Praga pelos olhos de uma menina de 4 anos
sexta-feira, 29 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Deparei-me com estas fotos no telemóvel do Verão de 2014, antes da minha 2ª gravidez. O peso era maior (estou neste momento com 61,5 kg, perdi desde o Natal 3,5 kg) mas a forma muito diferente. Não tinha esta protuberância na zona abdominal que não me tira horas de sono,nem tão pouco me ocupa os pensamentos mas está lá: quando me olho ao espelho, rejeito determinada roupa ou compro nova roupa. sempre tive facilidade em emagrecer mas aquela gordurinha está a demorar a sair. Não me parece que desapareça totalmente nem sem esforço, as gravidezes deixam marcas visíveis no corpo, mas podemos atenua-las. Resta saber como...







sexta-feira, 15 de abril de 2016
Sempre me interessei pelo tema porque sou da área e sempre quis ser mãe. Sabia que poderia ter alguma dificuldade para engravidar, uma vez que nunca fui regulada nos ciclos menstruais. Vários exames, diagnóstico de ovários poliquisticos, oligospermia e teratozoospermia severa, FIV com micro-injeçao de espermatozóides, gravidez ectópica e TEC depois, o resultado são dois filhos saudáveis, por isso todas as dificuldades foram relativizadas. O que escrevo a seguir resulta da minha experiência e da pesquisa que fui fazendo (espero que possa ajudar alguém):
- O repouso e as proteínas depois da transferência não são determinantes, no primeiro tratamento levei tudo à risca e não engravidei, No segundo não o fiz minimamente (até para a praia fui) e engravidei.
- O público tem médicos bons e laboratórios bons, boa qualidade no serviço, assim como no privado. Neste ganha tempo (fiz a primeira consulta em Julho e em Setembro estava a iniciar a FIV), tão precioso nesta questão.
- O relaxar e não pensar pode resultar mas é a última coisa que a mulher quer ouvir quando anda a tentar engravidar. Esta pode-se sentir culpada por estar a contribuir para o insucesso e esse sentimento não ajuda. No entanto, tem que se compreender quem o diz que, na maior parte das vezes, só quer ajudar.
- Viver só em desse objetivo não é bom para ninguém, assim como viver só em função de uma coisa, seja ela qual for.
- Os insucessos devem ser encarados, vividos e chorados durante um tempo (a duração depende de cada uma) mas passado esse, urge voltar à vida e focar-se nas mil e uma variantes que ela tem.
- Dar um tempo depois do insucesso. Para pensar, deixar o corpo recuperar, decidir o que fazer a seguir. Depois da FIV queria logo no mês seguinte avançar para a TEC, ainda bem que era Natal e o médico aconselhou-me aguardar, resultou na gravidez da minha filha.
- A perda de tempo no inicio de ginecologista para ginecologista é de evitar. Se já anda a algum tempo a tentar e suspeita que algo não está bem, vá a um especialista.
- Procurar informação e ler relatos de outras mulheres mas sem exageros. Saber os passos seguintes transmite confiança e segurança.
- É normal afastar-se das suas amigas que têm filhos ou estão grávidas e também é normal sentir um pouquinho de inveja (da boa) e pensar Porque elas e não eu? Isso não faz de si ma pessoa, apenas humana.
- Não é por ter tido dificuldade em engravidar que vai ter uma gravidez de risco ou problemas na gravidez (tive gravidezes saudáveis, tranquilas e com bebés de termo nascidos de parto normal, recuperei e amamentei bem).
- Não pergunte ou comente se souber que alguém tenta engravidar. A intenção pode ser boa mas há pessoas que sofrem muito ao falar disso.
- O primeiro tratamento não resultou, apesar de ter implantado um embrião de ótima qualidade (estava com hiper-estimulação ovárica). Anos depois (com 35 anos), a TEC de 2 embriões que não tinham as características ideais foi bem sucedida e resultou numa gravidez. Cada caso é um caso e, na maior parte das vezes, não há explicação para as coisas resultarem ou não. Não se recrimine ou culpe.
