Berlim
é uma cidade fantástica, cheia de eventos e exposições. Transborda vida e
prosperidade. Há sempre algo a acontecer, por aqui ou por ali (dos mais
variados temas): festivais, exposições, feiras, museus e monumentos…
Com cerca de 3,5 milhões de habitantes. Berlim
é uma cidade com uma grande diversidade cultural, desde asiáticos (muitos
Vietnamitas) até árabes (muitos turcos), inúmeras são as origens, as línguas faladas
e os costumes e hábitos dos habitantes desta cidade. Não é estranho cruzar-me
com mulheres com lenço na cabeça ou até de burca. Respira-se nesta cidade um
clima multicultural muito interessante em que as pessoas, pelo menos
aparentemente, são tolerantes às diferenças.
Pelo
que pude perceber, as pessoas são cumpridoras das regras e educadas mas quando
os outros não cumprem, mesmo aspetos insignificantes (como numa loja com 2
carrinhos de bebe não encostarem a direita, não pedem desculpe, posso passar, é
logo a insultar), não são nem um pouco tolerantes. São ou deveria dizer
aparentam, na sua maioria, frios e distantes, mantendo sempre o sobrolho
carregado, como se passassem privações ou como se o país deles não fosse um dos
que proporciona melhores condições de vida. São pouco vaidosos (o que me agrada
bastante, não vivem para as aparências, não há o parecer mal) e é normal ver as
pessoas com roupas antiquadas e muito usadas, aqui existem os Flohmarkt que são grandes feiras de
produtos usados, em que as pessoas realmente compram, até roupa de bebés. Os pais vestem as crianças com o que menos combina, (não sei ainda se por falta de
gosto ou numa tentativa de serem diferentes ou por não quererem gastar muito
dinheiro ou por não se importarem minimamente com isso), andam muitas vezes nos
parques com os narizes e as roupas sujas e sozinhos a brincar (os pais não
correm a pegar neles quando eles caem) mas, no entanto as crianças são super
obedientes (crianças de 1 ano param ao chegar à passadeira e esperam pelos pais)
e muito felizes (parece ser esta a prioridade dos pais).
Os
dias, as semanas vão passando e já tenho um ano de emigrante (faz hoje, exatamente um ano que cheguei aqui). Não são fáceis as
saudades da família, o desconhecimento da língua (o que traz muitas
dificuldades), o sentir-me estrangeira e diferente dos demais, tenho passado
momentos não muito agradáveis aqui mas a família está reunida, a minha filha
cresce com os país juntos e isso não tem preço. Ainda faltam alcançar muitos
objetivos mas vamos devagarinho, lentamente, batalhando e lutando para
conseguir e, assim sempre tem outro sabor.
Sem comentários:
Enviar um comentário