quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Já tínhamos visitado o Gärten der Welt por duas vezes (ler aqui) e resolvemos ir ao festival da lua que ocorreu este sábado à noite, entre as 17h30m e as 21h30 no Jardim da China. Este jardim (na verdade é um dos jardins) tem um lago e várias casinhas chinesas à volta, uma estátua de Confucio, respirando-se muita tranquilidade, equilíbrio e harmonia.
Neste evento, podemos assistir a cantares e danças tradicionais chinesas, dança do dragão, cerimónia do chá, procissão de lanternas, além de venda de artesanato chinês, assim como comida e bebida chinesas.
O ponto alto foi o fogo de artificio às 21h15m. As alemãs estavam todas entusiasmadas e maravilhadas com esta última parte mas o espetáculo foi curto e mais pobre que muitos fogos de artíficio nos tempos áureos em qualquer romaria de aldeia em portugal. Isto diz muito da diferença entre os dois países.
Eles aqui investem mais em espetáculos de luzes que tem a vantagem de poderem ser repetidos várias vezes. A Inês adorou e esteve atenta a tudo, só teve um pouco de receio dos foguetes. O ediuardinho não adormeceu um instante apesar de estar quentinho, vestido com um babygrow de exterior e, mesmo com o barulho dos foguetes, não chorou e não tirou os olhos dos clarões no ceu.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
No Sábado passado andamos de máquina fotográfica em casa de lá para cá e tiramos várias fotografias. Só hoje tive tempo de as ver com mais calma.
Fizemos lá em Portugal uma sessão em estúdio com um fotografo mas a miúda ficou com um sorriso forçado. Nestas fotografias ficou mais natural.
Aqui ficam algumas (não sou muito boa a escolher porque acho que ficam sempre bem).
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Nesta casa, como em
muitas na Alemanha, tenho a cozinha e a sala no mesmo compartimento.
Inicialmente, não gostava mas constatei que tem as suas vantagens e a principal
é poder ter um compartimento maior e não dois muito pequenos, o espaço é amplo
e aberto.
Mudei a disposição da
sala e o sofá que estava de costas para a zona da cozinha ficou noutro sítio,
permitindo-me visualizar praticamente toda a área.Na parte da cozinha,
tenho uma bancada com forno, placa e máquina de lavar loiça, uma mesa que aumenta, quatro cadeiras, um carrinho de madeira, um
combinado e uma estante
com quatro prateleiras que uso para colocar o micro-ondas e para arrumação. Na
prateleira superior, coloquei estas duas latas vintage que comprei por 5 e 2,5
euros no Tedi (uma loja de bugigangas
baratas mas que tem alguns artigos giros) e adorei vê-las ali.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
No domingo, foi o kinderweltstag (dia mundial da criança)
e houve em Berlim o maior festival infantil da Alemanha Weltkinderstagsfest organizado pela Deutschen Kinderhilfswerk e pela UNICEF. O slogan do evento era Kinder willkommen (bem vindas crianças)
e teve como mote a crise dos refugiados.
Muitas barraquinhas e
inúmeras atividades para os mais pequenos. Havia os habituais: pintura facial,
insufláveis, escalada de parede, espaços para desenho e pintura em papel,
oferta de balões, exposição de verdadeiros animais da quinta, jogos para
crianças, palcos com animação, escorregas, barraquinhas com comida e bebida.
Mas os preferidos da Nene (e também novidade para ela) foram brincar na palha e
subir aos fardos e, sobretudo, umas piscinas com grãos de cereais, havia
piscinas com grãos de trigo (Weizen),
de centeio (Roggen) e tremoço doce (Süsslupine). Brincou e brincou e ainda
brincou, ate à hora de fecho.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O Setembro, até mais que o próprio inicio do ano,
representa para mim um recomeço. O iniciar de um ano letivo, (primeiro como
aluna e depois como professora) novos colegas, nova escola e muitas vezes nova casa, novas metas
e objetivos. Eu própria sentia-me renovada e nunca havia monotonia. Muitas
vezes, queixava-me das mudanças tão profundas mas, por outro lado, era um abrir
de novas oportunidades. Com a distância que o tempo nos traz, vejo que cresci
muito com tudo isso, ter que me adaptar a novas realidades, ter que me safar
sozinha foi duro mas muito enriquecedor.