- Não se foque nos sintomas depois da transferência. eles podem significar tudo ou nada (tive enjoos e barriga inchada, o que não indicou nada. aprendi depois que o meu corpo anuncia a gravidez tardiamente).
- Confiar e acreditar sempre, sem desanimar (nunca por um minuto duvidei que iria ser mãe).
domingo, 10 de abril de 2016
Quando chegou a dizer que o único amigo português aqui lhe disse que não queria brincar com ela, nem estar perto dela, eu, apanhada de surpresa, respondi-lhe que ele deveria estar a brincar. Ela, sentida, disse-me:
-Ele esteve sempre a afastar-se de mim! Oh, mãe, porquê é que ele fez aquilo?
Virou costas e foi para o quarto chorar revoltada. Os seus olhitos claros transpareciam a dor da prineira rejeição, a desilusão de ter saído entusiasmada para brincar e não ter brincado nada. Abracei-a demoradamente, fui deitar o irmão para a sesta da tarde e depois tive uma conversa com ela: expliquei-lhe que, por vezes, as crianças não querem brincar, que ela não fez nada de mal, que é uma menina querida e que se ele não quer brincar ele é que perde.
Ela ficou mais animada e, à noite, quando contou ao pai (tenho que insistir com ela que é muito introvertida) acabou dizendo:
-Ele é que perde, pai.Ela ficou mais animada e, à noite, quando contou ao pai (tenho que insistir com ela que é muito introvertida) acabou dizendo:
Sei que isto acontece a todos, que foi uma brincadeira de criança, que será muito mais magoada e rejeitada na vida e que é importante para o seu crescimento mas queria ter o poder para adiar certas coisas, para prolongar a criança inocente que há nela e suavizar o enfrentar de certos sentimentos. Conforta-la, tentar dizer as palavras certas, prepara-la para o futuro, estimulando a sua auto estima são as minhas funções.
Aqui vão as minhas palavras para ti:
MINHA FILHA, NUNCA TE ESQUEÇAS QUE ÉS PRECIOSA, TENS UMA VOZ INTERIOR QUE MERECE SER OUVIDA E RESPEITADA, ESPECIALMENTE POR TI MESMA, NÃO A IGNORES OU SILENCIES, NÃO MUDES PARA AGRADAR OU SER ACEITE POR NINGUÉM E LEMBRA-TE ELE(S) É QUE PERDE(M).
sexta-feira, 8 de abril de 2016
1 ano passou desde que entraste na minha vida, 1 ano em que descobri que sou capaz de muitas coisas, coisas comuns mas tão especiais, tais como, amamentar durante um ano e com vontade de continuar; ser operada às amígdalas e ter-te sempre comigo; sentir-me feliz com as pequenas coisas, ter tempo para o duche diário, ver-te dormir ou o teu sorriso; transfigurar-me na mãe polvo com mil braços que chegam a todo o lado; fazer de tudo para que não te sintas sozinho ou desprotegido, nem que isso implique andar a aspirar contigo ao colo ou ter a casa toda desarrumada; amar outro serzinho da mesma forma, com a mesma intensidade e profundidade...
Agora vamos ao mais importante: tu. Estás um bebé.
És medroso e curioso, cauteloso e atrevido ao mesmo tempo. Receias o aspirador, a máquina de lavar roupa e, mais recentemente, o chuveiro e o próprio banho (tomas banho agarrado ao meu pescoço).
Esperto, aprendes o que te ensino rapidamente, já percebes algumas coisas e acenas que não com a cabeça (só ao que não queres fazer). Gostas de imitar e de chamar a atenção (recorres a gritos estridentes), és expressivo e tens mil caretas diferentes, principalmente quando te vês ao espelho. Adoras telefones e tudo te serve para colocar no ouvido e dizer olá (olhas para nós quando ouves qualquer toque de telemóvel). Deliras com música e começas a abanar o rabito quando a ouves (conheces as da frozen).
Estás esguio e pequeno, olhos escuros e cabelo clarinho que tem começado a crescer e a escurecer mais, pele branquinha e sensível, mãos e pés gordinhos, sorriso doce e maroto.
