sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A decoração é uma área que me interessa bastante, gosto de visitar blogs e de ver revistas sobre esse tema. Na vida quotidiana, vou-me apercebendo que faltam muitos objetos e móveis, nomeadamente um móvel para arrumação na casa de banho, também na entrada para colocar os sapatos e casacos, um carrinho na cozinha para mais organização, uns candeeiros, uma solução para os lixos recicláveis, umas caixas para arrumar os brinquedos da Mª Inês, uma mesa e cadeira pequenas para ela pintar, uns tapetes, uns objetos de decoração e uma infinidade de objetos para a cozinha/sala que vou comprando… 
Não pretendo gastar muito dinheiro, uma vez que este apartamento é alugado e, mais cedo ou mais tarde vai-se tornar pequeno para a nossa família, por isso, vou tentar encontrar as soluções mais baratas, práticas e que, ao mesmo tempo me agradem esteticamente. Por outro lado, o Natal está à porta e, apesar de viajar para Portugal no dia 12 de Dezembro (mal posso esperar para rever todos e matar as imensas saudades), quero fazer/comprar uns miminhos que me lembrem esta época e que encham todos aqui em casa de espirito natalício (quero fazer alguns enfeites de Natal com a minha pequenina). 
E pensando nestes temas todos, lembrei-me do meu apartamento em Portugal, localizado em Paredes (uma pequena cidade perto do Porto). Um T3 espaçoso com 172m2, três varandas, suite, garagem fechada para dois carros, lareira, tão diferente desta casa aqui. Está todo mobilado, apesar de ainda não totalmente decorado como gostaria. Ficam aqui algumas fotos do quarto azul (o 3º quarto) e do quarto da minha filha (móveis desenhados por mim).








sábado, 23 de novembro de 2013

O Outono atípico em Berlim (pouca neve, chuva e frio) tem-nos permitido usufruir do que de melhor esta cidade contém: os espaços verdes e parques lindíssimos e bem cuidados, muitos deles com lagos ou canais.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como estava desempregada e com subsídio de desemprego em Portugal, vim para aqui numa modalidade que permite a deslocação para procura de emprego noutro país da União Europeia, durante 6 meses e a continuação do pagamento das prestações do subsídio de desemprego de Portugal. Mas tinha que me inscrever no centro de emprego em Berlim no período de oito dias. A primeira vez que fui ao Job center, fui com o meu marido e filha mas não consegui, não falavam Inglês. Era impossível que num edifício daquelas dimensões com tantos funcionários não houvesse um que falasse Inglês. Pelo que soube mais tarde, eles nos serviços públicos têm indicações das chefias para só falarem Alemão. Se pensa vir para a Alemanha sem um apoio que fale Alemão, tornar-se-á muito difícil resolver as questões burocráticas. Na segunda vez, fui com uma colega do meu marido mas como possuía estudos universitários, tinha que me dirigir a outro local Agentur für Arbeit. Entretanto, necessitei de ir fazer registo aqui (Anmeldung) no Bürgeramt para ter um documento a provar onde morava. De seguida, fui de novo a Agentur für Arbeit onde me pediram que fosse uma semana depois para preencher mais documentação. Foi o que fiz e, de novo outra semana mais, desta vez necessitava do certificado de curso e o CV, traduzidos em alemão.
Como não gosto de chatear ninguém (quando não é estritamente necessário), fiz o CV conforme pude e solicitei a um tradutor oficial para me traduzir os certificados para alemão (paguei 98 euros para traduzir 2 certificados, o da licenciatura e o da pós-graduação). Fui lá entregar e fiquei à espera que me enviassem carta para ir a uma entrevista. Mas (azar) no dia em que marcaram, o meu marido tinha que se deslocar a trabalho a Düsseldorf. Mais uma vez tive que pedir ajuda aos colegas do meu marido (a quem agradeço muito, não sei como faríamos se não fossem eles) para ligarem a solicitar nova marcação. Veio, então, nova carta e dessa vez lá fui eu ou aliás nós. A funcionária indicou-me escolas de línguas que tinham acordo com eles mas eu já estava na VHS e sites nos quais poderia procurar emprego na área da educação. Informou-me também que teria que tratar de creche para a minha filha, visto ter que estar disponível para trabalhar, caso me chamassem. Deu-me também o E-mail dela, caso precisasse de entrar em contacto com ela mais diretamente.
Tanta burocracia, tantas idas aos serviços, tanto papel para preencher e ainda me espera muitos mais para procurar a creche e requerir o Kindergeld (abono de família).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Deixa ver a lista: pão, arroz, massa, carne, amaciador. Ai, esqueci-me do gel de banho!” 
Cá está ele, agora para a caixa para pagar!” 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Como a minha principal dificuldade é a língua alemã, voltei à escola. Estou na VHS (Volkshochschule) a tirar um curso de alemão no nível A1/1. O curso é às segundas, quartas e quintas-feiras das 17h45m às 20h45m e tem a duração de 100 horas e depois do A1/2 (mais 100 horas), tenho que fazer um teste interno que consistirá numa parte de ouvir, ler, escrever, falar e a nota mínima total para avançar será 60%. O nível A1 é muito básico, dias da semana, horas, falar do tempo, meses, apresentação, números, abecedário mas já tenho aprendido alguma gramática e esta parte requererá um maior esforço e estudo da minha parte. Além disso, a própria pronúncia da língua alemã é algo com a qual não estou familiarizada e não tem sido fácil ir buscar ao fundo da garganta aqueles RR’s todos, faz-me lembrar o francês (nunca gostei nos três anos que o estudei).
A vida familiar sofreu algumas adaptações, o E tem que vir mais cedo do escritório, dá o lanche à Mª Inês e deita-a para a sestinha. Depois ainda vai ver e responder aos E-mails, atender telefonemas, resolver problemas, fazer orçamentos, trabalhando em casa. Esta alteração implica que eu tenha que gerir melhor o meu tempo, uma vez que tenho que deixar a sopa dela e o jantar preparado ou pelo menos adiantado. Em seguida, ainda tenho que fazer os trabalhos de casa e estudar, tratar dela e fazer todo o trabalho de casa como antes. Tenho passeado menos com a minha menina mas, com este tempo a vontade de ir não é muita.
Por outro lado, tenho conhecido gente nova, saído de casa e isso faz-me muito bem. Já descobri que esta vida de dona de casa não é para mim, gosto muito de estar e tratar da minha menina mas ficar 24 horas em casa não é satisfatório para mim, preciso de ter a minha cabeça ativa, ter outras atividades que me preencham e, para isso, e, até para a minha integração aqui, necessito aprender alemão.