segunda-feira, 30 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
O tempo está instável, ora chove e está frio, ora
vem muito calor e um sol quente, não podemos sair e com uma criança de quase 3
anos em casa, há que ter imaginação. Ela adora cozinhar (uma criança desta
idade não faz grande coisa mas…) e fomos fazer um bolo de coco húmido: um bolo normal
seco de coco mas no fim regado com leite quente com açúcar (não coloquei açúcar
porque o E não gosta dos bolos muito doces, mas fiz uma experiência com bom resultado,
fervi o leite com duas casquinhas de limão).
Depois, ainda pensei fazer uma cobertura de chocolate
mas como tenho visto tanto futebol (mesmo sem querer, todos os jogos dão em canal
aberto e o E adora ver) resolvi polvilhar com coco fazendo várias bolas. O bolo
ficou mesmo muito saboroso e já agora: foi difícil ver, aliás, ouvir Portugal perder
contra a Alemanha (estava na escola e foi só ouvir os foguetes cada vez que eles
marcavam golo). Mas amanhã:
FORÇA PORTUGAL!!!
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Aqui em Berlim as creches e jardins infantis são
quase todos financiados pelo estado. As pessoas necessitam de pedir um Kitagutschein para que o estado pague à
creche (cada um pode ou não ter uma pequena contribuição, consoante o seu
rendimento). Mas esse documento só tem
validade de 3 meses (se durante aquele período não se encontrar um lugar numa
creche tem que se solicitar um novo). Foi o que nos aconteceu, o nosso Kitagutschein deixou de estar válido. Aí
decidi apenas tratar disso quando tivesse efetivamente um lugar. Mandei dezenas
de E-mails para as creches aqui perto e obtive muitas respostas negativas e
apenas duas respostas positivas. Uma era uma creche grande perto da minha
escola de línguas e a outra, uma pequena (também perto-1,4 km), gerida pela
igreja católica com apenas 60 miúdos. Fomos visitar a última e gostamos
bastante. Apesar de mais pequena era mais acolhedora e familiar. Achamos que
seria a melhor solução para a nossa filha, uma vez que até agora ela tem estado
sempre em casa, aqui comigo e em Portugal com a minha mãe, ir para um lugar com
250 miúdos seria uma mudança muito drástica. Tirámos de
novo o Kitagutschein e agora vamos
assinar um contrato com a Kita. O
início do ano escolar é no princípio de Agosto mas iremos para Portugal a 10 de
julho e a volta ainda não está totalmente decidida (maxi férias, mal posso
esperar), o que faz com que ela comece mais tarde a escola. Depois ainda tenho
um mês para ela se habituar progressivamente, em que irei com ela. Deste modo, posso
frequentar a escola todas as manhãs e aprender mais rápido o alemão (nem me
imaginava pô-la na creche e ficar em casa, apesar de saber que é o melhor para
ela neste momento, fará 3 anos em Agosto).
Ela está entusiasmada, com a escola e os meninos, quer
ir mas ainda pensa que eu ficarei lá com ela, espero que se acostume rápida e
facilmente, já está na idade em que precisa de convívio com outras crianças e
ser uma entre muitas, que foi algo que ela ainda não vivenciou. Como filha e
neta única dos dois lados, as atenções são muitas e por vezes demasiadas, o que
é muito bom mas também pode ser prejudicial para o seu correto desenvolvimento.A minha menina linda está grande e este será mais um
passo na sua independência. O passarinho está a começar a voar e a mãe (coruja
e galinha) aqui está num mix de sentimentos…
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Berlim é uma cidade fantástica, cheia de eventos e exposições. Transborda vida e prosperidade. Há sempre algo a acontecer, por aqui ou por ali (dos mais variados temas): festivais, exposições, feiras, museus e monumentos…
Com cerca de 3,5 milhões de habitantes. Berlim é uma cidade com uma grande diversidade cultural, desde asiáticos (muitos Vietnamitas) até árabes (muitos turcos), inúmeras são as origens, as línguas faladas e os costumes e hábitos dos habitantes desta cidade. Não é estranho cruzar-me com mulheres com lenço na cabeça ou até de burca. Respira-se nesta cidade um clima multicultural muito interessante em que as pessoas, pelo menos aparentemente, são tolerantes às diferenças.