És meigo, adoras abraçar e beijar os bonecos todos, a mana, o pai e a mim (adoro os teus abrações e beijinhos, lambuzas-me toda) e retribuo, ficamos os dois num namoro pegado.
Vais dormindo bem (fazes normalmente birras para adormecer quando tens muito sono), nunca muito de cada vez, nunca acordaste depois das 10h da manhã. Fazes duas sestas diárias (a da manhã bastante longa).
Não gostas de papas lácteas, gostas de comer sozinho e pela tua mão, adoras pão e, apesar de ainda amamentar, já vou completando com um biberão. Tenho que insistir bastante para comeres a sopa e se tens sono não aceitas nada.
Agora vamos ao mais importante: tu. Estás um bebé.
És medroso e curioso, cauteloso e atrevido ao mesmo tempo. Receias o aspirador, a máquina de lavar roupa e, mais recentemente, o chuveiro e o próprio banho (tomas banho agarrado ao meu pescoço).
Esperto, aprendes o que te ensino rapidamente, já percebes algumas coisas e acenas que não com a cabeça (só ao que não queres fazer). Gostas de imitar e de chamar a atenção (recorres a gritos estridentes), és expressivo e tens mil caretas diferentes, principalmente quando te vês ao espelho. Adoras telefones e tudo te serve para colocar no ouvido e dizer olá (olhas para nós quando ouves qualquer toque de telemóvel). Deliras com música e começas a abanar o rabito quando a ouves (conheces as da frozen).
Estás esguio e pequeno, olhos escuros e cabelo clarinho que tem começado a crescer e a escurecer mais, pele branquinha e sensível, mãos e pés gordinhos, sorriso doce e maroto.
És meigo, adoras abraçar e beijar os bonecos todos, a mana, o pai e a mim (adoro os teus abrações e beijinhos, lambuzas-me toda) e retribuo, ficamos os dois num namoro pegado.
Vais dormindo bem (fazes normalmente birras para adormecer quando tens muito sono), nunca muito de cada vez, nunca acordaste depois das 10h da manhã. Fazes duas sestas diárias (a da manhã bastante longa).
Não gostas de papas lácteas, gostas de comer sozinho e pela tua mão, adoras pão e, apesar de ainda amamentar, já vou completando com um biberão. Tenho que insistir bastante para comeres a sopa e se tens sono não aceitas nada.
És agitado, não paras quieto, gatinhas bem e adoras andar mas tens
medo de o fazer sozinho.
Adoras a maminha, principalmente como consolo para adormeceres e, por vezes, tentas levantar a camisola ou mamar por cima da roupa. Os meus mamilos sofrem bastante com os teus apertões com os dedos, adoras adormecer agarrado a eles. Bebes muito bem pelo copo.
Apontas e fazes um som específico quando queres alguma coisa, já te fazes entender. Adoras passear, ver coisas novas e dormes soninhos prolongados no carrinho.
Adoras a maminha, principalmente como consolo para adormeceres e, por vezes, tentas levantar a camisola ou mamar por cima da roupa. Os meus mamilos sofrem bastante com os teus apertões com os dedos, adoras adormecer agarrado a eles. Bebes muito bem pelo copo.
Apontas e fazes um som específico quando queres alguma coisa, já te fazes entender. Adoras passear, ver coisas novas e dormes soninhos prolongados no carrinho.
Tens apenas 2 dentinhos que só nasceram há semanas, ficaste bastante incomodado nessa altura
Saudável, ficaste doente apenas 2 vezes neste ano, uma vez com uma faringite aguda e outra uma bronquite virica.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Praga (parte II)
Alugamos casa pelo
site Home away por 3 noites, pagamos
300 euros mais 30 de despesas. A casa, apesar de não ser moderna, era bem
localizada, em Praga 10, tinha cozinha equipada, 2 quartos e até um jardim.
Tinha transportes públicos perto mas optamos por levar o carro para o centro
por causa dos miúdos e foi muito complicado estacionar. No segundo dia, andamos
1 hora à procura de estacionamento e acabamos por o colocar no parque dum
centro comercial, bem longe do castelo. Para o visitar, tivemos que caminhar
bastante por várias ruas inclinadas (a Inês mostrou-se cansada mas aos poucos
chegamos ao destino).
