sexta-feira, 27 de novembro de 2015


Saio convicta e determinada a comprar roupa para mim. Por vezes, até faço o calculo à quantidade de peças que preciso. Programo a que lojas irei e idealizo as calças, camisolas, botas e casaco com este e aquele pormenor, até me consigo ver com elas vestidas.

De repente, paro e estou nas seguintes lojas:  ernstingsfamily, spielemax, made it, babywalz.  Mais tarde, chego a casa com sacos de roupa e calçado mas nem uma peça para mim. 

Desde que sou mãe tenho uma inclinação quase irresistível para entrar em lojas de roupa e calçado de bebé e criança. Principalmente, para a minha filha (ando a procurar nas lojas erradas ou só para menina há coisas mesmo lindas e fofinhas), confesso que sempre comprei várias coisas que ela não necessita, tais como estas botas que vieram para casa há umas semanas.




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Será que o Homem não aprendeu nada? Vive na Terra há cerca de 2 milhões de anos e não mudou nada. Continua como na idade média a matar os seus semelhantes sem dó nem piedade. Sempre aconteceu (infelizmente) e pouco importa se perecem uns ou outros, se as mortes ocorrem a norte, sul, este ou oeste. Paris choca mais pela proximidade ou pelo medo e insegurança que suscita mas o sangue e a vida destas pessoas não vale mais que o de muitas outras. São seres humanos (às vezes é difícil incluir certas pessoas nesta categoria), todos eles.
Não acho que o mundo esteja a mudar, quando muito está a regredir em vez de evoluir As pessoas estão tão centradas em si mesmas, nas suas convicções e ideias, que não percebem que ao seu lado está outro ser humano com ideias diferentes, mas igualmente válidas.Mesmo nas relações pessoais, não se atenta em princípios básicos, a tolerância, o respeito, o perdão. Tantas vezes, na vida quotidiana, se incita e desencadeia a violência por nada, uma palavra mais feia como resposta a outra feia, um insulto cada vez pior numa escalada de algo que não leva a lado nenhum.


 Sou pela paz, sempre fui mas também tenho aprendido a relativizar as palavras dos outros (às vezes não é fácil), a só dar importância ao que realmente importa e a não embarcar em disputas inúteis. Cedo muitas vezes e não é fácil discutir a sério com alguém. Não me considero mais fraca por isso ou uma perdedora, tento ser compreensiva com os outros e, pelo contrário, tenho chegado à conclusão que a teimosia, o insulto e a violência nunca vencem.
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

No dia 4 de novembro fui à consulta de rotina com o meu filho mais novo. Ele estava na altura (a 3 dias de fazer 7 meses) com 7090g de peso, 68,5cm de comprimento e 43,9 cm de perímetro cefálico. Está comprido mas magrito, como a irmã também era, mas o perímetro cefálico é maior que o dela. O pediatra auscultou e fez a observação normal, no final sentou-o e disse, virando costas, que ele já se sentava. Eu fui logo a correr segura-lo mas ele não caiu.

A alimentação é para manter porque ele está ótimo, palavras do pediatra. Bom desenvolvimento motor e intelectual. Com quase 7 meses, já lhe dou 3 refeições de colher: sopa com carne e fruta no final ao almoço, papa ao lanche e sopa de legumes + fruta ao jantar.  Dou-lhe frango e peru (ando à procura de coelho que aqui não se encontra facilmente e custa 12 euros o kg), este mês experimentei os seguintes elementos na sopa: beringela, feijão verde, couve coração, couve lombarda, batata doce, espinafres baby. Também já comeu pera crua madurinha e banana trituradas (esta última mais raramente). As restantes refeições são leite materno.

Ainda saí com mais dúvidas da consulta, ele disse que se perguntasse a 5 médicos sobre alimentação infantil obteria 7 respostas diferentes. Basicamente, deu-me umas folhas com receitas e umas dicas de alimentação e não me respondeu claramente. As diferenças das receitas e das indicações são:

- eles aqui chamam puré ao que nós chamamos sopa (sopa para eles é uma água com legumes partidos)

- colocam manteiga na papa de cereais

-só dão carne (20g) 3 vezes por semana

-misturam sumo de fruta à sopa com carne

- misturam a fruta na papa láctea

- usam e abusam dos boiões (algumas mães nunca cozinham para os filhos)

-oferecem frequentemente chã e sumos de fruta às crianças aos 6 meses

- é  muito recomendado iniciar a alimentação pastosa logo aos 4 meses (não ligam à recomendação da OMS de manter a amamentação materna até aos 6 meses)

- as doses de leite e comida são maiores, aqui um bebé pequeno deve comer 200 a 250g de sopa (o meu filho é capaz de comer isso mas juntamente com a fruta que come de sobremesa)

-uma das receitas recomendadas para o jantar de uma criança por volta de um ano de idade é salsichas de aves ou queijo com pão+ leite ou iogurte (os alemães ao jantar comem pão com os mais variados recheios, chamam-lhes o “abendbrot”).

