semáforo estava
vermelho e a estrada deserta de veículos e as temperaturas rondavam 10º
negativos.
- Se vem convencida que todos falam Inglês,
desengane-se. Na zona de Berlim leste, não sabem falar outras línguas,
principalmente os mais velhos. Nas instituições públicas, pelo contrário, têm indicações para só falar Alemão.
- Alemão que é Alemão gosta de salsicha no pão. Não
o nosso cachorro bem recheado, aqui é só pão com salsicha (mais salsicha que
pão, para dizer a verdade). Se for sair e não gostar da dita, previna-se .
- Se vai conduzir aqui, atenção aos ciclistas,
principalmente quando muda de direção. Eles têm uns semáforos próprios e, em
caso de dúvida a prioridade é deles.
-Não se espante se ao mais ínfimo raio de sol vir um
alemão deitado na mais ínfima porção de relva/erva, eles realmente gostam da
vida ao ar livre e aproveitam bem o pouco bom tempo que têm (adoram um
churrasco).
-Quer ir à casa de banho e não está em casa? Prepare-se
para desembolsar. Já me pediram 2 euros, simplesmente para utilizar a casa de
banho.
-As garrafas de vidro e plástico valem dinheiro. Nos
supermercados existem máquinas onde se colocam e se trocam por talões que
descontam no valor das compras. Uma garrafa de 1,5l de plástico são 0,25 euros.
- Não percebo o motivo mas é proibido deitar lixo
nos caixotes de noite, aos domingos e feriados. O lixo doméstico é despejado em
contentores que existem nos próprios prédios mas por exemplo, uns vidrões perto
de minha casa têm até horário de utilização: só é permitido serem usados das
9h-12h e das 15h-20h e de segunda a sábado.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Gosto da sucessão de estações do ano. A Natureza tem ciclos que lembram que a própria vida também os tem: momentos bons momentos maus, ninguém está sempre mal ou sempre bem, por isso, por vezes temos que olhar mais para o que está à nossa volta e lembrarmos que, depois de dias ou acontecimentos maus, tudo só pode melhorar.Há um ano estava triste e, ainda a recuperar de uma das situações mais complicadas da minha vida e, agora cá estou novamente cheia de esperança e de esperanças ou no estado interessante (como dizia o meu avô Eduardo).
O Outono chegou em força a Berlim e o que mais aprecio nesta estação são as castanhas (típicas da minha zona: Trás-os-Montes e Alto Douro), os frutos secos, as aboboras, a marmelada, o friozinho que convida a programas mais caseiros, o chá quentinho acompanhado de um bolo ao fim da tarde, as mantas no sofá e um filmezinho para assistir, as folhas caídas e árvores despidas (o que gostava e gosto de pisar os mantos de folhas secas, pena que elas, devido à humidade desta cidade, nunca fiquem verdadeiramente secas). Mas o que prefiro nesta estação do ano são as cores: um conjunto de vários tons de bege, castanho, amarelo, laranja e vermelho que unidos dão um toque especial às paisagens. E que tal trazer um pouquinho dessa atmosfera outonal para dentro de casa?
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Fui à primeira consulta de acompanhamento da
gravidez. A médica é simpática e prestável e como me viu nervosa foi muito
atenciosa mas achei tudo muito apressado, fez-me uma ecografia rápida, retirei
sangue e fui encaminhada para um médico especialista em diagnóstico pré-natal e
para outro para vigiar a tiroide, uma vez que tenho tiroidite. Aqui os médicos
entregam um überweisungschein, uma
espécie de vale que permite aos pacientes consultar médicos de outras
especialidades. Deu-me também o Mutterpass
que corresponde ao nosso livro da grávida.
Está,
aparentemente, tudo bem com o meu bebé, estava muito mexido na ecografia, com o
coraçãozinho bem acelerado. Não sei o sexo e não saberei tão cedo, uma vez que
aqui os médicos estão proibidos de dar essa informação, até as grávidas
completarem as 14 semanas, não percebo muito bem o motivo.
Soube também que, paralelamente ao médico, temos de
procurar uma Hebamme, uma enfermeira parteira
que segue as grávidas antes e depois do parto, visitando as suas casas e dando
dicas, no que respeita à amamentação e aos cuidados do bebé. Poderá ou não ser
a enfermeira parteira que estará presente no parto, uma vez que o hospital onde
decorrerá o parto será escolhido e visitado pela parturiente numa fase mais
avançada da gravidez.
