sexta-feira, 27 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Será
que o Homem não aprendeu nada? Vive na Terra há cerca de 2 milhões de anos e
não mudou nada. Continua como na idade média a matar os seus semelhantes sem dó
nem piedade. Sempre aconteceu (infelizmente) e pouco importa se perecem uns ou
outros, se as mortes ocorrem a norte, sul, este ou oeste. Paris choca mais pela
proximidade ou pelo medo e insegurança que suscita mas o sangue e a vida destas
pessoas não vale mais que o de muitas outras. São seres humanos (às vezes é
difícil incluir certas pessoas nesta categoria), todos eles.
Não
acho que o mundo esteja a mudar, quando muito está a regredir em vez de evoluir
As pessoas estão tão centradas em si mesmas, nas suas convicções e ideias, que
não percebem que ao seu lado está outro ser humano com ideias diferentes, mas
igualmente válidas.Mesmo
nas relações pessoais, não se atenta em princípios básicos, a tolerância, o
respeito, o perdão. Tantas vezes, na vida quotidiana, se incita e desencadeia a
violência por nada, uma palavra mais feia como resposta a outra feia, um
insulto cada vez pior numa escalada de algo que não leva a lado nenhum.
Sou
pela paz, sempre fui mas também tenho aprendido a relativizar as palavras dos
outros (às vezes não é fácil), a só dar importância ao que realmente importa e
a não embarcar em disputas inúteis. Cedo muitas vezes e não é fácil discutir a
sério com alguém. Não me considero mais fraca por isso ou uma perdedora, tento
ser compreensiva com os outros e, pelo contrário, tenho chegado à conclusão que
a teimosia, o insulto e a violência nunca vencem.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
No dia 4 de novembro fui à consulta de rotina com o meu filho mais novo. Ele estava na altura (a 3 dias de fazer 7 meses) com 7090g de peso, 68,5cm de comprimento e 43,9 cm de perímetro cefálico. Está comprido mas magrito, como a irmã também era, mas o perímetro cefálico é maior que o dela. O pediatra auscultou e fez a observação normal, no final sentou-o e disse, virando costas, que ele já se sentava. Eu fui logo a correr segura-lo mas ele não caiu.
A alimentação é para manter porque ele está ótimo, palavras do pediatra. Bom desenvolvimento motor e intelectual. Com quase 7 meses, já lhe dou 3 refeições de colher: sopa com carne e fruta no final ao almoço, papa ao lanche e sopa de legumes + fruta ao jantar. Dou-lhe frango e peru (ando à procura de coelho que aqui não se encontra facilmente e custa 12 euros o kg), este mês experimentei os seguintes elementos na sopa: beringela, feijão verde, couve coração, couve lombarda, batata doce, espinafres baby. Também já comeu pera crua madurinha e banana trituradas (esta última mais raramente). As restantes refeições são leite materno.
Ainda saí com mais dúvidas da consulta, ele disse que se perguntasse a 5 médicos sobre alimentação infantil obteria 7 respostas diferentes. Basicamente, deu-me umas folhas com receitas e umas dicas de alimentação e não me respondeu claramente. As diferenças das receitas e das indicações são:
- eles aqui chamam puré ao que nós chamamos sopa (sopa para eles é uma água com legumes partidos)
- colocam manteiga na papa de cereais
-só dão carne (20g) 3 vezes por semana
-misturam sumo de fruta à sopa com carne
- misturam a fruta na papa láctea
- usam e abusam dos boiões (algumas mães nunca cozinham para os filhos)
-oferecem frequentemente chã e sumos de fruta às crianças aos 6 meses
- é muito recomendado iniciar a alimentação pastosa logo aos 4 meses (não ligam à recomendação da OMS de manter a amamentação materna até aos 6 meses)
- as doses de leite e comida são maiores, aqui um bebé pequeno deve comer 200 a 250g de sopa (o meu filho é capaz de comer isso mas juntamente com a fruta que come de sobremesa)
-uma das receitas recomendadas para o jantar de uma criança por volta de um ano de idade é salsichas de aves ou queijo com pão+ leite ou iogurte (os alemães ao jantar comem pão com os mais variados recheios, chamam-lhes o “abendbrot”).
