quinta-feira, 30 de julho de 2015

A personalidade forte da minha filha pode trazer-lhe muitas vantagens mas, em demasia, pode ser algo que a magoe muito ao longo da vida. Pensar nisso aflige-me e preocupa-me, por isso, tento contrariar essa tendência natural dela. Todas as vezes que explico porque não pode fazer algo, que a ajudo a lidar com a frustração, que insisto para comer o que falta à mesa de tantos meninos, que procuro dar-lhe o exemplo, que a abraço e elogio, que lhe provo que pedir desculpa ajuda a aliviar o coração, que lhe digo que mudar e fazer as coisas doutro modo é sinal de esperteza estou a educar.
A educação não é dizer não ou incutir mil regras mas tentar fornecer as ferramentas e bases para uma vida feliz. E aí entra o amor, educar com amor é muito mais eficaz. Não há receitas universais mas o amor é o ingrediente principal. Ufa que trabalheira, educar não é fácil. E quem sou eu para falar deste tema? Apenas uma mãe que procura todos os dias educar os seus filhos da melhor maneira possível.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Fui ao médico após 3 semanas da operação de retirada das amigdalas e tive alta. Posso voar. YUPI!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Desde que li sobre os bombardeamentos a Dresden (ler mais sobre isso aqui) na segunda guerra mundial em 1945, que fiquei com vontade de conhecer.  Este domingo foi o dia escolhido e depois de tudo pronto, lá fomos nós.
Dresden é a capital da Saxónia  e fica a cerca de 190 km de Berlim e a 150 km de Praga. Tem cerca de  500 000 mil  habitantes. Conhecida pela arquitetura barroca dizem que é uma cidade ao estilo italiano, por isso é conhecida pela “florença do Elba” (rio que banha a cidade). A cidade é dividida em cidade velha e cidade nova, apenas visitamos a primeira, a parte que ficou destruída na II guerra mundial. Nesta altura, esta parte da cidade ficou literalmente em ruínas e em 2002 sofreu uma inundação com a força das águas do rio a tomarem conta do centro histórico. Fiquei impressionada com o que vi e a admirar a resiliência do povo alemão. A dimensão e o cuidado com a reconstrução e o restauro são impressionantes e fazem-nos pensar que estes monumentos estão ali há seculos. Uma curiosidade é que as fachadas têm manchas mais escuras que são as pedras que foram aproveitadas dos antigos edifícios e que já mostram a passagem do tempo.
Gostei muito, apesar de não ter visitado nem metade dos pontos de interesse. Quem quiser visitar e vá de Berlim, aconselho a ficarem pelo menos um fim-de-semana. As viagens foram duras, chegamos todos cansados e, francamente aproveitamos pouco do que esta linda cidade tem para oferecer. Já temos planos para voltar com mais tempo e também para ir a Praga.






sexta-feira, 17 de julho de 2015


Com 3 meses o meu bebé é simpático e bem disposto. Com a barriga cheia e o sono em dia sorri para todos, conhecidos ou não. Andava a fazer uma brincadeira que era pôr a língua para fora e para dentro várias vezes mas recentemente descobriu as mãos e passa a vida com elas na boca ou a olhar para elas. Gosta de brincar com bonecos suspensos e tentar tocar-lhes. É sossegado, adormece na espreguiçadeira, não chora ao vestir/despir e mudar a fralda e adora o banho e a massagem com o óleo no final. As únicas vezes em que chora são para pedir para mamar, com cólicas e principalmente quando tem soninho e quer dormir, fazendo normalmente sestas curtinhas (pede colinho mas quando não pode ser porque vamos no automóvel acaba por adormecer na cadeirinha, no marsúpio ou no próprio carrinho de passeio com o embalo do movimento). 

Não é um bebe rechonchudo, pesa 5250g, mede 60cm e tem perímetro cefálico de 41,5cm mas saudável e sempre pronto para palrar e comunicar com os que o rodeiam. Já há algum tempo que se vira de lado, conseguindo passar da posição de barriga para cima para a de lado e vice-versa. Também já roda, às vezes 90º e já se consegue movimentar um pouco, quando coloca os pés numa superfície mais dura. Atento e curioso, tem uns olhos grandes e arregalados que parecem querer absorver o mundo todo de uma só vez.


A Maria Inês é uma menina cheia de vontades, teimosa e está numa fase de argumentar, há sempre um “sim mas” ou um “pois mas” seguido de uma explicação porque não quer ou porque quer fazer determinada tarefa (confesso que até acho piada às suas argumentações).
A alimentação na escola é um problema, cismou que não come lá, nem da comida que lhe mando. Odeia dar o braço a torcer, tanto que se coloca debaixo da mesa a comer para que não a vejam. Antes da entrada na primária terá que fazer um teste da linguagem e, para que aprenda o alemão, irá começar a permanecer mais tempo na escola e o jejum por períodos prolongados não lhe vai fazer bem.
Também odeia pedir desculpa, apesar de eu lhe dizer que não tem mal nenhum e que quem o faz é mais forte, assim como mudar de opinião em relação a algo e fazer as coisas doutro modo. Espero que comece a comer na escola e que deixe de ser tão orgulhosa e cabeça dura. É assim a personalidade dela mas tenho trabalhado esse aspeto com ela porque penso que será importante para o seu futuro. Acho que se continuar assim irá sofrer muito na vida e isso preocupa-me.
Já sabe desenhar o I de Inês mas não quer aprender o N, diz que é muito difícil. Começou já há algum tempo a desenhar figuras humanas e outro dia fez um tubo com água a correr no meio, gosta muito também de desenhar espirais. Os puzzles e um jogo de memória com cartas de animais são brincadeiras frequentes. Já canta muito em alemão, percebe bastantes palavras e no outro dia no parque ouvi-a a falar alemão com um menino, estava a ensinava-lo a dar balanço no baloiço. Sem dúvida a escola mudou-a, tornou-a mais destemida e autónoma (já se calça e veste sozinha e vai à casa de banho à noite sem acordar ninguém), com isso vieram as nodoas negras e arranhões por todo o lado.