Tenho, ainda muitas dúvidas mas aquelas que me
ocorrem à partida têm a ver com a criopreservação das células estaminais, que
fiz na minha primeira gravidez com a Crioestaminal. Gostaria de fazer novamente
mas não sei se será possível porque o kit com o material biológico tem prazos
para ser processado e guardado e a viagem até Portugal é longa. Terei de entrar
em contato com a empresa referida para saber se será possível. Outra questão
relaciona-se com o teste do pezinho que é feito em Portugal e diagnostica
várias doenças. Será feito aqui também e incidirá nas mesmas doenças?
domingo, 14 de setembro de 2014
Amanhã a minha menina vai iniciar uma nova etapa,
algo que faz parte do crescimento e evolução de todas as pessoas. Vai começar a
caminhada escolar da Maria Inês, com muitas mudanças na nossa vida.
Vai passar a frequentar a escola num país diferente
e com uma língua diferente, totalmente estranha para ela. Penso que será esta a
maior barreira que ela terá que ultrapassar. As crianças e educadoras só falam
alemão, o que dificultará a sua integração.
Além disso, até agora ela sempre foi muito
protegida, primeiro ficava com a minha mãe enquanto eu ia trabalhar e aqui
comigo em casa, nunca houve o levantar a horas certas, o sair para a rua cedo.
As regras em casa eram sempre mais flexíveis, as rotinas eram adaptadas a ela e
penso que isso também contribuiu para ela ser uma criança calma e sossegada. Ela
era sempre a prioridade e tinha todas as atenções, o que não acontecerá no
jardim infantil.
Outra situação que me preocupa é as doenças típicas
das crianças. A Inês foi sempre um bebé e uma criança muito saudável: nunca
teve viroses, otites, amigdalites e tudo o mais acabado em ite. Agora
forçosamente, isso também vai mudar e o próprio pediatra já avisou que as
doenças vão aparecer muito frequentemente.
Na Alemanha, eles têm um período de adaptação de
mais ou menos um mês em que a mãe ou o pai os acompanha para a escola. No
geral, as crianças adaptam-se facilmente, melhor que nós adultos, tem uma
grande capacidade de aprendizagem e eu, também estou preparada para lhe dar as
asas que ela precisa neste momento. Não quero ser daquelas mães que chora
quando deixa os filhos na creche e tentarei ser forte para lhe transmitir a
tranquilidade que ela precisa.
Será muito bom para ela o tornar-se mais
independente, o socializar com outras crianças, o brincar com pares, neste
momento as vantagens de frequentar a escola são inúmeras e eu só espero que
todo o mimo, atenção e cuidado que ela sempre teve a tenham tornado forte e
segura para enfrentar tudo o que a espera.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Ainda estou em Portugal. E o motivo é o melhor…
cresce a cada dia no meu útero! Pois é, estou grávida!!! Como tinha escrito aqui, aqui e aqui fui à luta e consegui. Estou de 8 semanas e 6 dias, segundo a
ecografia de confirmação ontem, tudo perfeitinho e no sítio certo. Já sei há um
mês mas preferi aguardar e, mesmo agora, só sabem os mais próximos (pais, irmã
e marido). Estou ansiosa por completar as 12 semanas, contar a todos, comprar
as primeiras roupinhas e usufruir da gravidez mais descansada e sem tantas
preocupações. No entanto, apesar de algum receio, tenho muita esperança que
tudo vai correr bem, sinto-me confiante e muito feliz.
Estava desejosa que os enjoos desta vez me deixassem descansada mas eles resolveram dar o ar da sua graça, valha-me o nausefe. Isso, o cansaço, o sono e algumas dores nos seios são os únicos sintomas que tenho.Vou regressar à Alemanha no dia 10 de Setembro (fui aconselhada a adiar o regresso pelos médicos) e reunir-me ao meu marido que já se encontra lá desde dia 10 de Agosto.
Já disse que estou muito feliz!!!