Por
minha iniciativa, fiz-lhe farinha de pau (sem refogado) com carne no dia 9, ele
adorou e vou-lhe fazer uma açorda (queria arranjar pão integral e sem sal) nos
próximos dias. Peixe só irei introduzir aos 8 meses e o ovo lá para os 9 meses
(nem uma palavra na lista que me deram sobre peixe ou ovos).
Uma
dúvida com que fiquei tem a ver com o iogurte (esqueci-me de perguntar), em
Portugal existe o iogurte feito com leite de transição. Não sei se já lhe posso
dar iogurte natural, uma vez que é feito com leite de vaca.
Agora
as questões de organização são diferentes, tenho dois a comer sopa mas de
panelas diferentes, uma vez que ele não pode comer de tudo. Já andei a ver um
robot de cozinha ou uma panela própria para sopas, para me facilitar as tarefas
domésticas mas ainda não estou convencida.
Quanto
à fruta, vou cozer maçã levemente, triturar e colocar em boiões no frigorifico.
Desse modo, quando não tiver muito tempo, tenho sempre fruta pronta para lhe
dar e aquele preparado aguenta-se 2 a 3 dias em boas condições.
Vou
tentar fazer-lhe, quando tiver tempo, papinha caseira com flocos de aveia ou
farinha de arroz, são muito mais saudáveis do que as de compra.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Não
gosto de politica. Não sou filiada, apoiante nem tão pouco simpatizante de
nenhum partido; já votei em todos os partidos, da esquerda à dieita e tive, durante a minha infância, influências de vários quadrantes políticos. Para mim,
existem 3 classes/gerações de políticos:
- A primeira- homens e mulheres que pelas suas convicções foram presos, torturados,
viveram na clandestinidade. Não ganharam nada com a política, muito pelo contrário.
Sérios, honestos e de ideias firmes, arriscaram muito e puseram a sua vida
pessoal em segundo lugar para todos podermos falar livremente do que
quisermos (inclusivamente escrever este post).
- A
segunda- homens e mulheres que fizeram uma carreira universitária ou outra de
valor e algures, ao longo dela, apareceu a politica. Alguns deixaram-se corromper
pelo poder mas possuem um certo grau de honestidade e seriedade. Têm alguma
dificuldade em prometer o que sabem ser difícil de cumprir mas evitam tocar nos
privilégios de políticos e afins.
- A
terceira- homens e mulheres que pertenceram aos jotas desde tenra idade, tiraram
o curso superior em universidades privadas e já depois dos 30 e muitos anos. A
política foi sempre a sua vida, não sabem fazer mais nada. Os seus interesses e
os dos seus amigos são o que os move, o povo e o país ficam em segundo (ou
terceiro ou quarto…) lugar. Bem falantes, fazem tudo e prometem tudo para
vencer as eleições e cumprem tudo, desde que não colida com as suas regalias ou com
as dos seus amigos.
E
é isto, não há esquerda ou direita, há políticos de esquerda e de direita em
todas as classes acima. Pena é que não reste quase ninguém da primeira classe, poucos
da segunda e cada vez mais o governo do país entregue aos da terceira.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Com esta crise política e governativa em Portugal, que acompanho muito ao longe, lembrei-me de quando o meu avô Eduardo cedeu uma casa que tinha em Vila Real para a sede da campanha do Sr. Francisco Salgado Zenha e, naquele dia da sua visita, a agitação, as bandeiras, o entusiasmo de todos, a alegria do meu avô e eu pequenina, espantada e sossegadita no meio daquele alvoroço. Recordo o beijo afável e a festa meiga daquele senhor e lembro-me de pensar, do alto dos meus 7 anos, que os políticos só podiam ser boas pessoas...
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
O Eduardinho dorme no quarto dos pais na sua caminha. Não fiz nada de especial na decoração antes de ele nascer porque andava cansada e preocupada com o parto.
Para
bebés do sexo masculino, não existe uma grande variedade de temas mas para os
mais pequenos, gosto de nuvens na cor azul ou num registo mais colorido
animais, já acho repetitivo o tema dos carrinhos. Quando são mais velhinhos, as
estrelas (tão atuais) ou o tema náutico com barcos (cores azul marinho e
vermelho) são os meus preferidos.
Tinha
uma colcha única pintada à mão (obrigada pelo presente) e com umas luzes de
Natal (aqui não encontro luzes que piscam e não se ligam à tomada, são de
pilhas) e uns copos de festa coloridos do Ikea com animaizinhos, idealizei algo infantil (pouca bonecada como
gosto) e bonito para o meu quarto que ocupa a parede onde está a caminha de
grades.
