segunda-feira, 13 de julho de 2015


Amigdalectomia e pós-operatório

Na quinta comecei com leves dores de garganta ao engolir e no domingo já mal conseguia falar ou comer. Na segunda quando fui ao otorrino tinha um abcesso atrás das amígdalas e fui aconselhada a retirar o abcesso e as próprias amígdalas. É muito estranho porque nunca tive amigdalites nem outros problemas mas os médicos disseram que é mesmo assim, por vezes ocorrem estes abcessos e, para que não se expandam a outras zonas do corpo têm que ser retirados.

Fui operada na segunda e fiquei no hospital até sábado, onde fui muito bem tratada. Permitiram-me continuar a amamentar porque fiquei num quarto individual com o meu bebé. Deram-me também uma anestesia e antibiótico próprios para pessoas a amamentar e, se na primeira noite retirei o leite com a bomba porque o bebé não estava lá, no dia seguinte já pude amamentar normalmente. No quotidiano sentia uma certa estranheza das pessoas à amamentação mas nesta situação senti uma compreensão de todos. Os médicos fizeram tudo para minimizar os danos para o meu filho e para mim. Se fosse em Portugal não sei se teria sido assim e provavelmente neste momento o meu filho já não estaria a ser amamentado…

No início foi complicado, não sabia falar, comer, engolir, mastigar, até fechar a boca custava. A língua estava anestesiada, a saliva era grossa e a hora das refeições era terrível. Uma semana depois da operação estou melhor mas só consigo comer sólidos com a ajuda do paracetamol (vou começar a reduzir agora). As dores são algumas e dão a impressão de serem no ouvido, uma pressão forte nessa zona mas a grande preocupação é poderem ocorrer hemorragias que são muito perigosas neste local. A dificuldade em engolir e a comida no hospital (às 8h um pequeno almoço muito básico, ao meio dia um almoço que muitas vezes não contem carne nem peixe e por vezes comi só um pouco de arroz pouco doce milchreis e às 18h um jantar abendbrot que era constituído por pão, fiambre, queijo, manteiga e compota) fizeram com que emagrecesse 5kg, passei dos 68,5 para os 63,5. A voz ainda não está igual e a pronúncia dos l ainda não é correta.

O meu marido ficou em casa com a Inês e depois veio a minha mãe (o nosso bombeiro de serviço) ajudar-me porque não posso fazer esforços.

Desde que estou na Alemanha é a terceira vez que vou ao bloco operatório (descrição aquiaqui ) mas tenho que ver as coisas pelo lado positivo, de todas as vezes foram situações relativamente fáceis de resolver e espero que em pouco tempo possa estar recuperada. 

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