Pelo
que pude perceber, as pessoas são cumpridoras das regras e educadas mas quando
os outros não cumprem, mesmo aspetos insignificantes (como numa loja com 2
carrinhos de bebe não encostarem a direita, não pedem desculpe, posso passar, é
logo a insultar), não são nem um pouco tolerantes. São ou deveria dizer
aparentam, na sua maioria, frios e distantes, mantendo sempre o sobrolho
carregado, como se passassem privações ou como se o país deles não fosse um dos
que proporciona melhores condições de vida. São pouco vaidosos (o que me agrada
bastante, não vivem para as aparências, não há o parecer mal) e é normal ver as
pessoas com roupas antiquadas e muito usadas, aqui existem os Flohmarkt que são grandes feiras de
produtos usados, em que as pessoas realmente compram, até roupa de bebés. Os pais vestem as crianças com o que menos combina, (não sei ainda se por falta de
gosto ou numa tentativa de serem diferentes ou por não quererem gastar muito
dinheiro ou por não se importarem minimamente com isso), andam muitas vezes nos
parques com os narizes e as roupas sujas e sozinhos a brincar (os pais não
correm a pegar neles quando eles caem) mas, no entanto as crianças são super
obedientes (crianças de 1 ano param ao chegar à passadeira e esperam pelos pais)
e muito felizes (parece ser esta a prioridade dos pais).
Os dias, as semanas vão passando e já tenho um ano de emigrante (faz hoje, exatamente um ano que cheguei aqui). Não são fáceis as saudades da família, o desconhecimento da língua (o que traz muitas dificuldades), o sentir-me estrangeira e diferente dos demais, tenho passado momentos não muito agradáveis aqui mas a família está reunida, a minha filha cresce com os país juntos e isso não tem preço. Ainda faltam alcançar muitos objetivos mas vamos devagarinho, lentamente, batalhando e lutando para conseguir e, assim sempre tem outro sabor.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Este fim-de-semana foi prolongado (segunda foi feriado) e o tempo esteve muito bom (sol e temperaturas de mais de 30ºC), por isso, aproveitamos o melhor possível:
Sexta
Costumamos ir dar uma voltinha à noite depois do jantar aqui nas redondezas quando o tempo o permite e porque agora dá para aproveitar a luz do dia. Começámos a ouvir uma música um pouco antes do jantar e decidimos seguir o som. Fomos levados até ao Parque Fennpfuhl (um dos parque perto de casa) onde estava a haver uma festa pelo seu 60º aniversário. Depois começámos a ver todos sentados na relva a olhar na mesma direção e aguardámos também. Passado pouco tempo, assistimos a um espetáculo de fogo-de-artifício, luzes e música. Foi muito bonito porque refletia no lago e o efeito das luzes nas árvores era espetacular. Foi uma surpresa muito boa.
Sábado
Como nos domingos e feriados as lojas estão fechadas, fiz o passeio normal ao Kaufland (supermercado) e fui também ao Ikea comprar umas caixas para colocar a roupa de Inverno nos arrumos.
Domingo
Fui visitar o Gärten der Welt, um conjunto de jardins temáticos lindos. Vimos o Jardim de Bali, do Japão, da Europa, o das arábias (o meu preferido), o labirinto da Renascença, o das rosas; só ficou a faltar o Jardim da China e do Renascimento (era muito extenso e a Nene começou a ficar cansada). A Maria Inês correu na relva e no parque infantil e nós aproveitamos para relaxar sentados, a aproveitar aquela brisa fresquinha. Paga-se 4 euros por adulto mas vale a pena porque o local é agradável, limpo, com casas de banho e locais para comer e beber. Com certeza um local para revisitar...
