Festival da Eurovisão
Eu e a minha irmã éramos fãs do concurso da Eurovisão. Esperávamos ansiosamente por aquele dia e gravávamos no nosso velhinho video gravador de sistema Beta as músicas dos vários países (assim como gravávamos os video clips do programa Top mais), longe que estávamos dos Cd's, DVD's, Blu ray, mp3 e Ipad.
É verdade que não tínhamos muitas alternativas: a televisão limitava-se a um canal, a internet ainda era algo desconhecido e na nossa cidade havia uma única sala de cinema onde nos acotovelávamos na fila dos bilhetes para assistir ao novo filme.
Outras gerações vibraram com as actuações de António Calvário e Simone de Oliveira; nós ficávamos encantadas, de olhos brilhantes e fixos, com a voz de Dulce Pontes, a juventude e frescura de Anabela, a doçura de Sara Tavares, a mestria com o cavaquinho de Lúcia Moniz e até com o estilo roqueiro e um pouco exagerado dos DaVinci. Na parte da votação (acreditem ou não: era país a país, ponto a ponto), Portugal só tinha pontos da vizinha Espanha, por isso, a classificação final era decepcionante mas todos os anos lá estávamos nós, prontas para a desilusão que, interiormente, já esperávamos.
Este ano de 2017, a atitude despretensiosa e fiel a si mesma, a interpretação cheia de emoção, a performance carregada de meiguice, a simplicidade da letra, a leveza da melodia, a delicadeza da voz, os milhões de pessoas à volta do mundo que foram tocados, a votação fantástica, a vitória avassaladora e principalmente, os sentimentos de amor e de ternura que tomaram conta do meu coração quando ouvi, e continuo a ouvir repetidas vezes, Amar pelos dois de Salvador e Luísa Sobral fazem valer a pena todos aqueles anos passados de ansiedade, espera e desapontamento.
É verdade que não tínhamos muitas alternativas: a televisão limitava-se a um canal, a internet ainda era algo desconhecido e na nossa cidade havia uma única sala de cinema onde nos acotovelávamos na fila dos bilhetes para assistir ao novo filme.
Outras gerações vibraram com as actuações de António Calvário e Simone de Oliveira; nós ficávamos encantadas, de olhos brilhantes e fixos, com a voz de Dulce Pontes, a juventude e frescura de Anabela, a doçura de Sara Tavares, a mestria com o cavaquinho de Lúcia Moniz e até com o estilo roqueiro e um pouco exagerado dos DaVinci. Na parte da votação (acreditem ou não: era país a país, ponto a ponto), Portugal só tinha pontos da vizinha Espanha, por isso, a classificação final era decepcionante mas todos os anos lá estávamos nós, prontas para a desilusão que, interiormente, já esperávamos.
Este ano de 2017, a atitude despretensiosa e fiel a si mesma, a interpretação cheia de emoção, a performance carregada de meiguice, a simplicidade da letra, a leveza da melodia, a delicadeza da voz, os milhões de pessoas à volta do mundo que foram tocados, a votação fantástica, a vitória avassaladora e principalmente, os sentimentos de amor e de ternura que tomaram conta do meu coração quando ouvi, e continuo a ouvir repetidas vezes, Amar pelos dois de Salvador e Luísa Sobral fazem valer a pena todos aqueles anos passados de ansiedade, espera e desapontamento.
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