Tecnologia dos anos 90
A primeira vez que vi uma espécie de computador que se ligava à televisão, um Spectrum ZX (o tempo que aquilo demorava a arrancar), tinha, se bem me lembro, perto de 10 anos e entusiasmava-me a jogar o pacman à vez na casa dos meus primos, aquele bonequinho comilão e redondo parecido aos emojis de hoje tinha efeito viciante e hipnotizante sobre mim e, depois as frutinhas que davam pontos e os fantasmas que nos perseguiam...
Mais tarde, tive um Mega drive e jogava o Sonic the Hedgehod. Foram muitas tardes divertidas na companhia do porco espinho mais rápido do universo que enfentava desafios e inimigos para salvar animais.
A minha irmã chegou a ter um Tamagochi, sempre a reclamar a nossa atenção, sob pena de se finar de vez se não corressemos para o alimentar, dar carinho ou banho.
Não consigo explicar o delírio quando recebi o tão aguardado Walkman (What?- perguntam os jovens que nasceram após o ano de 1990) azul e a cassete dos Onda Choc no Natal e com ele veio a liberdade fantástica de ouvir a minha música preferida na rua (Ele é o rei com música dos Four non blonde estava no topo das preferências).
Também tive uma Aparelhagem (adoro este nome) gigante com duas colunas igualmente gigantes que ocupavam parte do meu quarto. Poupei da semanada religiosamente até perfazer a soma de 30 mil escudos. Um dos primeiros Cd's foi-me oferecido pelo meu tio, Tempo do Pedro Abrunhosa e outro pela minha mãe, Keep the faith da banda do momento Bon Jovi. Aumentava o som através do comando, até as colunas começarem a vibrar (claro está que os meus pais não estavam em casa quando o fazia).
Eu e a minha irmã íamos com o nosso pai ao único clube de vídeo da cidade e traziamos sempre os filmes do Superman ou do Indiana jones porque eram os únicos que existiam em formato beta e sonhávamos em ter um Videogravador VHS, pois já conheciamos bem de mais as aventuras e desventuras do explorador e do super herói e queriamos alargar as nossas escolhas.
Disputávamos também um Game boy com fundo verde, e jogos a preto e branco e a maior diversão era o tetris.
A primeira vez que me deparei com umas Escadas rolantes foi numa férias em Lisboa aos 11 anos (era assim já quase uma moçoila quando me estreei na capital) numa estação de comboios. Lembro-me perfeitamente da minha prima mais nova, Inês ficar tão fascinada que tivemos que repetir " a viagem" várias vezes, para cima e para baixo.
Tinha uma televisão velhinha na cozinha dos meus pais que mudava de canal quando as moscas pousavam nos botões e a animação que houve no dia que a grande inovação tecnológica Televisão a cores entrou na nossa casa.
Ficávamos entusiasmados com botões, escadas rolantes, comandos de televisão, carros telecomandados, robots...
A ideia deste post surgiu-me dum episódio sucedido há um par de dias: Fui ao supermercado num outro carro e a Inês pediu-me para abrir o seu vidro traseiro porque estava abafado no interior. Eu disse-lhe que não conseguia e ela perguntou pelo botão, eu expliquei-lhe que tinha que rodar a manivela (tive que lhe indicar o que era isso e como proceder). Quando o vidro começou lentamente a baixar ela exclamou, arrebatada e em êxtase:
- Isto é mesmo muito fixe, mãe!!!
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