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Não sou muito vaidosa, não gosto de ir a cabeleireiros nem pintar as unhas, simplesmente não tenho paciência para certas coisas. Na Alemanha não é o sítio certo para ir ao cabeleireiro, uma vez que, a grande maioria das alemãs têm o cabelo liso e muito fininho, as cabeleireiras não devem, portanto, estar habituadas a um cabelo com caracóis.
Uso, na maioria das vezes, um bbcream; dia sim dia não comecei a usar um esfoliante facial no banho (os pontos negros do queixo e nariz melhoraram bastante), limpo com creme de limpeza e tónico todas as noite ou quando tenho preguiça uma espuma de limpeza, uso semanalmente máscaras que se vendem aqui individualmente, tenho um creme hidratante da Nivea que uso quando está mais frio, outro da uriage que adoro (Hyséac mat-refina os poros, matifica e hidrata), coloco rímel e um gloss ou um baton rosa nos lábios (só às vezes) e é só. Para o cabelo, uso um shampo e amaciador sem parabenos e sulfatos (não retiro o amaciador com água, só passo o papel de cozinha no cabelo, pode parecer estranho mas resulta no meu cabelo) e uso o creme da kerastase (Oléo-curl). Agora comprei o Nutridefense, também da kerastase: é líquido, mais fácil de aplicar e a minha filha usa também no cabelo dela. Esta marca, apesar de cara, é ótima, ainda não encontrei outra que se lhe compare, no que respeita a cuidados capilares.Gasto mais com roupa, bijuteria e carteiras mas sou contida, não consigo conceber pagar 1000 euros por uma carteira (preferia doar a uma instituição de caridade ou fazer uma viagem). A carteira mais cara que tenho custou 53 euros em saldos, é castanha, de pele e adoro-a. Tanto uso roupa da Zara, Mango, Primark, Newyorker como da Massimo Dutti, Salsa, Sacoor, Decenio, Lanidor só preciso é gostar e sentir-me bem com ela. Sou prática, gosto de me sentir confortável e nesta estação do ano gosto de cores para alegrar o dia-a-dia.
domingo, 10 de agosto de 2014
Aniversário da Maria Inês
Depois de 15 dias na praia sem a aproveitar convenientemente porque o S. Pedro resolveu presentear-nos com chuva, nuvens e algum frio; foi tempo de preparar a festa de aniversario da Inês, foi uma comemoração simples, deu algum trabalho mas, no fim correu tudo bem e foi uma tarde bem passada na companhia dos amigos e familiares.
A aniversariante gostou muito, só dos confetis na altura dos parabéns (fizeram um pouco barulho a mais) é que nao. Pouco habituada a estas andanças, estranhou mas de noite dormiu com um sorriso de quem passou um dia muito feliz: haverá algo melhor no mundo do que tornar os nossos filhos felizes...
Nasceu há três anos, está uma menina mas para mim continuará a ser o meu bebé.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Há dias em que nos sentimos um pouco hesitantes, em que sentimos que não tivemos a paciência necessária nesta ou naquela situação. Eu deveria ter feito doutra forma, deveria ter tido calma e explicado melhor, deveria ter esperado mais, parado para pensar, não explodir nesta e naquela situação, não ceder neste e naquele momento…
Isto
consome-nos, desgasta-nos, torna-nos reféns da perfeição, ou melhor da nossa (incutida pelos outros, mas os outros são apenas os outros, nada mais
que isso) ideia de perfeição. Impede-nos muitas vezes de sermos nós próprias,
de aproveitarmos os nossos filhos, de desfrutarmos plenamente a maternidade.
Se ficamos horas a fio no escuro a dar-lhes a nossa
mão quando estão agitados ou doentes para adormecerem, se pegamos ao colo com
dores nas costas e eles pesam mais de 16kg, se tratamos primeiro deles mesmo
quando estamos a rebentar de vontade de ir à casa de banho e/ou a morrer de
fome, se lhes lemos os mesmos livros vezes sem conta mesmo com dores de cabeça
horríveis, se levantamos pela 20ª vez durante a noite quando choram ou têm um
pesadelo, se fazemos questão de lhes dizer todos os dias que os amamos muito e
eles dizem de volta, se são crianças felizes, sorridentes e de bem com a
vida, se…
Tantos ses deveriam ser suficientes para aplacar a dúvida e a auto avaliação mas por vezes não são.