Quando olho para estas duas crianças (nem acredito que vieram de dentro de mim, que são meus filhos), o meu coração enche-se de felicidade, assim como os olhos de lágrimas. Queria tanto transmitir-lhes o imenso amor incondicional que sinto por eles e que se sintam seguros porque eu estarei aqui para eles de braços abertos.  

segunda-feira, 13 de julho de 2015


Amigdalectomia e pós-operatório

Na quinta comecei com leves dores de garganta ao engolir e no domingo já mal conseguia falar ou comer. Na segunda quando fui ao otorrino tinha um abcesso atrás das amígdalas e fui aconselhada a retirar o abcesso e as próprias amígdalas. É muito estranho porque nunca tive amigdalites nem outros problemas mas os médicos disseram que é mesmo assim, por vezes ocorrem estes abcessos e, para que não se expandam a outras zonas do corpo têm que ser retirados.

Fui operada na segunda e fiquei no hospital até sábado, onde fui muito bem tratada. Permitiram-me continuar a amamentar porque fiquei num quarto individual com o meu bebé. Deram-me também uma anestesia e antibiótico próprios para pessoas a amamentar e, se na primeira noite retirei o leite com a bomba porque o bebé não estava lá, no dia seguinte já pude amamentar normalmente. No quotidiano sentia uma certa estranheza das pessoas à amamentação mas nesta situação senti uma compreensão de todos. Os médicos fizeram tudo para minimizar os danos para o meu filho e para mim. Se fosse em Portugal não sei se teria sido assim e provavelmente neste momento o meu filho já não estaria a ser amamentado…

No início foi complicado, não sabia falar, comer, engolir, mastigar, até fechar a boca custava. A língua estava anestesiada, a saliva era grossa e a hora das refeições era terrível. Uma semana depois da operação estou melhor mas só consigo comer sólidos com a ajuda do paracetamol (vou começar a reduzir agora). As dores são algumas e dão a impressão de serem no ouvido, uma pressão forte nessa zona mas a grande preocupação é poderem ocorrer hemorragias que são muito perigosas neste local. A dificuldade em engolir e a comida no hospital (às 8h um pequeno almoço muito básico, ao meio dia um almoço que muitas vezes não contem carne nem peixe e por vezes comi só um pouco de arroz pouco doce milchreis e às 18h um jantar abendbrot que era constituído por pão, fiambre, queijo, manteiga e compota) fizeram com que emagrecesse 5kg, passei dos 68,5 para os 63,5. A voz ainda não está igual e a pronúncia dos l ainda não é correta.

O meu marido ficou em casa com a Inês e depois veio a minha mãe (o nosso bombeiro de serviço) ajudar-me porque não posso fazer esforços.

Desde que estou na Alemanha é a terceira vez que vou ao bloco operatório (descrição aquiaqui ) mas tenho que ver as coisas pelo lado positivo, de todas as vezes foram situações relativamente fáceis de resolver e espero que em pouco tempo possa estar recuperada. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sushi


Provei já há alguns anos em Portugal num restaurante de shopping e não gostei. A experiência foi tão desagradável que não quis comer noutros sitios, pode estar na moda mas a mim não me convenceu minimamente. E não é por ser peixe cru porque isso a mim não me mete impressão, sou curiosa e gosto de experimentar coisas novas. Tenho que ganhar coragem e degustar noutro sitio, pode ter sido a falta de qualidade do sushi que comi, que sendo confeccionado com alimentos crus tem obrigatoriamente que ser feito com ingredientes fresquissimos.

Gosto muito da comida japonesa feita na chapa (teppanyakis). Provei na República Dominicana no resort onde ficamos na lua de mel e gostei muito e agora de novo no restaurante sakura (fiquei a saber que sakura significa cerejeira em japonês, a árvore símbolo do Japão). Pedimos o menu de pato e vaca  que vieram acompanhados com legumes e a sopa quente no início. As mesas têm uma chapa quente que serve para o chefe confeccionar a comida. Tudo é feito à nossa frente, como se de um espetáculo se tratasse: o chefe fez malabarismos e brincadeiras com a espátula, recipientes de tempero e com a própria comida. No fim, pagamos 40 euros mas no dia a dia penso que tem pratos mais económicos, tipo prato do dia. 

Tanto pela comida em si, como pelo próprio espetáculo, recomendo mais um restaurante em Berlim, o  Sakura que tem quatro filiais, espalhadas pela cidade.