terça-feira, 26 de maio de 2015

Estou deitada entre as duas pessoas mais importantes da minha vida.  Tenho uma mão na mão dela para a ajudar a adormecer e com a outra seguro na chupeta dele. Já passa das 22 horas e nenhum dos dois adormeceu ainda, ele chorou mais do que em qualquer outro dia e ela há bastante tempo me disse que tinha sono e queria dormir (já vai dormir pelo menos uma hora mais tarde).

O pai foi a um jantar de despedida de um colega e eu concordei em ficar com os dois. 

Estou toda torta, ainda não jantei e as lágrimas escorrem-me pela cara abaixo mas só queria que ela adormecesse descansada e que ele acalmasse. Sinto o coração apertado, uma mãe deveria saber sempre o que fazer, ter as soluções todas mas no quotidiano isso nem sempre acontece. Nesta fase de adaptação, muitas vezes, sinto-me incapaz e impotente de chegar a todas as solicitações, de tapar todos os buracos, de atender a todas as necessidades. Tenho mais um filho mas continuo a ter só 2 mãos, 2 pés, 1 colo  (que apertadinhos cabem os 2), 1 cabeça, 1 boca, 2 olhos, 2 orelhas.

 Ser mãe de dois é renascer duas vezes em amor, alegria e felicidade mas também em preocupação e cuidado.

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