Mal os filhos nascem (ainda naquela primeira fase) ficamos um pouco apreensivas, qualquer afirmação, muitas vezes até dita sem maldade, faz-nos ficar inseguras e pensar se estamos a fazer tudo bem para os nossos filhos. Porque é isso que todas as mães querem, fazer o melhor para os seus filhos mas o melhor tem tantas variáveis. Com a convivência diária, começamos a perceber que o melhor que lemos nos livros ou que ouvimos como conselho, pode não ser o melhor para as nossas crianças. Todas elas são únicas e particulares e ninguém melhor que nós, as suas próprias mães, para as conhecermos. Esse olhar atento junto com o instinto maternal faz de cada uma de nós as melhores mães do mundo para os nossos filhos. Não podemos ficar cativas desse ideal de mãe perfeita: ninguém o foi, ninguém o é e ninguém o será, nem a nossa mãe, nem a nossa sogra, nem a nossa avó, por melhores que possam ter sido…
Convém lembrar, por isso quando nos surgirem dúvidas, hesitações e perguntas que:
NINGUÉM NO MUNDO PODE SER, PARA OS NOSSOS FILHOS, MELHOR MÃE QUE CADA UMA DE NÓS, COM TODOS OS ERROS E IMPERFEIÇÕES MAS, PRINCIPALMENTE COM TODO O AMOR E ATENÇÃO DO MUNDO!
PS- O texto foi escrito na 1ª pessoa do plural
porque acredito que sejam sentimentos que todas as mães já vivenciaram num
qualquer momento.
domingo, 6 de julho de 2014
Este móvel da minha entrada é dos mais versáteis do Ikea. Aqui já o tive na horizontal (no Natal), depois mudei para a posição vertical (na pascoa) e já há algum tempo que está de novo na mesma posição. Guardo os sapatos nas caixas e o prato metálico funciona como despeja-bolsos (a planta é que acho que ficou pequena demais mas é de um cor de rosa lindo, eu tinha comprado outra mas com o calor as flores murcharam todas).
Comprei os castiçais e moldura, foram muito baratos e quando quiser mudar, basta tirar os corações e colocar outra coisa qualquer (já estou a imaginar o Natal).
A combinação de molduras na parede custou 15 euros e, deste modo consegui esconder a porta do contador da eletricidade. Além disso, adoro ver as fotos das várias fases da minha menina.
A entrada é espaçosa e como tenho que aproveitar bem o espaço, coloquei duas comodas por trás da porta e, como não podia deixar de ser, algo que é muito útil aqui, um bengaleiro.
A escolha da cor para os acessórios começou nas velas que comprei, curiosamente na altura do dia dos namorados e devo confessar que foi para fugir um pouco aos vários tons de azul, que, normalmente são a minha escolha. Quando compro algo para a casa, tenho em conta: a utilidade, a versatilidade, o preço, a estética (não necessariamente nesta ordem). Por tudo isso, a minha escolha para cor dominante recai no branco, além de iluminar e aumentar qualquer espaço, fica bem com tudo, dá para mudar os acessórios facilmente e, deste modo ter um ambiente diferente.
Adorei o resultado final e serve perfeitamente as nossas necessidades.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Já fiz o teste de alemão respeitante ao nível A2.
Posso dizer que neste momento sou uma utilizadora inexperiente da língua alemã.
Isso quer dizer ainda pouco mas para mim significa muito. Muito trabalho,
esforço, evolução, horas a estudar e a tentar decifrar esta língua totalmente
estranha para mim. Ouvir a televisão e o rádio e perceber é fantástico,
conseguir comunicar e fazer-me entender, embora que com alguma dificuldade é
ótimo. Nestes últimos tempos, parece que uma tecla qualquer no meu cérebro foi
acionada, os meus ouvidos começaram a ser permeáveis a esta língua e os sons
começaram a fazer sentido. Claro que esta mudança trouxe também uma vontade
imensa de aprender mais, uma motivação extra. Aprender línguas é bom,
desafiante mas compensador, como um mundo novo que se abre, assim é, aprender
um novo idioma. Além de tudo tinha traçado o objetivo de ter muito bom (entre
90 e 100%) no teste e consegui, o que me deixa muito contente. E agora só
pararei quando dominar totalmente o alemão, mesmo que amanhã regresse a
Portugal, o gosto foi despertado e cresce a cada dia. Valeu a pena e retribuiu
todo o meu esforço!
