terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como estava desempregada e com subsídio de desemprego em Portugal, vim para aqui numa modalidade que permite a deslocação para procura de emprego noutro país da União Europeia, durante 6 meses e a continuação do pagamento das prestações do subsídio de desemprego de Portugal. Mas tinha que me inscrever no centro de emprego em Berlim no período de oito dias. A primeira vez que fui ao Job center, fui com o meu marido e filha mas não consegui, não falavam Inglês. Era impossível que num edifício daquelas dimensões com tantos funcionários não houvesse um que falasse Inglês. Pelo que soube mais tarde, eles nos serviços públicos têm indicações das chefias para só falarem Alemão. Se pensa vir para a Alemanha sem um apoio que fale Alemão, tornar-se-á muito difícil resolver as questões burocráticas. Na segunda vez, fui com uma colega do meu marido mas como possuía estudos universitários, tinha que me dirigir a outro local Agentur für Arbeit. Entretanto, necessitei de ir fazer registo aqui (Anmeldung) no Bürgeramt para ter um documento a provar onde morava. De seguida, fui de novo a Agentur für Arbeit onde me pediram que fosse uma semana depois para preencher mais documentação. Foi o que fiz e, de novo outra semana mais, desta vez necessitava do certificado de curso e o CV, traduzidos em alemão.
Como não gosto de chatear ninguém (quando não é estritamente necessário), fiz o CV conforme pude e solicitei a um tradutor oficial para me traduzir os certificados para alemão (paguei 98 euros para traduzir 2 certificados, o da licenciatura e o da pós-graduação). Fui lá entregar e fiquei à espera que me enviassem carta para ir a uma entrevista. Mas (azar) no dia em que marcaram, o meu marido tinha que se deslocar a trabalho a Düsseldorf. Mais uma vez tive que pedir ajuda aos colegas do meu marido (a quem agradeço muito, não sei como faríamos se não fossem eles) para ligarem a solicitar nova marcação. Veio, então, nova carta e dessa vez lá fui eu ou aliás nós. A funcionária indicou-me escolas de línguas que tinham acordo com eles mas eu já estava na VHS e sites nos quais poderia procurar emprego na área da educação. Informou-me também que teria que tratar de creche para a minha filha, visto ter que estar disponível para trabalhar, caso me chamassem. Deu-me também o E-mail dela, caso precisasse de entrar em contacto com ela mais diretamente.
Tanta burocracia, tantas idas aos serviços, tanto papel para preencher e ainda me espera muitos mais para procurar a creche e requerir o Kindergeld (abono de família).

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