Os checos, mesmo na
zona turística de praga, não são calorosos ou simpáticos, o que me fez
compreender melhor a frase ”Os portugueses são hospitaleiros”. Assim como os
alemães, parece que os clientes é que lhes fazem um favor por consumir ou
comprar. Também não são prestáveis e não ajudam com os carrinhos de bebé nas
portas (nisso são diferentes dos alemães). O parar dos carros nas passadeiras é
um problema, os peões ficam muito espantados e quase não atravessam.
A vizinha (além do
senhorio, a única pessoa simpática que encontrei) veio oferecer ovos pintados e
guloseimas com a filha. É tradição na Páscoa nestes pais. Vi ovos lindos
pintados numa feira de produtos típicos na rua…
Viajar com duas
crianças pequenas tem sempre preocupações extra mas eles portaram-se bem. O
Eduardo não comeu muito mas fazia sestas no carrinho e esteve sempre bem-disposto.
Na vinda, chorou um pouco mas como o carro é espaçoso e consigo ir atrás, chegou
a Berlim já a dormir e ela também. Cansados os 2, ou melhor os 4 mas felizes por
termos saído da rotina.
Quando estávamos a
sair de Praga, a Nene disse:
-Ficamos tão pouco
tempo, xau Praga, és muito linda e eu adoro-te!
Acredito que estas experiências os enriquecem.
domingo, 3 de abril de 2016
Praga
Praga é a capital da
República checa e dista de Berlim 350 km (pelo meio fica a cidade Dresden que vale a pena visitar,
como já falei aqui . Bastante turística
(muitos alemães e italianos, alguns espanhóis e até grupos de portugueses),
relativamente cara e com monumentos imponentes que vale a pena visitar.
Para os conhecer é
necessário ir preparado para caminhar. No entanto, a oferta turística é grande:
barcos, comboio turístico, charretes com cavalos, carros antigos e bastantes
guias a pé e em segways a falarem várias línguas.
A moeda é a coroa
checa que vale cerca de 0.037 euros, existem bastantes casas de câmbio em Praga e
nalguns sítios aceitam euros, à entrada do país compramos um dístico por 15
euros para circular por 10 dias nas auto-estradas checas e a gorjeta é
normalmente 10% da conta final.
A cidade estava
limpa, os carros passavam a apanhar o lixo frequentemente e estavam muitos polícias
bem armados nas ruas que, apesar de me transmitirem segurança, me davam um
arrepio na espinha quando olhava para aquelas ruas cheias de gente.
O trdelnik é uma
espécie de cilindro medianamente doce, estava quentinho e saboroso, fez-me
lembrar a massa das fogaças de Espinho. Comi o típico, assado nuns rolos de
ferro que rodam sobre o fogo, simples mas existem recheados e até a servir de
cones de gelado.
Nas lojas de souvenirs encontram-se peças
lindas em cristal da Bohemia (produto de exportação do pais) e, por ser altura
da Páscoa, ovos pintados nas mais variadas cores.
A língua checa parecia um conjunto de sons sem
sentido, nem uma palavra lida ou ouvida percebi (agora tomei consciência que
sei já bastante alemão). Nalguns locais, falaram em Inglês connosco mas a
simpatia dos checos não é abundante para não dizer que é quase inexistente.
Continua...
sábado, 2 de abril de 2016
Que
grande ausência
O meu vizinho, com quem partilhava o sinal de internet,
mudou-se e, depois de pedir a instalação, demoraram 3 semanas a virem liga-la e
ainda não ficou resolvido.
Estes primeiros meses do ano tiveram uma
menina vestida de princesa Sofia que adorou o Carnaval, uma gastroenterite que
apanhou todos cá em casa, um entupimento de canos, inundação e consequente mudança
no soalho flutuante da entrada e corredor, umas limpezas de Primavera, uma
ausências do E ao fim da tarde que frequenta um curso de Alemão, um cheirinho à
nova estação e a melhora do tempo, umas saídas para alimentar patos e
pardalitos e a viagem de Pascoa a praga, que contarei com mais pormenor noutro
post.



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