Há dias em que nos sentimos um pouco hesitantes, em
que sentimos que não tivemos a paciência necessária nesta ou naquela situação.
Eu deveria ter feito doutra forma, deveria ter tido calma e explicado melhor,
deveria ter esperado mais, parado para pensar, não explodir nesta e naquela
situação, não ceder neste e naquele momento…
Isto
consome-nos, desgasta-nos, torna-nos reféns da perfeição, ou melhor da nossa (incutida pelos outros, mas os outros são apenas os outros, nada mais
que isso) ideia de perfeição. Impede-nos muitas vezes de sermos nós próprias,
de aproveitarmos os nossos filhos, de desfrutarmos plenamente a maternidade.
Se ficamos horas a fio no escuro a dar-lhes a nossa
mão quando estão agitados ou doentes para adormecerem, se pegamos ao colo com
dores nas costas e eles pesam mais de 16kg, se tratamos primeiro deles mesmo
quando estamos a rebentar de vontade de ir à casa de banho e/ou a morrer de
fome, se lhes lemos os mesmos livros vezes sem conta mesmo com dores de cabeça
horríveis, se levantamos pela 20ª vez durante a noite quando choram ou têm um
pesadelo, se fazemos questão de lhes dizer todos os dias que os amamos muito e
eles dizem de volta, se são crianças felizes, sorridentes e de bem com a
vida, se…
Tantos ses deveriam ser suficientes para aplacar a
dúvida e a auto avaliação mas por vezes não são.
Mal os filhos nascem (ainda naquela primeira fase)
ficamos um pouco apreensivas, qualquer afirmação, muitas vezes até dita sem
maldade, faz-nos ficar inseguras e pensar se estamos a fazer tudo bem para os
nossos filhos. Porque é isso que todas as mães querem, fazer o melhor para os
seus filhos mas o melhor tem tantas variáveis. Com a convivência diária,
começamos a perceber que o melhor que lemos nos livros ou que ouvimos como conselho,
pode não ser o melhor para as nossas crianças. Todas elas são únicas e particulares
e ninguém melhor que nós, as suas próprias mães, para as conhecermos. Esse
olhar atento junto com o instinto maternal faz de cada uma de nós as melhores
mães do mundo para os nossos filhos. Não podemos ficar cativas desse ideal de
mãe perfeita: ninguém o foi, ninguém o é e ninguém o será, nem a nossa mãe, nem
a nossa sogra, nem a nossa avó, por melhores que possam ter sido…
Convém lembrar, por isso quando nos surgirem dúvidas,
hesitações e perguntas que:
NINGUÉM NO MUNDO PODE SER, PARA OS NOSSOS FILHOS,
MELHOR MÃE QUE CADA UMA DE NÓS, COM TODOS OS ERROS E IMPERFEIÇÕES MAS,
PRINCIPALMENTE COM TODO O AMOR E ATENÇÃO DO MUNDO!
PS- O texto foi escrito na 1ª pessoa do plural
porque acredito que sejam sentimentos que todas as mães já vivenciaram num
qualquer momento.
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