Irei comprar livros e de preferência que tenham CD
para ouvir, também porque as férias em Portugal serão longas e não posso estar
sem ouvir, falar ou ler o alemão muito tempo, não quero regredir…
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Depois de um quarto todo feminino com cores suaves, em tons pastel e cheio de bolinhas e coisas fofinhas, como se quer para um bebé (veja fotos neste post), optei por algo diferente. A Mª Inês tinha dois anos (quando me mudei para esta casa), já não comprei uma cama de grades e já não se justificava um quarto todo girly.
O
quarto tem apenas 6 m2 (muito pequeno para grandes aventuras e para
encher de móveis) mas com paredes totalmente em vidro e muita luz. Como precisávamos
de tapar bem a luz, comprámos umas cortinas cinzentas no IKEA, o que tornou o
quarto bastante escuro. Necessitava, por isso, de muita cor e alegria e com
apenas uma cama branca e pouco mais se mobilou e decorou o quarto da nossa menina.
Está muito simples e, por agora, gosto do resultado mas daqui por algum tempo sei que terei vontade de mudar.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
O E fez 34 anos no Sábado e fomos conhecer mais um pouquinho da Alemanha, desta vez a cidade de Potsdam, uma cidade a sudoeste de Berlim, nas margens do rio Havel e com mais de 20 lagos (a Alemanha possui mesmo muita água). Nesta cidade residiam os reis da Prússia, respira-se história e cultura, parece que somos transportados para outro tempo, para outra realidade...
Os principais pontos de interesse são a universidade e o palácio de Sanssouci, com uns jardins fantásticos (foi só o que conseguimos ver numa tarde mas parece que existem outros locais a visitar). Ficam as fotos (a Canon já está reparada, até dá mais gosto tirar fotos):
sábado, 21 de junho de 2014
O tempo está instável, ora chove e está frio, ora
vem muito calor e um sol quente, não podemos sair e com uma criança de quase 3
anos em casa, há que ter imaginação. Ela adora cozinhar (uma criança desta
idade não faz grande coisa mas…) e fomos fazer um bolo de coco húmido: um bolo normal
seco de coco mas no fim regado com leite quente com açúcar (não coloquei açúcar
porque o E não gosta dos bolos muito doces, mas fiz uma experiência com bom resultado,
fervi o leite com duas casquinhas de limão).
Depois, ainda pensei fazer uma cobertura de chocolate
mas como tenho visto tanto futebol (mesmo sem querer, todos os jogos dão em canal
aberto e o E adora ver) resolvi polvilhar com coco fazendo várias bolas. O bolo
ficou mesmo muito saboroso e já agora: foi difícil ver, aliás, ouvir Portugal perder
contra a Alemanha (estava na escola e foi só ouvir os foguetes cada vez que eles
marcavam golo). Mas amanhã:
FORÇA PORTUGAL!!!
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Aqui em Berlim as creches e jardins infantis são
quase todos financiados pelo estado. As pessoas necessitam de pedir um Kitagutschein para que o estado pague à
creche (cada um pode ou não ter uma pequena contribuição, consoante o seu
rendimento). Mas esse documento só tem
validade de 3 meses (se durante aquele período não se encontrar um lugar numa
creche tem que se solicitar um novo). Foi o que nos aconteceu, o nosso Kitagutschein deixou de estar válido. Aí
decidi apenas tratar disso quando tivesse efetivamente um lugar. Mandei dezenas
de E-mails para as creches aqui perto e obtive muitas respostas negativas e
apenas duas respostas positivas. Uma era uma creche grande perto da minha
escola de línguas e a outra, uma pequena (também perto-1,4 km), gerida pela
igreja católica com apenas 60 miúdos. Fomos visitar a última e gostamos
bastante. Apesar de mais pequena era mais acolhedora e familiar. Achamos que
seria a melhor solução para a nossa filha, uma vez que até agora ela tem estado
sempre em casa, aqui comigo e em Portugal com a minha mãe, ir para um lugar com
250 miúdos seria uma mudança muito drástica. Tirámos de
novo o Kitagutschein e agora vamos
assinar um contrato com a Kita. O
início do ano escolar é no princípio de Agosto mas iremos para Portugal a 10 de
julho e a volta ainda não está totalmente decidida (maxi férias, mal posso
esperar), o que faz com que ela comece mais tarde a escola. Depois ainda tenho
um mês para ela se habituar progressivamente, em que irei com ela. Deste modo, posso
frequentar a escola todas as manhãs e aprender mais rápido o alemão (nem me
imaginava pô-la na creche e ficar em casa, apesar de saber que é o melhor para
ela neste momento, fará 3 anos em Agosto).
