Amigdalectomia
e pós-operatório
Na
quinta comecei com leves dores de garganta ao engolir e no domingo já mal
conseguia falar ou comer. Na segunda quando fui ao otorrino tinha um abcesso
atrás das amígdalas e fui aconselhada a retirar o abcesso e as próprias
amígdalas. É muito estranho porque nunca tive amigdalites nem outros problemas
mas os médicos disseram que é mesmo assim, por vezes ocorrem estes abcessos e,
para que não se expandam a outras zonas do corpo têm que ser retirados.
Fui
operada na segunda e fiquei no hospital até sábado, onde fui muito bem tratada.
Permitiram-me continuar a amamentar porque fiquei num quarto individual com o
meu bebé. Deram-me também uma anestesia e antibiótico próprios para pessoas a
amamentar e, se na primeira noite retirei o leite com a bomba porque o bebé não
estava lá, no dia seguinte já pude amamentar normalmente. No quotidiano sentia
uma certa estranheza das pessoas à amamentação mas nesta situação senti uma
compreensão de todos. Os médicos fizeram tudo para minimizar os danos para o
meu filho e para mim. Se fosse em Portugal não sei se teria sido assim e provavelmente
neste momento o meu filho já não estaria a ser amamentado…
No início foi
complicado, não sabia falar, comer, engolir, mastigar, até fechar a boca
custava. A língua estava anestesiada, a saliva era grossa e a hora das
refeições era terrível. Uma semana depois da operação estou melhor mas só
consigo comer sólidos com a ajuda do paracetamol (vou começar a reduzir agora).
As dores são algumas e dão a impressão de serem no ouvido, uma pressão forte
nessa zona mas a grande preocupação é poderem ocorrer hemorragias que são muito
perigosas neste local. A dificuldade em engolir e a comida no hospital (às 8h
um pequeno almoço muito básico, ao meio dia um almoço que muitas vezes não
contem carne nem peixe e por vezes comi só um pouco de arroz pouco doce milchreis e às 18h um jantar abendbrot que era constituído por pão,
fiambre, queijo, manteiga e compota) fizeram com que emagrecesse 5kg, passei
dos 68,5 para os 63,5. A voz ainda não está igual e a pronúncia dos l ainda não
é correta.
O meu marido ficou em casa com a Inês e depois
veio a minha mãe (o nosso bombeiro de serviço) ajudar-me porque não posso fazer
esforços.
Desde que estou na
Alemanha é a terceira vez que vou ao bloco operatório (descrição aqui e aqui ) mas
tenho que ver as coisas pelo lado positivo, de todas as vezes foram situações
relativamente fáceis de resolver e espero que em pouco tempo possa estar
recuperada.
Sem comentários:
Enviar um comentário