sábado, 5 de abril de 2014

Estava com esperanças de ter tirado uma boa fotografia porque a luz estava boa e a minha pequena estava bem disposta. Quando passei para o pc, este foi o resultado...






sexta-feira, 28 de março de 2014


O  E deslocou-se á Dinamarca várias vezes mas na ausência mais longa (uma semana que pareceu um mês) trouxe um cãozinho de madeira para empurrar e uma mola colorida para brincar . Curioso, também tive um brinquedo assim…Outro dos prediletos é um jogo de bowling com pinos e bolas moles de esponja, com animais diferentes em cada um e numerados. Além do jogo ser divertido, ela decora e aprende os nomes dos animais e os números (ela já conta até 10 desde os 2 anos de idade).
Desde Janeiro que tem uma cozinha de brincar (prenda do Pai Natal da Alemanha) que tem sido muito usada, no entanto a desilusão foi grande quando percebeu que a torneira não deitava água. Prefere a minha e está sempre interessada em deitar os temperos e em auxiliar-me a cozinhar. Coloca-se em cima duma cadeira e já tenho uma ajudante à altura. Já fiz com ela uns queque e ela adorou tudo, vestir o avental, acrescentar os ingredientes, bater a massa e encher as forminhas, é tão fácil faze-la feliz…
Começou também a gostar de dormir com peluches. A chupeta e o peluche são os seus companheiros para dormir e a mão da mãe que ainda precisa (quase sempre) para adormecer. Por várias vezes, se mexe e choraminga mas quando sente o boneco fica mais calma e sossegada. Também gosta de um jogo de cores e já há bastante tempo que sabe todas as cores. Para isso, também ajudou irmos para a janela e procurar os carros de determinada cor à vez. O vermelho e ela olha ali um, agora outro. Era uma diversão… Um dia acordou a dizer que estava a procurar pistas e olhava para o chão muito compenetrada, comprei-lhe uma lupa e agora anda sempre a resolver mistérios, como ela mesma diz. 

Já pede para fazer xixi e coco mas esse processo do desfralde fica para outro post…

domingo, 23 de março de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

Havia muito para dizer do E, pai da minha filha e meu marido. Cuida dela, brinca, dá-lhe banho, comida, muda a fralda, veste, tudo o que é normal um pai fazer. Algumas pessoas (doutros tempos) ficam espantadas, um homem a cuidar de um bebé mas a verdade é que ele tem muito jeito e fá-lo tao bem (melhor) como (do que) eu. Para isso, contribuiu o facto de ele ter estado presente no nascimento (foi quem cortou o cordão umbilical), tendo ficado sempre comigo no hospital. Acompanhou todos os passos, desde coloca-la na mama, ao primeiro banho, às primeiras cólicas (logo na sua primeira noite), tudo ele vivenciou com entusiasmo e vontade de aprender. Eu não acho estranho o E cuidar tão bem dela, eu sempre desejei que assim fosse e sempre o incentivei a  faze-lo.
Porque não? Por ser homem não deveria aprender a fazer tudo? Ou não deveria ter jeito? Ou o meu papel como esposa deveria ser (como noutras gerações) dizer-lhe: eu faço, vai lá sentar-te a ver T V e, se quiseres ainda te chego a cerveja? E ainda: deveria sentir-me menos capaz como mãe por, muitas vezes lhe pedir ajuda? Eu não considero isso. Mesmo agora que estou a tempo inteiro em casa, solicito a sua ajuda em várias tarefas para que a minha pequenina perceba que as mesmas são para serem divididas entre o casal e, especialmente as que envolvem os cuidados com ela. A paternidade/maternidade é algo que deve ser vivido a dois, une muito o casal e, além disso, passa-se, pelo exemplo, o valor da igualdade de género às crianças.
É comovente vê-lo a tratar dela, a brincar e a tirar prazer disso. A relação e os laços futuros deles serão ainda mais especiais. Enquanto a Mª Inês não lhe poder agradecer todo o zelo e cuidado, eu faço-o aqui e pessoalmente.
Muito obrigada pelo pai, marido e companheiro que és…

domingo, 9 de março de 2014


A minha nova aquisição para a casa chama-se campânula Blue bali. Tem uma cor lindíssima e suave, como gosto. E que bem fica no vaso de metal do Ikea! Adoro flores e plantas para alegrar a casa, embora me falte o jeito para as manter. Olhar para ela põe-me sempre um sorriso nos lábios…

Não há grande informação sobre esta planta na Internet mas já li que será de curta duração.  Oh!



sábado, 1 de março de 2014

Passaram-se duas semanas sem escrever porque tive o teste de alemão. Sou detentora, neste momento do nível A1 da língua alemã. O teste correu bem mas não totalmente como eu queria. Ainda não sei a classificação mas espero que seja boa. Vou agora para o nível A2 que espero acabar em início de Julho. Aos poucos e devagar, vou descodificando esta língua, o que será uma grande vitória para mim e um descomplicar de toda a nossa vida (ele certamente não verá isto mas agradeço ao Tiago Rodrigues a ajuda a nível da língua).
Entretanto, vou ter uma semana de pausa no curso respeitante ao Carnaval (aqui Winterferien). . Esta semana de pausa acontece, também nas outras escolas e as crianças costumam fazer uma viagem para esquiar. O Carnaval aqui não é muito festejado, não se veem fantasias nas lojas nem crianças mascaradas. Dão mais importância ao Halloween, vindo pedir doces de porta em porta e preparando as aboboras. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A profissão de professora tem sido muito maltratada em Portugal pelos governantes, o que tem resultado no abandono por muitos profissionais. Eu fui uma delas. Apesar de me continuar a sentir professora (de Biologia e Geologia) e ser essa a minha profissão, tive que me afastar. Depois de 5 anos a tirar o curso superior, de outro na pós-graduação e de mais 6 anos a lecionar em diferentes pontos do país, pondo em causa a estabilidade e o equilíbrio, sou inútil, desnecessária, supérflua. É triste sentir isso e muito difícil tomar a decisão que tomei mas já não conseguia viver na incerteza, na indecisão, na dúvida. No início de Setembro, questionava-me se teria trabalho, quando, onde e até quando… Era uma angústia!

 Algo que alterou tudo foi o nascimento da minha filha. A partir de agora, eu era mãe, alguém dependia totalmente de mim, os meus atos e decisões afetariam a vida dela. E aí, aos poucos fui definindo que algo teria de mudar, não poderia continuar a viver na dúvida. Ir para longe e deixa-la estava fora de questão, leva-la tão pequenina, também. Pensei num negócio porque é(era) uma alternativa que me agrada(va) muito mas em Portugal os tempos são de vacas magras. Como a vida abre janelas, arranja estradas para percorrer, sítios para viajar, pessoas para conhecer e coisas para aprender, aqui estou eu! E vim de braços abertos para agradecer o que a vida me tem trazido e desejosa de experimentar o que ainda chegará…