quinta-feira, 12 de junho de 2014

Berlim é uma cidade fantástica, cheia de eventos e exposições. Transborda vida e prosperidade. Há sempre algo a acontecer, por aqui ou por ali (dos mais variados temas): festivais, exposições, feiras, museus e monumentos… 

Com cerca de 3,5 milhões de habitantes. Berlim é uma cidade com uma grande diversidade cultural, desde asiáticos (muitos Vietnamitas) até árabes (muitos turcos), inúmeras são as origens, as línguas faladas e os costumes e hábitos dos habitantes desta cidade. Não é estranho cruzar-me com mulheres com lenço na cabeça ou até de burca. Respira-se nesta cidade um clima multicultural muito interessante em que as pessoas, pelo menos aparentemente, são tolerantes às diferenças.


Pelo que pude perceber, as pessoas são cumpridoras das regras e educadas mas quando os outros não cumprem, mesmo aspetos insignificantes (como numa loja com 2 carrinhos de bebe não encostarem a direita, não pedem desculpe, posso passar, é logo a insultar), não são nem um pouco tolerantes. São ou deveria dizer aparentam, na sua maioria, frios e distantes, mantendo sempre o sobrolho carregado, como se passassem privações ou como se o país deles não fosse um dos que proporciona melhores condições de vida. São pouco vaidosos (o que me agrada bastante, não vivem para as aparências, não há o parecer mal) e é normal ver as pessoas com roupas antiquadas e muito usadas, aqui existem os Flohmarkt que são grandes feiras de produtos usados, em que as pessoas realmente compram, até roupa de bebés. Os pais vestem as crianças com o que menos combina, (não sei ainda se por falta de gosto ou numa tentativa de serem diferentes ou por não quererem gastar muito dinheiro ou por não se importarem minimamente com isso
), andam muitas vezes nos parques com os narizes e as roupas sujas e sozinhos a brincar (os pais não correm a pegar neles quando eles caem) mas, no entanto as crianças são super obedientes (crianças de 1 ano param ao chegar à passadeira e esperam pelos pais) e muito felizes (parece ser esta a prioridade dos pais).

Os dias, as semanas vão passando e já tenho um ano de emigrante (faz hoje, exatamente um ano que cheguei aqui). Não são fáceis as saudades da família, o desconhecimento da língua (o que traz muitas dificuldades), o sentir-me estrangeira e diferente dos demais, tenho passado momentos não muito agradáveis aqui mas a família está reunida, a minha filha cresce com os país juntos e isso não tem preço. Ainda faltam alcançar muitos objetivos mas vamos devagarinho, lentamente, batalhando e lutando para conseguir e, assim sempre tem outro sabor.

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