Ás vezes, eu e o meu marido ficamos a olhar um para o outro e perguntamos como o tempo passa tão rápido, quando olhamos a nossa filha temos a sensação que ele nos escapa por entre os dedos. Como aconteceu esta mudança tão rapidamente?
De repente, temos em casa uma menina que tem conversas sobre a morte, sobre a deficiência, sobre como se fazem os bebés, perguntas verdadeiramente pertinentes e uma linguagem com palavras tão variadas como: observar, aterrorizada, exausta, preocupada, ansiosa, companhia e tantas outras. Muito sensível, chora com cenas mais tristes nos filmes infantis e não gosta de situações de stress, perigo ou em que os maus ameaçam os bons. Adora cantar e tem muito ouvido para a música, consegue reconhecer e associar as melodias e, por vezes, inventa as suas próprias canções.O mano é a novidade e faz questão de informar todos desse facto, diz frequentemente yupi vou ter um maninho, faz festinhas, dá beijinhos e fala com a barriga e até já recebeu umas manifestações por parte do irmão. A escolha do nome varia conforme a disposição.
Fisicamente, altera muito e cresce sem parar. Na impossibilidade de parar esse crescimento, de a conservar assim por muito tempo, de perpetuar esta fase tão querida e especial, vamos tirando-lhe muitas fotografias e, por isso, decidi que todas as semanas vou tentar colocar aqui uma fotografia escolhida por mim. Será um bom registo da evolução dela e depois em Abril já serão duas.
Utimamente, ela agarra numa máquina antiga nossa e toca a disparar, tira fotos a tudo e também nos pede para lhe tirarmos a ela...
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