quinta-feira, 24 de maio de 2018

Disneyland Paris




 Já era nossa intenção ter ido há mais tempo, acabamos sempre por adiar mas agora tendo em conta a idade da nossa filha (6 anos) resolvemos ir para que ela ainda sinta a magia da Disney e vibre com as personagens. O Eduardo (não pagou bilhete porque tinha menos de 3 anos, por uma semana) também adorou e esperemos que guarde algumas recordações desta viagem maravilhosa. Foi todo muito bem pensado e planeado, desde o alojamento ao transporte. Depois de ponderar e pesquisar muito bem, decidimos fazer a viagem de carro, compramos um carro grande e seguro para viagens longas, então toca a aproveita-lo!

Como de Berlim a Paris são cerca de 1000 km e para não ser muito cansativo para os miúdos, decidimos fazer a viagem em dois dias, pernoitando na ida e na vinda a meio caminho. Na ida ficamos ainda na Alemanha, numa cidade perto da fronteira, Duisburg e na vinda ficamos na Bélgica num bungalow muito bonito na zona das três fronteiras, Bélgica, Holanda e Alemanha. Permanecemos em paris 5 dias completos e compramos o bilhete para a Disneyland Paris para 3 dias.
Considero essencial a preparação da viagem para usufruírem ao máximo tudo que a Disney tem para oferecer. Apesar de ser uma visita cara e de terem de enfrentar bastantes  filas de espera , decidi partilhar  algumas dicas úteis para planeamento da visita, no sentido de pouparem tempo e dinheiro. As dicas são apresentadas nos tópicos seguintes:





  • Na marcação da visita tenham atenção para não marcar na altura de férias escolares, feriados, fins de semana e com crianças marquem no mínimo 3 dias/2 noites.
  • A Disneyland tem 8 hotéis próprios à volta dos parques com preços variados. As vantagens são transporte gratuito de e para o hotel (alguns hotéis ficam tão próximos que podem ir a caminhar) e duas horas de parque exclusivas para os hospedes destes hotéis. alguns hoteis parceiros da disney oferecem também o transporte. Existem outras opções de hotéis, alguns no centro de paris, que dista 43 km da Disneyland, e apartamentos a alugar ao dia. Neste último caso, a melhor opção é a zona de Val d'europe porque se encontra mais perto da Disneyland.
  • Se optar por ficar alojado no centro de Paris, saiba que existe o metro RER que faz o trajeto em 45 minutos e custa cerca de 7,5 euros cada viagem. A estação mesmo em frente à porta da Disneyland é Marne de Vallée. Se forem de automóvel, contem com 20 euros diários pagos à entrada para o estacionamento.
  • O transporte do aeroporto até à Disneyland é feito por autocarros que custam 15 euros por criança e 17 por adulto. Poderá ser mais barato usar o táxi e na ida poderá aproveitar mais a Disney porque o autocarro só sai a horas definidas.
  • Reservem com antecedência se quiserem ter refeições com serviço à mesa  com as personagens. Antes elas andavam pelo parque, agora só estao em sitios muito especificos e normalmente com grandes filas de espera só para tirar uma foto. Estes restaurantes são bastante mais caros, podendo chegar aos 75 euros por pessoa. existem alguns hotéis da Disney que contam com a presença das personagens às principais refeições. 
  • Pesquisem bem na compra dos bilhetes. poupamos 100 euros para 3 adultos e uma criança abaixo de 12 anos para três dias ao não comprar no site oficial da Disneyland. Também fiquem a saber que os bilhetes podem ser usados no período de um ano mas quando vão o primeiro dia têm apenas 7 dias para gastar os restantes dois.
  • Visitem o site da Disneyland, vejam o mapa e decidam quais as atrações a visitar, consoante os interesses das crianças e dos adultos. Carreguem aqui para conhecer um pouco mais das atrações.
  • Façam o download da aplicação que tem o mapa dos parques e os tempos de espera atualizados das atrações para se orientarem melhor e saberem o sítio dos WC, restaurantes e multibanco. A Disney só disponibiliza WiFi nos restaurantes.
  • A Disney aluga carrinhos de bebé e cadeiras de rodas por 15 euros diários e não se preocupem com a bagagem que eles guardam (na porta à direita) por 3 a 9 euros, dependendo do formato das malas.
  • Vejam o tempo que estará em Paris e levem roupa adequada. tenham atenção que as crianças ficarão em filas de espera muito tempo no exterior e podem sentir frio. De certeza, também agradecerão roupa e sapatos confortáveis.
(continua com as dicas para quando chegarem à disneyland paris)














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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Educação na Alemanha


Acredito na evolução e mudança constante do ser humano e, por isso, acredito também que viajar e principalmente viver noutro país nos transforma, faz-nos ver a vida doutro modo e por outra perspetiva. As pessoas que vivem uma vida estável, sempre no mesmo lugar e a conviver com as mesmas pessoas, têm vantagens mas sair da nossa zona de conforto é muito enriquecedor. Acho que já falei no blog disso e não me quero repetir. 

Tenho aprendido muito na Alemanha, também no que respeita  à maternidade e aos cuidados às crianças. Para mim, ser boa mãe era ser hiper protetora e cuidadosa, fazendo tudo pelas crianças, antecipando ajuda e arranjando soluções rápidas, tirando todas as pedras do caminho dos miúdos. Pelo contrario, os  alemães dão muita autonomia e liberdade às crianças, deixando-as resolver muitos dos seus problemas sozinhas. Vejo várias vezes as mães nos parques a conversar e as crianças brincam sem nenhuma supervisão ou tentam subir sozinhas aos escorregas e aos baloiços (as mães não correm a ajuda-los). Bebés de um ano caem na relva e os pais não se atropelam a ir levanta-los, apenas os incentivam a faze-lo. Mesmo no jardim infantil a minha filha foi aconselhada pela educadora a não ajudar o irmão a trepar a nada até que ele conseguiu. 