Aqui agora como mãe a tempo inteiro estou parada mas é gratificante. No primeiro ano do meu filho não
tenho creche para ele e sou recompensada pelo estado para estar em casa e adoro
porque ele precisa de mim e ninguém melhor que eu poderia tomar conta
dele. O meu Eduardinho querido que beijo
e abraço vezes sem conta durante o dia, sinto-me muito ligada a ele e parece
que o vejo e ouço em todo o lado (normalmente ao sábado de manha vou sair e
deixo-os com o pai). É por ele que estou aqui em casa, de braços e coração
abertos.
Nem tudo são rosas, ser mãe a tempo inteiro é desgastante, ser mãe a tempo inteiro noutro país é mais difícil ainda (não quero ser mal interpretada, sei a sorte que tenho por poder acompanhar os meus filhos em todas as etapas e sei que muitas mães lamentam não ter mais tempo para os filhos). Os dias são iguais e a língua é um entrave tão grande. Já consigo perceber bem o alemão mas falar é sempre mais complicado. Isso isola-me das restantes pessoas. Na escola da minha filha, numa associação aqui de Portugueses já poderia ter feito mais mas esbarro na língua.
Neste Setembro de 2015, estou feliz mas tão ávida
de mudança, de uma lufada de ar fresco.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Aí que ele já me parece diferente – disse eu hoje olhando para as fotos de domingo.
As feições dos bebés estão em constante mudança e
eu quero preservar as várias fases, por isso, tiro fotos. Não na correria da
minha filha que todos os dias lhe tirava imensas mas vou registando o meu menino para mais tarde recordar e colocando aqui, que é
essencialmente para isso que serve este blog.
Não pretendo publicitar marcas nem ter mil
visitas por dia. Pelo contrário, acho isso uma prisão e gosto de ser livre. Ter
que dizer bem desta marca porque me enviou algo ou ter comentadores que nem
conheço a criticar os meus posts é impensável.Já me irrito um pouco com aquela tendência de ir
a um blog e a outro e encontrar publicidade às mesmas coisas. Faz-me confusão
essa repetição de conteúdos e, rapidamente, perco o interesse.
Fotografia de domingo
Fotografia de quarta
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Esta semana fomos ao pediatra com a Maria Inês à consulta dos 4 anos, o U8 como eles chamam aqui. Antes da consulta
propriamente dita, a enfermeira/rececionista faz, além da medição da altura, do
perímetro cefálico, do peso e da tensão, um teste auditivo, visual e de algumas
competências. Ela tinha que desenhar algumas figuras geométricas e a figura
humana, fazer um traço orientado, uma torre e encaixar alguns sólidos de várias
formas num cubo. Foi muito complicado por causa da língua e o teste auditivo
ficou mesmo por fazer. Apesar de a incentivarmos e a ajudarmos, ela acabou
mesmo por chorar.
O pediatra foi muito compreensivo e contou-nos a
sua história pessoal (o que é muito raro nos alemães): os pais emigraram da
Alemanha para a Bélgica, também ele frequentou uma escola onde todos falavam
uma língua diferente. Mas o mais preocupante foi quando ele disse que os pais
tiveram que o mudar para uma escola alemã e que a bélgica nunca foi a sua casa.
Na questão da alimentação, disse-nos que
provavelmente ela não come na escola como uma forma de protesto por andar numa
escola onde todos falam uma língua diferente. Ouvir isto fez-me ficar triste e
pensar em tudo o que a nossa menina teve de enfrentar e que nada disto tem sido
fácil para ela: mudar de casa, ficar sem o contato diário com a família
alargada que a acarinhava tanto, ir para uma escola onde ela não consegue
comunicar por palavras (logo ela que adora falar) e, mais recentemente, o
nascimento do irmão. Não é de estranhar a sua teimosia e, mesmo esta
característica, pode ser contornada e torna-se uma alegria conviver com uma
menina que anda sempre a cantar e a saltitar.