Por minha iniciativa, fiz-lhe farinha de pau (sem refogado) com carne no dia 9, ele adorou e vou-lhe fazer uma açorda (queria arranjar pão integral e sem sal) nos próximos dias. Peixe só irei introduzir aos 8 meses e o ovo lá para os 9 meses (nem uma palavra na lista que me deram sobre peixe ou ovos).
Uma dúvida com que fiquei tem a ver com o iogurte (esqueci-me de perguntar), em Portugal existe o iogurte feito com leite de transição. Não sei se já lhe posso dar iogurte natural, uma vez que é feito com leite de vaca.

Agora as questões de organização são diferentes, tenho dois a comer sopa mas de panelas diferentes, uma vez que ele não pode comer de tudo. Já andei a ver um robot de cozinha ou uma panela própria para sopas, para me facilitar as tarefas domésticas mas ainda não estou convencida.
Quanto à fruta, vou cozer maçã levemente, triturar e colocar em boiões no frigorifico. Desse modo, quando não tiver muito tempo, tenho sempre fruta pronta para lhe dar e aquele preparado aguenta-se 2 a 3 dias em boas condições.
Vou tentar fazer-lhe, quando tiver tempo, papinha caseira com flocos de aveia ou farinha de arroz, são muito mais saudáveis do que as de compra.




quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Não gosto de politica. Não sou filiada, apoiante nem tão pouco simpatizante de nenhum partido; já votei em todos os partidos, da esquerda à dieita e tive, durante a minha infância, influências de vários quadrantes políticos. Para mim, existem 3 classes/gerações de políticos:
  • A primeira- homens e mulheres que pelas suas convicções foram presos, torturados, viveram na clandestinidade. Não ganharam nada com a política, muito pelo contrário. Sérios, honestos e de ideias firmes, arriscaram muito e puseram a sua vida pessoal em segundo lugar para todos podermos falar livremente do que quisermos (inclusivamente escrever este post).
  • A segunda- homens e mulheres que fizeram uma carreira universitária ou outra de valor e algures, ao longo dela, apareceu a politica. Alguns deixaram-se corromper pelo poder mas possuem um certo grau de honestidade e seriedade. Têm alguma dificuldade em prometer o que sabem ser difícil de cumprir mas evitam tocar nos privilégios de políticos e afins.
  • A terceira- homens e mulheres que pertenceram aos jotas desde tenra idade, tiraram o curso superior em universidades privadas e já depois dos 30 e muitos anos. A política foi sempre a sua vida, não sabem fazer mais nada. Os seus interesses e os dos seus amigos são o que os move, o povo e o país ficam em segundo (ou terceiro ou quarto…) lugar. Bem falantes, fazem tudo e prometem tudo para vencer as eleições e cumprem tudo, desde que não colida com as suas regalias ou com as dos seus amigos.
E é isto, não há esquerda ou direita, há políticos de esquerda e de direita em todas as classes acima. Pena é que não reste quase ninguém da primeira classe, poucos da segunda e cada vez mais o governo do país entregue aos da terceira.  

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Com esta crise política e governativa em Portugal, que acompanho muito ao longe, lembrei-me de quando o meu avô Eduardo cedeu uma casa que tinha em Vila Real para a sede da campanha do Sr. Francisco Salgado Zenha e, naquele dia da sua visita, a agitação, as bandeiras, o entusiasmo de todos, a alegria do meu avô e eu pequenina, espantada e sossegadita no meio daquele alvoroço. Recordo o beijo afável e a festa meiga daquele senhor  e lembro-me de pensar, do alto dos meus 7 anos, que os políticos só podiam ser boas pessoas...

  


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Eduardinho dorme no quarto dos pais na sua caminha. Não fiz nada de especial na decoração antes de ele nascer porque andava cansada e preocupada com o parto. 

Para bebés do sexo masculino, não existe uma grande variedade de temas mas para os mais pequenos, gosto de nuvens na cor azul ou num registo mais colorido animais, já acho repetitivo o tema dos carrinhos. Quando são mais velhinhos, as estrelas (tão atuais) ou o tema náutico com barcos (cores azul marinho e vermelho) são os meus preferidos.
Tinha uma colcha única pintada à mão (obrigada pelo presente) e com umas luzes de Natal (aqui não encontro luzes que piscam e não se ligam à tomada, são de pilhas) e uns copos de festa coloridos do Ikea com animaizinhos, idealizei algo infantil (pouca bonecada como gosto) e bonito para o meu quarto que ocupa a parede onde está a caminha de grades. 

