sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Eduardo faz hoje 18 meses. Está um reguila, sobe a sofás e cadeiras e quer subir a mesas. Imita todos e percebe bem o que se diz e também se faz entender, comunica muito bem. Quando há algo que ele não pode pegar,  aponta e depois com o dedito assinala que não mas, por vezes, apanha-nos distraídos e pega mesmo. Não fala mas palra imenso na sua própria língua (algumas palavras já percebo sapato, pato, tá aqui, mama, papá, mana, anda). Aponta, pega-nos na mão e puxa-nos quando quer alguma coisa. É querido e meigo mas intempestivo, quando contrariado é estalada e pontapé para todo o lado. Com a irmã tanto anda aos beijinhos e abraços como às puxadelas de cabelo e empurrões (nestes últimos dias tem melhorado). Chora para entrar no banho (odeia chuveiro) e para sair, adora brincar com água. Mete tudo no balde de limpar o chão e até tenta meter o próprio pé. Não come muito, não tem muito apetite mas adora provar tudo (fica no nosso colo a petiscar quando comemos). É muito curioso, desarruma prateleiras e gavetas, com ele a casa nunca está arrumada. Atira as coisas para longe e já atingiu algum de nós. Ao contrário da irmã, tem uma tendência natural para os homens, com estes a empatia é automática. É bem disposto mas tem um acordar complicado, principalmente se não dormiu tudo. Custa-lhe adormecer e por vezes desisto e trago-o de volta à sala mas a sesta da tarde é sagrada.  Adora musica e dançar, gosta que as pessoas se riam dele, faz muitas palhaçadas. Nos últimos meses, deu um pulo: media com 17 meses e meio 81cm mas pesava apenas 9kg e meio. Tem 7 dentes e, depois dos quatro incisivos (2 em cima e 2 em baixo), apareceram os molares.  Quando me chateio com ele, procura o contato visual e sorri como que a pedir desculpa. Se estou mesmo zangada e lhe ralho, faz beicinho mas se lhe der colo logo a seguir ele aceita e agarra-se a mim. Sempre foi de sorriso fácil e tem as gargalhadas mais deliciosas do mundo.


É frustrante tentar descrever os meus sentimentos pelos meus filhos porque quanto mais falo mais fica por dizer. O que sinto é tão gigantesco e ilimitado que chamar-lhe só amor é subtrair-lhe grandeza. É assim mais ou menos como falar do sistema solar e querer falar do universo...



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