Livraria portuguesa em Berlim
Por recomendação em alguns blogs, comprei o livro "A amiga genial" da Elena Ferrante (adoro estes pseudónimos e o mistério que a escritora faz à volta da sua identidade) antes de vir no Verão e li-o muito rápido e depois, em Outubro, trouxe o "História do novo nome" e devorei-o. Agora, quando fui comprar os collants para o espetáculo de ballet da minha filha, aproveitei e comprei o terceiro livro "Histórias de quem vai e de quem fica" a uma livraria chamada "a Livraria+MondoLibro" que possui uma grande variedade de livros portugueses, brasileiros, italianos e alemães. A morada é Torstrasse 159 10115 Berlin. Tem também muitos livros infantis em português e noutras línguas, bem como jogos e algum artesanato típico brasileiro. Recomendo esta livraria porque tem todas as novidades e um ótimo atendimento, no qual a senhora que vende fala português. São muito ativos e, por vezes, promovem eventos com escritores.
Voltando às leituras, os livros retrantam a vida de Elena Greco e Lina Cerullo que nasceram e cresceram num bairro pobre de Nápoles. Ambas partilham uma amizade ambivalente, intensa mas cheia de contradições e a história tem tantas peripécias que me fazem ser transportada para aquele ambiente. Uma das amigas narra a história tão bem, trespassando e chegando aos pensamentos mais íntimos e inconfessáveis de si própria e de muitas das personagens mas mantendo a superficialidade e mistério na descrição de outras.
Ao ler o livro, pensei que a maior parte dos livros que mais gostei foram escritos na perspetiva de mulheres, talvez por serem estes os seres mais complexos, intuitivos e cheios de sentimentos excepcionais, bons e maus...
Não pensem num romance lamechas mas antes duro, em que me impressionou especialmente a forma como é contada a violência sobre as mulheres: gratuita, compreendida e consentida pelas mesmas. A autora intercala episódios da brutalidade e crueldade mais puras com outros da generosidade e sensibilidade mais egoístas, como um emaranhado do bem e do mal.
Não pensem num romance lamechas mas antes duro, em que me impressionou especialmente a forma como é contada a violência sobre as mulheres: gratuita, compreendida e consentida pelas mesmas. A autora intercala episódios da brutalidade e crueldade mais puras com outros da generosidade e sensibilidade mais egoístas, como um emaranhado do bem e do mal.
Sem comentários:
Enviar um comentário