Incêndios em Portugal (e não só)
Nas redes sociais leio discursos inflamados de uns e outros à procura de um bode expiatório e aqui o partidarismo impera. Uns vêem os atuais governantes como os maiores culpados, estando cegos pelo amor (ou outros interesses) a um partido. Outros sao rápidos a apontar o dedo à anterior ministra, esquecendo-se que estes dois partidos têm governado alternadamente há decadas. Pois, para mim a culpa é de todos e um pouco de todos nós que fomos pactuando com isto tudo. É algo que me impressiona: a falta de sentido critico, o colocar a simpatia partidária à frente do realmente importante e o não se exigir o melhor possível de quem nos governa ou desgoverna.
Os incêndios têm sido implacáveis, deixando um rasto de destruicao e morte por onde passam. Muito falhou na prevenção e no combate aos incêndios e, principalmente na proteção de bens e pessoas e muito precisa de mudar nesta questão dos incêndios e em muitas outras. Cabe ao povo português impor as alterações que se tornaram inadiáveis. O povo portugues tem que ser menos passivo e conformista. Tem que perceber o seu real poder. Tem que protestar mais e sair as ruas. Tem que acordar da letargia em que se encontra e dizer BASTA. Tem que mudar o discurso do não vale a pena. Tem que acreditar que todos unidos somos mais fortes. Tem que olhar para além das suas fronteiras e ver que é possivel fazer mais e melhor. Tem que perceber que a contribuição de cada um de nós pode fazer a diferença. Estamos prontos a juntarmo-nos na solidariedade a quem precisa, porque nao fazer o mesmo para mostar desagrado e reivindicar mudancas?
Aqui em berlim éramos 9 pessoas, em frente aos Portões de Brandenburgo, contando também com 4 crianças. Talvez mais por elas saímos de casa e enfrentamos uma chuva miudinha, para que percebam que a responsabilidade cívica deve ser uma prioridade e para lhes darmos o exemplo de cidadãos interventivos e conscientes.
Chamem-nos idealistas e inocentes mas chegamos a casa com a alma leve de quem sente que cumpriu o seu dever.