- O repouso e as proteínas depois da transferência não são determinantes, no primeiro tratamento levei tudo à risca e não engravidei, No segundo não o fiz minimamente (até para a praia fui) e engravidei.
- O público tem médicos bons e laboratórios bons, boa qualidade no serviço, assim como no privado. Neste ganha tempo (fiz a primeira consulta em Julho e em Setembro estava a iniciar a FIV), tão precioso nesta questão.
- O relaxar e não pensar pode resultar mas é a última coisa que a mulher quer ouvir quando anda a tentar engravidar. Esta pode-se sentir culpada por estar a contribuir para o insucesso e esse sentimento não ajuda. No entanto, tem que se compreender quem o diz que, na maior parte das vezes, só quer ajudar.
- Viver só em desse objetivo não é bom para ninguém, assim como viver só em função de uma coisa, seja ela qual for.
- Os insucessos devem ser encarados, vividos e chorados durante um tempo (a duração depende de cada uma) mas passado esse, urge voltar à vida e focar-se nas mil e uma variantes que ela tem.
- Dar um tempo depois do insucesso. Para pensar, deixar o corpo recuperar, decidir o que fazer a seguir. Depois da FIV queria logo no mês seguinte avançar para a TEC, ainda bem que era Natal e o médico aconselhou-me aguardar, resultou na gravidez da minha filha.
- A perda de tempo no inicio de ginecologista para ginecologista é de evitar. Se já anda a algum tempo a tentar e suspeita que algo não está bem, vá a um especialista.
- Procurar informação e ler relatos de outras mulheres mas sem exageros. Saber os passos seguintes transmite confiança e segurança.
- É normal afastar-se das suas amigas que têm filhos ou estão grávidas e também é normal sentir um pouquinho de inveja (da boa) e pensar Porque elas e não eu? Isso não faz de si ma pessoa, apenas humana.
- Não é por ter tido dificuldade em engravidar que vai ter uma gravidez de risco ou problemas na gravidez (tive gravidezes saudáveis, tranquilas e com bebés de termo nascidos de parto normal, recuperei e amamentei bem).
- Não pergunte ou comente se souber que alguém tenta engravidar. A intenção pode ser boa mas há pessoas que sofrem muito ao falar disso.
- O primeiro tratamento não resultou, apesar de ter implantado um embrião de ótima qualidade (estava com hiper-estimulação ovárica). Anos depois (com 35 anos), a TEC de 2 embriões que não tinham as características ideais foi bem sucedida e resultou numa gravidez. Cada caso é um caso e, na maior parte das vezes, não há explicação para as coisas resultarem ou não. Não se recrimine ou culpe.
- Não se foque nos sintomas depois da transferência. eles podem significar tudo ou nada (tive enjoos e barriga inchada, o que não indicou nada. aprendi depois que o meu corpo anuncia a gravidez tardiamente).
- Confiar e acreditar sempre, sem desanimar (nunca por um minuto duvidei que iria ser mãe).
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Sempre me interessei pelo tema porque sou da área e sempre quis ser mãe. Sabia que poderia ter alguma dificuldade para engravidar, uma vez que nunca fui regulada nos ciclos menstruais. Vários exames, diagnóstico de ovários poliquisticos, oligospermia e teratozoospermia severa, FIV com micro-injeçao de espermatozóides, gravidez ectópica e TEC depois, o resultado são dois filhos saudáveis, por isso todas as dificuldades foram relativizadas. O que escrevo a seguir resulta da minha experiência e da pesquisa que fui fazendo (espero que possa ajudar alguém):
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