quarta-feira, 9 de julho de 2014

Há dias em que nos sentimos um pouco hesitantes, em que sentimos que não tivemos a paciência necessária nesta ou naquela situação. Eu deveria ter feito doutra forma, deveria ter tido calma e explicado melhor, deveria ter esperado mais, parado para pensar, não explodir nesta e naquela situação, não ceder neste e naquele momento… 

Isto consome-nos, desgasta-nos, torna-nos reféns da perfeição, ou melhor da nossa  (incutida pelos outros, mas os outros são apenas os outros, nada mais que isso) ideia de perfeição. Impede-nos muitas vezes de sermos nós próprias, de aproveitarmos os nossos filhos, de desfrutarmos plenamente a maternidade.
Se ficamos horas a fio no escuro a dar-lhes a nossa mão quando estão agitados ou doentes para adormecerem, se pegamos ao colo com dores nas costas e eles pesam mais de 16kg, se tratamos primeiro deles mesmo quando estamos a rebentar de vontade de ir à casa de banho e/ou a morrer de fome, se lhes lemos os mesmos livros vezes sem conta mesmo com dores de cabeça horríveis, se levantamos pela 20ª vez durante a noite quando choram ou têm um pesadelo, se fazemos questão de lhes dizer todos os dias que os amamos muito e eles  dizem de volta, se são crianças felizes, sorridentes e de bem com a vida, se…

Tantos ses deveriam ser suficientes para aplacar a dúvida e a auto avaliação mas por vezes não são.

Mal os filhos nascem (ainda naquela primeira fase) ficamos um pouco apreensivas, qualquer afirmação, muitas vezes até dita sem maldade, faz-nos ficar inseguras e pensar se estamos a fazer tudo bem para os nossos filhos. Porque é isso que todas as mães querem, fazer o melhor para os seus filhos mas o melhor tem tantas variáveis. Com a convivência diária, começamos a perceber que o melhor que lemos nos livros ou que ouvimos como conselho, pode não ser o melhor para as nossas crianças. Todas elas são únicas e particulares e ninguém melhor que nós, as suas próprias mães, para as conhecermos. Esse olhar atento junto com o instinto maternal faz de cada uma de nós as melhores mães do mundo para os nossos filhos. Não podemos ficar cativas desse ideal de mãe perfeita: ninguém o foi, ninguém o é e ninguém o será, nem a nossa mãe, nem a nossa sogra, nem a nossa avó, por melhores que possam ter sido…

Convém lembrar, por isso quando nos surgirem dúvidas, hesitações e perguntas que:

NINGUÉM NO MUNDO PODE SER, PARA OS NOSSOS FILHOS, MELHOR MÃE QUE CADA UMA DE NÓS, COM TODOS OS ERROS E IMPERFEIÇÕES MAS, PRINCIPALMENTE COM TODO O AMOR E ATENÇÃO DO MUNDO!


 PS- O texto foi escrito na 1ª pessoa do plural porque acredito que sejam sentimentos que todas as mães já vivenciaram num qualquer momento.

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