Segunda
Fomos ao Parque Weissense, um parque com um grande lago e espaço verde. Os alemães
são tão adeptos da vida ao ar livre, que mesmo com poucas condições deitam-se
na relva e fazem praia à séria. A nossa pequenina brincou na areia (aqui todos
os parques infantis a têm) mas fomos embora cedo porque o parque estava
demasiado apinhado de gente.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Compro a roupa e calçado em Portugal. Não porque sejam muito mais baratos mas já conheço as lojas e o que procurar em cada espaço comercial, gosto de ser atendida na minha língua materna e, assim consigo dar um pequeno contributo à frágil economia portuguesa. Mas quando vejo algo que gosto e/ou preciso, compro. Foi o caso destas sabrinas, duma marca muito conhecida aqui, S. Olivier.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Depois de na semana passada ter avariado a máquina
fotográfica, é a vez do carro. Mas descansem, não avariou!
Quando o E ontem de manhã foi para o parque de
estacionamento, simplesmente o carro não estava lá. Foi levado por alguém que
achou que devíamos fazer mais exercício físico, que achou que os pneus, isto é,
as banhas estavam a tomar conta das pessoas cá de casa. Obrigada amigo do
alheio, fico-lhe muito agradecida por isso e também por, no meio de tanto BMW e
Audi, ter preferido a noss humilde viatura.
PS- Depois de 1 ano e meio a viver em Moçambique com um carro melhor que este, foi preciso vir para a Alemanha para sofrer um roubo.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Desfralde
Tentei com 2 anos e 3 meses e não resultou. Comecei
a vê-la muito relutante em sentar-se no potinho e, como não gosto de forçar,
adiei. Provavelmente, se insistisse, ela iria acabar por se habituar mas a
minha decisão foi esperar até ela estar preparada e me dar sinais disso.
Claro que, logo nas férias de Natal, tive de levar
com a família a perguntar se ela ainda não tinha deixado a fralda e aquelas
conversas típicas: a minha foi com 1 ano, a minha foi com 2 anos e foi muito
fácil. Isso não me incomodou, até porque tinha sido aconselhada pela própria
pediatra que me disse que o melhor seria não obrigar, que por vezes tinha até o
efeito contrário. Indicou-me os 2 anos e
meio como a idade apropriada para tirar a fralda.Posso dizer que aguardar foi a melhor escolha que
fiz, ela habituou-se em 3 dias, sem choros sem discussões sem dramas. Nunca me
pediu a fralda, nunca a senti insegura, nunca a senti despreparada.
Tento proporcionar-lhe um ambiente estimulante e
usar o elogio como forma de incentivo, no entanto, não pretendo que faça tudo
antes do tempo, procurando que seja uma mini adulta. Acho piada às mães que na
educação dos filhos se colocam como se estivessem numa qualquer corrida nos
jogos olímpicos, sempre procurando ganhar a medalha de ouro. A que preço?
Desrespeitando o ritmo e o desenvolvimento individual de cada criança.
Por isso, afirmo com orgulho, a Maria Inês deixou de
usar fralda aos 2 anos e meio.
domingo, 1 de junho de 2014
Disseram-nos que haveria algo no Tiergarten para as crianças (aqui em casa é sempre dia da criança, uma vez que ela é a prioridade). Chegamos e vimos uma grande feira com peças recicladas, plantas, produtos biológicos, barracas a apregoar a poupança de água, luz, car sharing; era um tal de Umweltfestival, não tinha nada a ver com crianças como pensávamos e algo a ver com o mundo que é welt em alemão (se bem que um prefixo ou sufixo, muitas vezes muda o significado da palavra). Desconhecendo o significado da palavra fui ao tradutor do telemóvel e vi que umwelt=ambiente, estávamos no festival do ambiente (esta é palavra que não mais esqueço). Resolvemos ir, em seguida para a Alexander Platz onde sabíamos estar algo e aí sim, existiam muitas atividades para as crianças promovidas por diversas lojas de brinquedos e por outras entidades, no entanto, estava apinhado de gente. Comprámos uma pistola de fazer bolinhas de sabão (o que ela gosta de bolinhas de sabão) e comemos numa esplanada. Ela está um pouco constipada e esta noite levantei-me muitas vezes, chegando até a deitar-me com ela na sua pequena cama, só espero que passe depressa.
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