Porque não fala o meu filho de 2 anos?
O seu filho de 2 a 3 anos deveria:
...
...
...
Odeio este tipo de listas de verificação das crianças. São tão redutoras e podem ser motivo de preocupação dos pais que, aflitos vão a correr com os filhos para os médicos. No peso e altura é igual: o meu filho é pequeno e tem pouco mais de 10 kg e eu estou tranquila porque sempre fui magra, assim como os pais e avós. O estranho e até um pouco preocupante era ele ser muito pesado.
O meu tema hoje é o desenvolvimento da linguagem. O Eduardo com 25 meses fala pouco ou melhor ele fala muito e é um tagarela mas pouco do que diz é percetível, principalmente por quem o conhece mal. Diz mamã, papá, carro, outra vez, os nossos nomes próprios, mana, avó e avô, tia, coco, xixi, nomes dos animais, partes do corpo, televisão, mickey, pateta, olá, escola, anda cá, comboio (outro dia na ida para a escola, eu dizia comboio e ele repetia e hoje já diz muito bem), arroz, sopa, massa, carne, leite, dormir, comer, papa, preto, branco, luz, não chores, bebé, menino, doí, iogurte, água...
Não faz frases, imita muito a falar e vai evoluindo bastante na articulação das palavras, entende tudo e cumpre ordens, compreende histórias simples e tem muita noção da quantidade. Como na creche só falam alemão, eu tinha a ideia que isso seria o motivo de ele não falar bem. Contudo, pesquisas recentes apontam para que o bilinguismo não afeta o desenvolvimento da fala nem o ajuda, não faz qualquer diferença nesse aspeto.
Eu penso que por um motivo qualquer (já li uma vez que as mulheres tem o cérebro mais desenvolvido na parte da linguagem) o meu filho não fala como a minha filha na mesma idade. Temos que ter em conta as caraterísticas individuais de cada criança e os estímulos externos que são muito menores, no caso dele, que tem contato com muito menos pessoas que ela. Há muitas variações: há crianças que aos dois anos falam frases completas e outras que dizem só 3 palavras e todas elas falam corretamente em adultos, às vezes mais que uma língua.
Vou aumentar os estímulos linguísticos do meu filho (tal qual como se ele fosse monolingue):
- vou falar mais com ele (se é que é possível) sempre em Português-trocar de língua provoca confusão e as crianças gostam de previsibilidade e segurança, descrever o que me rodeia ou o que estou a fazer e também o que ele está a fazer ou ouvir
- vou cantar e ler livros, usando material didático
- pedir ajuda à minha filha mais velha
- não demostrar ansiedade ou pressionar o Eduardo nem mostrar deceção ou tristeza, encarar isto naturalmente
- baixar-me para que ele veja a minha boca a pronunciar devagar as palavras
- não repetir uma palavra que ele disse errado (fica tão engraçadinho a dizer mimir em vez de dormir), pelo contrário repetir e acrescentar algo às suas frases incompletas
- reduzir televisão e tablets, para aprender a falar as crianças precisam de contato humano
- promover a convivências com outras pessoas
- não me antecipar quando ele pede algo
- não permitir o uso de chupetas e biberões enquanto fala.
Vou ficando atenta ao meu filho mas neste momento não me pareça que haja motivos para procurar ajuda especializada e, principalmente, o conselho que dou a todos que morem no estrangeiro é não parem de falar português com os vossos filhos. Isso não os vai ajudar a desenvolverem a fala e vai priva-los de aprenderem a quarta língua europeia mais falada no mundo e a que regista um maior crescimento nas redes sociais e na aprendizagem como língua estrangeira.
Eu penso que por um motivo qualquer (já li uma vez que as mulheres tem o cérebro mais desenvolvido na parte da linguagem) o meu filho não fala como a minha filha na mesma idade. Temos que ter em conta as caraterísticas individuais de cada criança e os estímulos externos que são muito menores, no caso dele, que tem contato com muito menos pessoas que ela. Há muitas variações: há crianças que aos dois anos falam frases completas e outras que dizem só 3 palavras e todas elas falam corretamente em adultos, às vezes mais que uma língua.
Vou aumentar os estímulos linguísticos do meu filho (tal qual como se ele fosse monolingue):
- vou falar mais com ele (se é que é possível) sempre em Português-trocar de língua provoca confusão e as crianças gostam de previsibilidade e segurança, descrever o que me rodeia ou o que estou a fazer e também o que ele está a fazer ou ouvir
- vou cantar e ler livros, usando material didático
- pedir ajuda à minha filha mais velha
- não demostrar ansiedade ou pressionar o Eduardo nem mostrar deceção ou tristeza, encarar isto naturalmente
- baixar-me para que ele veja a minha boca a pronunciar devagar as palavras
- não repetir uma palavra que ele disse errado (fica tão engraçadinho a dizer mimir em vez de dormir), pelo contrário repetir e acrescentar algo às suas frases incompletas
- reduzir televisão e tablets, para aprender a falar as crianças precisam de contato humano
- promover a convivências com outras pessoas
- não me antecipar quando ele pede algo
- não permitir o uso de chupetas e biberões enquanto fala.
Sem comentários:
Enviar um comentário