Ela está entusiasmada, com a escola e os meninos, quer
ir mas ainda pensa que eu ficarei lá com ela, espero que se acostume rápida e
facilmente, já está na idade em que precisa de convívio com outras crianças e
ser uma entre muitas, que foi algo que ela ainda não vivenciou. Como filha e
neta única dos dois lados, as atenções são muitas e por vezes demasiadas, o que
é muito bom mas também pode ser prejudicial para o seu correto desenvolvimento.A minha menina linda está grande e este será mais um
passo na sua independência. O passarinho está a começar a voar e a mãe (coruja
e galinha) aqui está num mix de sentimentos…
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Berlim é uma cidade fantástica, cheia de eventos e exposições. Transborda vida e prosperidade. Há sempre algo a acontecer, por aqui ou por ali (dos mais variados temas): festivais, exposições, feiras, museus e monumentos…
Com cerca de 3,5 milhões de habitantes. Berlim é uma cidade com uma grande diversidade cultural, desde asiáticos (muitos Vietnamitas) até árabes (muitos turcos), inúmeras são as origens, as línguas faladas e os costumes e hábitos dos habitantes desta cidade. Não é estranho cruzar-me com mulheres com lenço na cabeça ou até de burca. Respira-se nesta cidade um clima multicultural muito interessante em que as pessoas, pelo menos aparentemente, são tolerantes às diferenças.
Pelo
que pude perceber, as pessoas são cumpridoras das regras e educadas mas quando
os outros não cumprem, mesmo aspetos insignificantes (como numa loja com 2
carrinhos de bebe não encostarem a direita, não pedem desculpe, posso passar, é
logo a insultar), não são nem um pouco tolerantes. São ou deveria dizer
aparentam, na sua maioria, frios e distantes, mantendo sempre o sobrolho
carregado, como se passassem privações ou como se o país deles não fosse um dos
que proporciona melhores condições de vida. São pouco vaidosos (o que me agrada
bastante, não vivem para as aparências, não há o parecer mal) e é normal ver as
pessoas com roupas antiquadas e muito usadas, aqui existem os Flohmarkt que são grandes feiras de
produtos usados, em que as pessoas realmente compram, até roupa de bebés. Os pais vestem as crianças com o que menos combina, (não sei ainda se por falta de
gosto ou numa tentativa de serem diferentes ou por não quererem gastar muito
dinheiro ou por não se importarem minimamente com isso), andam muitas vezes nos
parques com os narizes e as roupas sujas e sozinhos a brincar (os pais não
correm a pegar neles quando eles caem) mas, no entanto as crianças são super
obedientes (crianças de 1 ano param ao chegar à passadeira e esperam pelos pais)
e muito felizes (parece ser esta a prioridade dos pais).
Os dias, as semanas vão passando e já tenho um ano de emigrante (faz hoje, exatamente um ano que cheguei aqui). Não são fáceis as saudades da família, o desconhecimento da língua (o que traz muitas dificuldades), o sentir-me estrangeira e diferente dos demais, tenho passado momentos não muito agradáveis aqui mas a família está reunida, a minha filha cresce com os país juntos e isso não tem preço. Ainda faltam alcançar muitos objetivos mas vamos devagarinho, lentamente, batalhando e lutando para conseguir e, assim sempre tem outro sabor.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Este fim-de-semana foi prolongado (segunda foi feriado) e o tempo esteve muito bom (sol e temperaturas de mais de 30ºC), por isso, aproveitamos o melhor possível:
Sexta
Costumamos ir dar uma voltinha à noite depois do jantar aqui nas redondezas quando o tempo o permite e porque agora dá para aproveitar a luz do dia. Começámos a ouvir uma música um pouco antes do jantar e decidimos seguir o som. Fomos levados até ao Parque Fennpfuhl (um dos parque perto de casa) onde estava a haver uma festa pelo seu 60º aniversário. Depois começámos a ver todos sentados na relva a olhar na mesma direção e aguardámos também. Passado pouco tempo, assistimos a um espetáculo de fogo-de-artifício, luzes e música. Foi muito bonito porque refletia no lago e o efeito das luzes nas árvores era espetacular. Foi uma surpresa muito boa.
