Cuidados de saúde infantil na Alemanha
Os cuidados de saúde infantis são diferentes dos praticados em Portugal: começa logo à nascença. Quando nascem não tem lá um pediatra para qualquer eventualidade. Se o bebé precisar de cuidados imediatamente depois do nascimento, em Portugal está presente o pediatra que faz as primeiras medidas e o primeiro check-up (penso até que é obrigatório). Na Alemanha, (no meu parto e nos que tenho conhecimento) os bebés são medidos e pesados pela enfermeira parteira. Os recém-nascidos só são vistos pelo pediatra no dia que têm alta do hospital e, a partir dai seguem um calendário de consultas periodicas.
O banho é adiado até ao dia em que caí o cordão umbilical, os recém nascidos só são limpos com um pano húmido.
Tem uma maneira diferente de pensar, enviam uma carta a avisar os pais que devem levar os filhos ao pediatra e, a partir dos 3 anos devem ir frequentemente (6 em 6 meses) ao dentista de crianças, gastam mais agora mas evitam muitas despesas no futuro. Os seguros de saúde têm alguma relutância em pagar implantes e afins porque a necessidade destes revela a falta de comparência ás consultas períodicas.
As primeiras vacinas serão administradas só no segundo mês. Aqui o seguro é muito importante e os direitos também variam consoante o seguro que se tenha. Certas empresas de seguros cobrem mais coisas que outras e os cônjuges e filhos estão incluídos no seguro. O mais extraordinário é que no final do ano passado todos os beneficiarios receberam do seguro um cheque de cerca de 180 euros. Em Portugal, depois das contas pagas haveria prejuízo e se não houvesse aparecia um gestor que arranjava maneira de não haver nada para devolver. Há um seguro público para pensionistas, desempregados para que ninguém fique sem assistência médica. Este sistema funciona bem mas pode ser um pouco perigoso noutros locais.
Não existem centros de saúde para pesar o bebé todas as semanas. Aqui, existem "hebamme" tradução parteira que são enfermeiras especializadas no cuidado as mães e bebés e que visitam as mães, antes do parto e, também depois do parto pagas pelo seguro. Diz que ajudam na amamentação. As pessoas aqui estão isoladas sem família perto e por isso precisam desta ajuda. Para mim, as melhores hebamme são as nossas próprias mães ou pessoas da família mais experientes que nos conhecem e com quem estamos à vontade. Apesr de ser muito comum este conceito, confesso que não tenho nenhuma vontade de ter uma estranha a vir a minha casa e ainda existe a barreira da língua, por isso não arranjei uma hebamme.
Quanto ao Eduardinho, a pediatra no hospital mandou fazer uma ecografia às ancas (feita no hospital) devido a história familiar (foi-me detetada displasia da anca por volta de um ano de idade) e recomendado o uso de 3 fraldas para corrigir um pequeno desvio que existe. Tinha também a pele amarelada mas era fisiológico. De resto, tudo ok, reflexos prórios da idade, peso de 2950g ... Tivemos alta.
Durante o primeiro mês, notei o meu filho muito preguiçoso para mamar e emprestaram-me uma balança na farmácia, o peso não aumentava muito, nada como a irmã em que o peso subiu 500g numa semana.
Fomos no dia 8 à consulta de um mês e o peso está nos 3550g. O médico informou que estava tudo bem mas que o peso era um pouco baixo. Notei uma certa reserva em relação à minha decisão de amamentação exclusiva, aqui não é muito comum, falta a paciência e total disponibilidade das mães. Pedi a receita para a bomba de leite e vou usa-la para ver se produzo leite suficiente. Até nisso são económicos, as bombas estão disponíveis na farmácia para empréstimo. Não se compram, normalmente, objetos que terão um uso temporario.
Em relação ao Eduardinho, vou continar a acorda-lo para comer e quando adormecer na mama, pesar todas as semanas e esperar que o peso aumente.
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