O meu filho fica deliciado a olhar para o efeito das luzes na parede e a brincar com os desenhos do resguardo das grades.





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

E há dias em que tudo o que eu precisava era de um abraço e de uma palavra de compreensão...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Numa casa


Globos, planisférios e afins (adoro vê-los, ou sobre uma mesa ou na parede, num quarto de criança ou na sala- é sempre bom explicar-lhes que o mundo é mais do que a sua casa e que há muitas crianças diferentes em realidades diferentes).


Caixinhas de música (chamem-me infantil mas é algo que sempre me fascinou e procuro uma especial para oferecer à minha filha).


Tijolos de vidro (adoro a entrada de luz mas sem revelar demasiado e estes elementos são fantásticos pra isso).


Alpendres (com uma cadeira de baloiço ou com um banco de madeira- adoro aqueles que existem nos filmes americanos, assim como aquele tipo de casas).


Claraboias (ficam lindas num corredor ou por cima de umas escadas, tornam o ambiente mais aberto e luminoso).


Matrioskas (sempre gostei destas bonequinhas russas que se colocam umas dentro das outras. O meu tio tinha um conjunto, eu adorava brincar com elas. Já as vi à venda em Berlim mas são excessivamente caras. Um dia perco a cabeça).


Sou mãe de segunda viagem mas não parece. Nunca antes tive um filho a fechar e abrir a boca para pedir comida ou a acordar às 5h30m e a não querer dormir mais ou a não sossegar no colo e a gostar de explorar tudo no chão, reguila, curioso e traquina este meu segundo filho. 

É rapaz-dizem. Não sei se será disso, eu acho que ele é ele e por serem irmãos não têm necessariamente que ser parecidos. E também não acho que o género determina assim tanto, há meninas traquinas e meninos calminhos. 

Este meu filhote é muito mexido. Com quase 7 meses, no chão movimenta-se para todo o lado. Vou encontra-lo debaixo da mesa de tv a mexer nuns papeis que estão numa prateleira escondida, com os pés enfiados debaixo do sofá, muito perto dos fios de eletricidade (já tirei todos do seu raio de ação), enfiado debaixo da mesa e cadeira da Inês (já arrasta a cadeira).
Agora temos que tratar da segurança da casa. Proteger tomadas e retirar todos os brinquedos que ele possa engolir são as prioridades mas gostava de o colocar num espaço e ter a certeza que ele ficava seguro ali. Pensamos numa cama de viagem mas tenho dúvidas que ele queira lá ficar e gostava de lhe dar um pouco mais de mobilidade. Ou criar algum tipo de barreira para ele se manter naquele lugar seguro (entre o sofá, mesa de tv e parede) mas falta-me um lado para o quadrado estar completo. A barreira tem de ser baixa para eu poder vê-lo enquanto cozinho, não ser facilmente transponível, de preferência estreita porque não temos muito espaço na sala. Talvez um biombo, uns pufs ou umas caixas para arrumar brinquedos.

No entanto, a alimentação é o tema em que surgem mais dúvidas. O fato de estar noutro país com diferentes diretivas e produtos não ajuda mas espero ansiosamente a consulta com o pediatra no dia 4 de Novembro para o pesar e ter uma conversa esclarecedora.
E para adormecer o que este menino luta. Nunca vi ou então estava mal habituada. A Inês quando acordava de noite, eu colocava-a no meio dos dois (sou a favor do “co-sleeping”) e ela adormecia rapidamente. Com o meu filho isso ainda o desperta mais, só quer brincar e agarrar-nos na cara e no cabelo.

Os segundos filhos perdem em atenção absoluta e, no nosso caso, em contato com a família mas ganham em experiência dos pais e em uma descomplicação que os torna muito mais desenrascados. Não é por acaso que, habitualmente os segundos filhos são mais desprendidos dos pais. A experiência torna-nos mais confiantes e isso reflete-se neles. Sei que cometerei muitos erros (o que serve para um pode não ser o mais correto para outro) mas estou atenta para perceber o meu filhote e serei uma nova mãe para este menino. Consigo projetar o futuro e vejo-me a dizer-lhe cuidado não vás por aí, não faças isso enquanto que agora a incentivo  a fazer e digo-lhe vai, faz isso ou experimenta isto.