O meu filho fica deliciado a olhar para o efeito das luzes na parede e a brincar com os desenhos do resguardo das grades.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Numa casa
Globos, planisférios e
afins (adoro vê-los, ou sobre uma mesa ou na parede, num quarto de criança ou
na sala- é sempre bom explicar-lhes que o mundo é mais do que a sua casa e que
há muitas crianças diferentes em realidades diferentes).
Caixinhas de música
(chamem-me infantil mas é algo que sempre me fascinou e procuro uma especial
para oferecer à minha filha).
Tijolos de vidro (adoro a
entrada de luz mas sem revelar demasiado e estes elementos são fantásticos pra
isso).
Alpendres (com uma
cadeira de baloiço ou com um banco de madeira- adoro aqueles que existem nos
filmes americanos, assim como aquele tipo de casas).
Claraboias (ficam lindas num corredor ou por cima de umas escadas, tornam o ambiente mais aberto e
luminoso).
Matrioskas (sempre gostei
destas bonequinhas russas que se colocam umas dentro das outras. O meu tio
tinha um conjunto, eu adorava brincar com elas.
Já as vi à venda em Berlim mas são excessivamente caras. Um dia perco a cabeça).
Sou mãe de segunda viagem mas não parece. Nunca antes tive um filho a fechar e abrir a boca para pedir comida ou a acordar às 5h30m e a não querer dormir mais ou a não sossegar no colo e a gostar de explorar tudo no chão, reguila, curioso e traquina este meu segundo filho.
É rapaz-dizem. Não sei se será disso, eu acho que ele é ele e por serem irmãos não têm necessariamente que ser parecidos. E também não acho que o género determina assim tanto, há meninas traquinas e meninos calminhos.
Este meu filhote é muito mexido. Com quase
7 meses, no chão movimenta-se para todo o lado. Vou encontra-lo debaixo da mesa
de tv a mexer nuns papeis que estão numa prateleira escondida, com os pés
enfiados debaixo do sofá, muito perto dos fios de eletricidade (já tirei todos
do seu raio de ação), enfiado debaixo da mesa e cadeira da Inês (já arrasta a
cadeira).
Agora
temos que tratar da segurança da casa. Proteger tomadas e retirar todos os
brinquedos que ele possa engolir são as prioridades mas gostava de o colocar
num espaço e ter a certeza que ele ficava seguro ali. Pensamos numa cama de
viagem mas tenho dúvidas que ele queira lá ficar e gostava de lhe dar um pouco mais de mobilidade. Ou criar algum tipo de barreira para ele se manter naquele lugar
seguro (entre o sofá, mesa de tv e parede) mas falta-me um lado para o quadrado
estar completo. A barreira tem de ser baixa para eu poder vê-lo enquanto
cozinho, não ser facilmente transponível, de preferência estreita porque não temos
muito espaço na sala. Talvez um biombo, uns pufs ou umas caixas para arrumar
brinquedos.
No
entanto, a alimentação é o tema em que surgem mais dúvidas. O fato de estar
noutro país com diferentes diretivas e produtos não ajuda mas espero ansiosamente a consulta com o pediatra no dia 4 de Novembro para o pesar e ter uma conversa esclarecedora.
E
para adormecer o que este menino luta. Nunca vi ou então estava mal habituada.
A Inês quando acordava de noite, eu colocava-a no meio dos dois (sou a favor do
“co-sleeping”) e ela adormecia rapidamente. Com o meu filho isso ainda o
desperta mais, só quer brincar e agarrar-nos na cara e no cabelo.
Os segundos filhos perdem em atenção absoluta e, no nosso caso, em contato com a família mas ganham em experiência dos pais e em uma descomplicação que os torna muito mais desenrascados. Não é por acaso que, habitualmente os segundos filhos são mais desprendidos dos pais. A experiência torna-nos mais confiantes e isso reflete-se neles. Sei que cometerei muitos erros (o que serve para um pode não ser o mais correto para outro) mas estou atenta para perceber o meu filhote e serei uma nova mãe para este menino. Consigo projetar o futuro e vejo-me a dizer-lhe cuidado não vás por aí, não faças isso enquanto que agora a incentivo a fazer e digo-lhe vai, faz isso ou experimenta isto.
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