Se no inicio essa atitude dos alemães despreocupada e pouco prestável com as crianças me fazia confusão, hoje vejo que pode ser muito benéfica. As crianças aprendem a ultrapassar os obstáculos e mais importante do que isso sentem-se capazes e a sua auto estima é estimulada. Ouvi falar em escolas que seguem o método da Maria Montessori e fui pesquisar. Ela dizia: "As crianças devem aprender a ser autossuficientes. Se souberem atar os atacadores dos sapatos e vestir-se sozinhas, vão sentir a felicidade que resulta da independência." Compreendo agora o quanto isso é importante e tento pô-lo em prática.
Ao meu filho dou-lhe a roupa e os sapatos para a mão, ele come sozinho quase tudo. coloquei copos à disposição e eles vertem do jarro. lava as mãos sozinho, põe a pasta na escova dos dentes e eu só os ajudo quando eles pedem mas controlo-me muitas vezes para não  o fazer (não consigo ainda desprender-me totalmente da mentalidade portuguesa). Têm também pequenas tarefas em casa e adoram ajudar.

No seguimento desta ideia, a Inês pernoitou na Kita com 5 anos e este ano está a passar 3 dias e 2 noites com a professora e as colegas da escola num sítio fantástico. A casa está mais arrumada e silenciosa, o irmão perguntou mil vezes por ela e o meu coração de mãe portuguesa e ainda um pouco galinha, aperta-se quando pensa na cama alta, que ela tanto gosta, vazia  e já por duas vezes me dirigi ao quarto para ver se estava tudo bem com ela, o que me fez sorrir. No entanto, não duvidei um minuto em autorizar a sua ida, estou certa que a minha decisão foi a melhor e confio na minha filha e nas suas capacidades. Acima de tudo, compreendo agora que amar, cuidar e educar não significa apertar e prender mas sim contribuir para formar crianças independentes e seguras para que possam ser adultos preparados e dignos. 


PS- Um conselho dado aqui aos pais das crianças que vão para o primeiro ciclo é treinarem com as crianças o caminho para irem sozinhos para a escola logo no primeiro ano. Confesso que ainda me faz confusão, talvez por viver nesta cidade grande ou pelos casos de desaparecimento. Os polícias tinham que estar em cada esquina, o que me parece que não acontece (por acaso, há uns meses uns policias à paisana tocaram-me à campainha porque tinha deixado o carro com a porta aberta no parque de estacionamento há 15 minutos).

PS2 - Ela já voltou, feliz e cansada. Em conversa com outro pai, fiquei a saber que o filho dele ia com 2 anos e meio passar 3 dias fora com as educadoras e os colegas da kita!


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Variedade na cozinha


De vez em quando a vontade de cozinhar é nula. Faço o minimo e repito os pratos muitas vezes. As receitas são sempre o mais simples possível, excepto ao domingo, quando faço algo mais elaborado. De repente, mudo e gosto de me esmerar mais. Invento receitas e maneiras de utilizar os ingredientes, que é preciso confessar, não são grande coisa em Berlim (eu também não estava muito habituada a cozinhar; até vir morar para Berlim nunca tinha feito um assado, uma feijoada ou um bacalhau à braz).
Ultimamente, descobri lojas russas e turcas cheias de coisas diferentes (vou tentar filmar e colocar no meu canal do you tube- Berlin family life). O supermercado turco que fica em Neuköln tem vitela muito boa, frango e cabrito que hei-de assar pela primeira vez um dia destes. Adoro a carne picada de vaca e borrego e uns pedacinhos de carne de vaca que nem sei de que parte do animal é.
Nas lojas russas, existe porco de todas as maneiras, a coxa superior do perú que adoro assada e o osso buco (parte da vaca ou vitela proveniente da perna com nervos, tendões e materia gelatinosa com osso no meio) que asso e fica maravilhoso. Também compro e asso o célebre e típico da cozinha alemã joelho da porca. Esta loja também tem uma boa peixaria  com uma variedade razoável (ok,ótima para Berlim) de peixes.
Além da variedade, outras duas preocupações na preparação dos alimentos são a saúde e o aproveitamento. Odeio desperdiçar seja o que for e, especialmente comida que faz falta a tanta gente.
Esta semana, tinha uma caixa de peixe grelhado que estava desfiado e congelado e uma panela grande de arroz. O que fazer? Rapidamente, improvisei umas bolinhas de arroz e peixe com o peixe, arroz, 2 ovos, salsa, passei por pão ralado, coloquei num tabuleiro e levei só a tostar um pouco. Nem vos conto, esta receita fez um sucesso, a minha filha comeu 7 bolinhas...



No dia seguinte, tinha peito de frango que deve ser a carne mais repetida aqui em casa e com a ajuda do meu querido you tube fiz uma torta de frango recheada. Adaptei as receitas que vi e fiz assim: triturei 2 peitos de frango no meu robot de cozinha (o meu segredo para triturar carne é faze-lo com a carne ainda meia congelada), triturei ovos com uma cebola pequena, juntei tudo e misturei salsa, pão ralado, sal e pimenta. coloquei em cima de película aderente e espalhei bem e depois recheei com o que tinha em casa: fiambre, salsichas e queijo. Enrolei e envolvi em papel de alumínio e assei por 40 minutos (ao fim de 20 minutos tirei o papel de alumínio). Ficou deliciosa, ora vejam lá o aspeto...