As atenções dispersaram-se, deixaram de estar
concentradas somente nela e ela estranhou o irmão. Agora já se habituou mas
continua a chamar as atenções da maneira boa: faz traquinices e brincadeiras e
pede ajuda para se vestir ou calçar mais vezes. Felizmente, não regrediu nem
começou a fazer xixi na cama e, muito menos começou a fazer mais birras.
Foi
percebendo que o irmão interage com ela e é enternecedor vê-los deitados a
brincar e a rir ou então a ternura que
transparece nas palavras “está aqui a maninha” que diz, colocando,
responsavelmente um braço à volta dele e impedindo que ele se volte, quando
fica a olhar por ele nos breves
instantes que eu me afasto para ir buscar algo. Adora participar nos cuidados,
nomeadamente no banho e na muda da fralda (curiosamente gosta de ver o coco que
o irmão faz). O partilhar os brinquedos ainda tem que ser trabalhado e faz-lhe
confusão vê-lo a mexer em determinadas coisas. As arranhadelas e o puxar o
cabelo incomodam-na mas já vai repetindo que o maninho não tem o controlo dos
seus movimentos e até pede ao anjinho da guarda para o irmão poder controlar
mais as mãos. Acho que
ela ainda me agradecerá muito esta
prenda especial que lhe dei na primavera de 2015, um companheiro para todas as
brincadeiras e, mais que tudo, um aliado e amigo que espero que ela possa
contar pela vida fora.
Ele gosta dela e derrete-se todo num sorriso
sincero quando ouve a sua voz. Outro dia andávamos a brincar e foi
fantástico ver a alegria dele quando a
maninha aparecia e a deceção quando ela desaparecia.
O quotidiano com estes dois está a melhorar a
cada dia, ele está menos dependente e chora menos, o que me permite dar-lhe
atenção também a ela e desfrutar destes dois meninos que preenchem e tornam
colorida a minha vida, de tal maneira que nem a consigo conceber sem eles.
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