Portugal
São 5 horas e 20 minutos. É verão (apesar das baixas temperaturas e do chão molhado) e, por isso, a esta hora já se vê uma luzinha tenue. Ainda não é completamente dia mas também já não é noite, estamos no limbo.
A agitação é muita na estrada à frente de casa e o turbilhão de carros sucede-se quando o sinal se torna verde.
Estou com insónias e na rede social que acabei de desligar, repetem-se as notícias da imprensa internacional sobre Portugal e sobre a recuperação fantástica da economia, a redução brutal do deficit, o retorno do investimento, a diminuição do desemprego... Apontavam Portugal como o exemplo do fracasso da austeridade e como a alternativa a seguir. Estou com esperança que este não seja um período de vacas gordas que desemboque em mais austeridade e bancarrota. Quero acreditar que o meu país está no caminho certo e as ruas do Porto (que visitei duas vezes nas férias) cheias de estrangeiros de várias nacionalidades ajudam-me a ter fé nisso. Procuram o sol, o mar, a hospitalidade, a comida, a segurança que lhes faltam em outras paragens e vêm aos milhares. É vê-los a percorrerem a rua de Santa Catarina e a encher de vida o velhinho Bolhão. Em conversa com uma das vendedoras do famoso mercado percebi que esta agitação não é só no Verão mas todo o ano e que, de noite, a Baixa, antes deserta, parece um São João (palavras da senhora).
Apesar de algumas desvantagens, o turismo é uma das áreas a apostar num futuro que se quer próspero e de economia forte. Penso muito nessa possibilidade, ando atenta às oportunidades e leio sobre benefícios fiscais aos estrangeiros que pretendam morar em Portugal. E os Portugueses, que têm e criam filhos longe e assim aumentam a taxa de natalidade e contribuem para o rejuvenescimento e a renovação de gerações, tão precisos em Portugal? Por que não apostarem no apoio a esses que querem voltar, criar o seu próprio negócio e instalarem-se no país que nunca deixou de ser o deles?
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