sábado, 2 de setembro de 2017

Relação entre irmãos

O Eduardo queria um brinquedo, a Inês não lho dava e ele levantava a mão e batia. Nervoso e irado, reagia dessa forma. Ela, sempre receosa  ficava-se algumas vezes mas noutras respondia na mesma moeda (nunca o magoava a sério, ciente que estava da diferença de forças e idades). Eu tentava que eles resolvessem sozinhos o conflito mas a certa altura tinha que intervir. Estava armada a confusão, com choro e tudo à mistura.
Há já alguns meses, a Inês, esperta e matreira, aprendeu que não é com vinagre que se apanham moscas e, quando o irmão quer algo, ela dá-lhe mas logo a seguir procura algo que ele queira e mostra-lhe. Com sorte, ele ao fim de algum tempo larga o que tinha na mão e ela fica vitoriosa com o brinquedo. 
Percebeu também que já pode brincar com o irmão e que ele é um seguidor fiel nas brincadeiras, alinhando em tudo. Ele venera-a e é muito meigo com ela e ela protege-o e defende-o muito e disse-me há uns tempos que o Eduardo era o brilho dos olhos dela! Eu derreto-me quando os vejo juntos...
Agora que a escola da Inês ainda não começou, custa mais ao Eduardo ficar na escola sem a irmã (vai ter que se habituar a ir e a ficar sozinho) e ela sente a falta dele e até já me confessou, com um ar de tédio:
- Ficar sem o Eduardo é muito chato...
A relação deles também sai fortalecida por estarmos aqui sem a restante família mas só espero que conservem esta cumplicidade, amizade e companheirismo para sempre...





 


PS- Ás mães que pensam em ter o segundo filho, digo que avancem. Digo que os primeiros tempos serão complicados mas tudo se resolve com calma e paciência. Digo que o vosso coração transbordará com o surgimento de um inesperado amor fraternal. Digo que a casa cheia é mais importante que ser promovida no trabalho ou que ter a conta bancária recheada. Digo que vale mais ir de férias para uma praia em Portugal com dois do que para um destino distante com um. Digo que eles sairão enriquecidos e aprenderão sobre muitas coisas importantes, tais como, a partilha . 
 Digo que pensem nos vossos filhos e em quanto os estarão a privar ao decidirem não lhes
dar um irmão/ã  (termino dizendo que percebo perfeitamente quem decide ter só um filho, são escolhas válidas e cada um sabe de si e da sua vida).

2 comentários:

  1. Tb tenho dois... uma menina de 6 e um menino de 3. Sempre disse que não queria só um, sempre disse que teria mais de dois (até ter dois pós partos terríveis e desistir do terceiro). Não há mesmo nada melhor que acompanhar o amor e cumplicidade de dois irmãos, mesmo com tudo o que tb traz com isso, como os conflitos gerados entre eles, mas até isso é bom, porque ganham jogo de cintura para o futuro.

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    1. Ainda penso na terceira mas cada dia me parece mais longínquo. É maravilhoso ver a relação deles a ser construída e toda a interação entre eles lhes ensinará algo para o futuro. Ter um casal é muito bom :)

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