Por nossa parte, demos-lhe um irmão que, segundo
disse o pediatra, será um amparo aqui para ela, outra criança com quem poderá
partilhar inúmeras brincadeiras na sua própria língua. Mais do que isso, explicamos-lhe
que irá aprender o alemão, transmitimos-lhe segurança e fornecemos-lhe um
ambiente estável e afetuoso, rodeando-a de amor, atenção e carinho. Vou ali dar
mais uns beijinhos e abracinhos à minha filhota, dizer-lhe o quanto a amo
(coisa que faço questão de fazer todos os dias desde que nasceu) e fazer-lhe um
ataque de cocegas surpresa…
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
As atenções dispersaram-se, deixaram de estar concentradas somente nela e ela estranhou o irmão. Agora já se habituou mas continua a chamar as atenções da maneira boa: faz traquinices e brincadeiras e pede ajuda para se vestir ou calçar mais vezes. Felizmente, não regrediu nem começou a fazer xixi na cama e, muito menos começou a fazer mais birras.
Foi percebendo que o irmão interage com ela e é enternecedor vê-los deitados a brincar e a rir ou então a ternura que transparece nas palavras “está aqui a maninha” que diz, colocando, responsavelmente um braço à volta dele e impedindo que ele se volte, quando fica a olhar por ele nos breves instantes que eu me afasto para ir buscar algo. Adora participar nos cuidados, nomeadamente no banho e na muda da fralda (curiosamente gosta de ver o coco que o irmão faz). O partilhar os brinquedos ainda tem que ser trabalhado e faz-lhe confusão vê-lo a mexer em determinadas coisas. As arranhadelas e o puxar o cabelo incomodam-na mas já vai repetindo que o maninho não tem o controlo dos seus movimentos e até pede ao anjinho da guarda para o irmão poder controlar mais as mãos. Acho que ela ainda me agradecerá muito esta prenda especial que lhe dei na primavera de 2015, um companheiro para todas as brincadeiras e, mais que tudo, um aliado e amigo que espero que ela possa contar pela vida fora.
Ele gosta dela e derrete-se todo num sorriso sincero quando ouve a sua voz. Outro dia andávamos a brincar e foi fantástico ver a alegria dele quando a maninha aparecia e a deceção quando ela desaparecia.
O quotidiano com estes dois está a melhorar a cada dia, ele está menos dependente e chora menos, o que me permite dar-lhe atenção também a ela e desfrutar destes dois meninos que preenchem e tornam colorida a minha vida, de tal maneira que nem a consigo conceber sem eles.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Decidir todos os dias o que cozinhar para o almoço e para o jantar requer muita imaginaçãol. Gosto de preparar algo variado e equilibrado mas aqui existem poucos ingredientes com os quais estou familiarizada, por isso é preciso experimentar as novidades e improvisar. Fazer bacalhau à braz com uns snacks de batata, feijoada só com bacon e entrecosto, substituo muitas vezes o bacalhau (que não existe aqui salgado, tem que ser trazido de portugal) por salmão ou atum, uso o cacau em pó em vez do chocolate em pó, acrescento fermento à farinha para fazer bolos, não encontrei ainda umas natas que me satisfaçam, a gelatina é muito pouco doce, o coco ralado é muito mais seco, o arroz é vaporizado, a maior parte dos iogurtes têm pedaços, os ovos vêm à dezena.
Nos acompanhamentos era sempre o mesmo, batatas e massa e de novo o mesmo (não gostamos muito de batatas cozidas e as fritas são pouco saudáveis). O cuscuz já faz parte das minhas escolhas culinárias hà algum tempo; fiz polenta e não gostei muito, talvez por não saber faze-la bem; provei bulgur e fiquei agradavemente surpereendida.
Esta semana foi a vez de gastar um pacote de quinoa que estava esquecido na prateleira. Gostei bastante, rápida, saudável, versátil (pode ser consumido quente ou fria) e deliciosa.. Depois de ler várias receitas na internet e, tendo em conta os ingredientes que tinha, fiz assim. lavei bem a quinoa em água corrente e fi-la tal qual como faço o arroz seco, frito primeiro e depois acrecento o dobro da água e deixo cozer (inclusivamente pode-se fazer o típico refogado inicial). À parte coloquei azeite numa frigideira e salteei tirinhas finissimas de pimento, depois acrescentei os camarões e no final temperei com sal e coloquei mais um pouco de azeite e sumo de meio limão e misturei com a quinoa (coloquei um fio de azeite sobre a quinoa depois de cozida). Não houve tempo de arrefecer e comemo-la quente. Como sobrou muita e odeio deitar comida fora, ao jantar acrescentei tomate partido em pedaços pequenos e delicias do mar e comemos fria como uma salada.
Quer-me parecer que a quinoa vai ser habitual aqui em casa...
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