Sábado
Como nos domingos e feriados as lojas estão fechadas, fiz o passeio normal ao Kaufland (supermercado) e fui também ao Ikea comprar umas caixas para colocar a roupa de Inverno nos arrumos.
Domingo
Fui visitar o Gärten der Welt, um conjunto de jardins temáticos lindos. Vimos o Jardim de Bali, do Japão, da Europa, o das arábias (o meu preferido), o labirinto da Renascença, o das rosas; só ficou a faltar o Jardim da China e do Renascimento (era muito extenso e a Nene começou a ficar cansada). A Maria Inês correu na relva e no parque infantil e nós aproveitamos para relaxar sentados, a aproveitar aquela brisa fresquinha. Paga-se 4 euros por adulto mas vale a pena porque o local é agradável, limpo, com casas de banho e locais para comer e beber. Com certeza um local para revisitar...
Segunda
Fomos ao Parque Weissense, um parque com um grande lago e espaço verde. Os alemães
são tão adeptos da vida ao ar livre, que mesmo com poucas condições deitam-se
na relva e fazem praia à séria. A nossa pequenina brincou na areia (aqui todos
os parques infantis a têm) mas fomos embora cedo porque o parque estava
demasiado apinhado de gente.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Compro a roupa e calçado em Portugal. Não porque sejam muito mais baratos mas já conheço as lojas e o que procurar em cada espaço comercial, gosto de ser atendida na minha língua materna e, assim consigo dar um pequeno contributo à frágil economia portuguesa. Mas quando vejo algo que gosto e/ou preciso, compro. Foi o caso destas sabrinas, duma marca muito conhecida aqui, S. Olivier.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Depois de na semana passada ter avariado a máquina
fotográfica, é a vez do carro. Mas descansem, não avariou!
Quando o E ontem de manhã foi para o parque de
estacionamento, simplesmente o carro não estava lá. Foi levado por alguém que
achou que devíamos fazer mais exercício físico, que achou que os pneus, isto é,
as banhas estavam a tomar conta das pessoas cá de casa. Obrigada amigo do
alheio, fico-lhe muito agradecida por isso e também por, no meio de tanto BMW e
Audi, ter preferido a noss humilde viatura.
PS- Depois de 1 ano e meio a viver em Moçambique com um carro melhor que este, foi preciso vir para a Alemanha para sofrer um roubo.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Desfralde
Tentei com 2 anos e 3 meses e não resultou. Comecei
a vê-la muito relutante em sentar-se no potinho e, como não gosto de forçar,
adiei. Provavelmente, se insistisse, ela iria acabar por se habituar mas a
minha decisão foi esperar até ela estar preparada e me dar sinais disso.
Claro que, logo nas férias de Natal, tive de levar
com a família a perguntar se ela ainda não tinha deixado a fralda e aquelas
conversas típicas: a minha foi com 1 ano, a minha foi com 2 anos e foi muito
fácil. Isso não me incomodou, até porque tinha sido aconselhada pela própria
pediatra que me disse que o melhor seria não obrigar, que por vezes tinha até o
efeito contrário. Indicou-me os 2 anos e
meio como a idade apropriada para tirar a fralda.Posso dizer que aguardar foi a melhor escolha que
fiz, ela habituou-se em 3 dias, sem choros sem discussões sem dramas. Nunca me
pediu a fralda, nunca a senti insegura, nunca a senti despreparada.
Tento proporcionar-lhe um ambiente estimulante e
usar o elogio como forma de incentivo, no entanto, não pretendo que faça tudo
antes do tempo, procurando que seja uma mini adulta. Acho piada às mães que na
educação dos filhos se colocam como se estivessem numa qualquer corrida nos
jogos olímpicos, sempre procurando ganhar a medalha de ouro. A que preço?
