domingo, 16 de fevereiro de 2014

A profissão de professora tem sido muito maltratada em Portugal pelos governantes, o que tem resultado no abandono por muitos profissionais. Eu fui uma delas. Apesar de me continuar a sentir professora (de Biologia e Geologia) e ser essa a minha profissão, tive que me afastar. Depois de 5 anos a tirar o curso superior, de outro na pós-graduação e de mais 6 anos a lecionar em diferentes pontos do país, pondo em causa a estabilidade e o equilíbrio, sou inútil, desnecessária, supérflua. É triste sentir isso e muito difícil tomar a decisão que tomei mas já não conseguia viver na incerteza, na indecisão, na dúvida. No início de Setembro, questionava-me se teria trabalho, quando, onde e até quando… Era uma angústia!

 Algo que alterou tudo foi o nascimento da minha filha. A partir de agora, eu era mãe, alguém dependia totalmente de mim, os meus atos e decisões afetariam a vida dela. E aí, aos poucos fui definindo que algo teria de mudar, não poderia continuar a viver na dúvida. Ir para longe e deixa-la estava fora de questão, leva-la tão pequenina, também. Pensei num negócio porque é(era) uma alternativa que me agrada(va) muito mas em Portugal os tempos são de vacas magras. Como a vida abre janelas, arranja estradas para percorrer, sítios para viajar, pessoas para conhecer e coisas para aprender, aqui estou eu! E vim de braços abertos para agradecer o que a vida me tem trazido e desejosa de experimentar o que ainda chegará…

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