Desrespeitando o ritmo e o desenvolvimento individual de cada criança.
Por isso, afirmo com orgulho, a Maria Inês deixou de
usar fralda aos 2 anos e meio.
domingo, 1 de junho de 2014
Disseram-nos que haveria algo no Tiergarten para as crianças (aqui em casa é sempre dia da criança, uma vez que ela é a prioridade). Chegamos e vimos uma grande feira com peças recicladas, plantas, produtos biológicos, barracas a apregoar a poupança de água, luz, car sharing; era um tal de Umweltfestival, não tinha nada a ver com crianças como pensávamos e algo a ver com o mundo que é welt em alemão (se bem que um prefixo ou sufixo, muitas vezes muda o significado da palavra). Desconhecendo o significado da palavra fui ao tradutor do telemóvel e vi que umwelt=ambiente, estávamos no festival do ambiente (esta é palavra que não mais esqueço). Resolvemos ir, em seguida para a Alexander Platz onde sabíamos estar algo e aí sim, existiam muitas atividades para as crianças promovidas por diversas lojas de brinquedos e por outras entidades, no entanto, estava apinhado de gente. Comprámos uma pistola de fazer bolinhas de sabão (o que ela gosta de bolinhas de sabão) e comemos numa esplanada. Ela está um pouco constipada e esta noite levantei-me muitas vezes, chegando até a deitar-me com ela na sua pequena cama, só espero que passe depressa.
sábado, 31 de maio de 2014
No curso de Alemão tenho conhecido muitas pessoas de
países diferentes. A diversidade cultural é grande, o que só enriquece as
aulas. Conheci uma jovem mulher da Polónia, cujo marido trabalha na área do
turismo que me ofereceu bilhetes para a International
Grüne Woche que é uma gigantesca exposição de produtos agrícolas,
artesanais e alimentares de vários países. Portugal estava bem representado com
enchidos, queijos, vinhos e aproveitamos para matar saudades de uma sandes de
presunto e de um pastel de nata. Estavam deliciosos e com o melhor de todos os sabores, a casa…
Recentemente, ela deu-me bilhetes para a ILA –Berlin
Air Show 2014 e lá fomos no dia 25 de Maio. Gostei muito, conseguimos
entrar em alguns aviões e helicópteros, vimos as piruetas dos vários aviões e
até uma mulher a fazer acrobacias em cima do avião em pleno voo, incrível… A
Inês adorou e disse que havia um avião com a boca aberta! São as vantagens de
viver numa movimentada capital europeia, sempre novas experiências e eventos…
segunda-feira, 19 de maio de 2014
A Vaqueiro desafiou as pessoas a irem para a cozinha
fazer um bolo (World Baking Day). Sozinhos ou acompanhados, com ou sem experiência, toda a gente
pode fazer um bolo mais ou menos elaborado, com ou sem recheio, com ou sem
cobertura, tudo é válido para saborear algo caseiro feito pelas nossas próprias
mãos.
Eu não sendo especialista aceitei o desafio e fiz um
bolo de chocolate, receita duma amiga da minha mãe. A receita básica é: 1 chávena de açúcar, 6 ovos médios, 1 chávena de chocolate em pó, 1 chávena
de vaqueiro líquida, 2 chávenas de farinha com fermento+1 colher de sopa de
fermento em pó, 1 chávena de água a ferver. Mistura-se e bate-se o açúcar com
os ovos, a vaqueiro, o chocolate em pó, e alternadamente a água e a farinha. Vai
ao forno a cozer por aproximadamente 45 min a 180º. É super fácil, rápido e muito,
muito versátil. Pode-se servir: com gelado de baunilha, polvilhado com canela; recheado e coberto com chantily e morangos; simples
com um chazinho; recheado e/ou coberto com uma calda de chocolate ou leite condensado
cozido ou creme de limão ou de coco (para os mais gulosos); enfeitado com morangos/frutos
silvestres. Desta vez, optei por servir com gelado de baunilha, fiz um coulis de
frutos silvestres (primeira vez) e enfeitei com morangos (o interior da casa é tão quente que o gelado derreteu logo, o coulis morno também ajudou). Estava delicioso…
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