quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

 Natal


Planta vulgarmente conhecida como Estrela do Natal


 Calendário do advento em forma de pinheiro de Natal


Tão elegante este par de renas


Entrada


Árvore de Natal com revista reciclada, realizada com a ajuda da minha Inês (DIY daqui)

E agora vou até ali a Portugal e já venho...

Bom Natal e boas entradas


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

 Weihnachten markt

A tradição, na altura do Natal, são as feiras de natal. São grandes aglomerados de casinhas pequeninas de madeira a vender de tudo: roupa, sapatos, comidas, bebidas, artesanato e bugigangas diversas. Tem também divertimentos para as crianças (carrosséis), pistas de gelo, pinheiros de Natal (são naturais, existem pessoas que os cultivam só para este fim e as vendem em Berlim) muito bem enfeitados, moinhos de Natal que são tradição aqui. A religião oficial de Berlim não é a católica (os feriados não correspondem aos católicos, só a Pascoa e o Natal), por isso esses símbolos referentes ao Natal não estão muito presentes.
Estas feiras enchem-se de pessoas e são um local lindo para visitar em Berlim nesta altura. Tudo tão bem adornado e embelezado que ficamos envolvidos pela magia do Natal, só faltou, mesmo, o manto branco. As fotos ficarão para a próxima porque com o frio, a vontade era comer um pão com salsicha e beber um copo de Glühwein (bebida muito apreciada que consiste em vinho quente com especiarias).


domingo, 1 de dezembro de 2013

A minha filha está na fase da imitação, anda todo o dia a querer ajudar-me nas tarefas domésticas. Na lavagem da loiça, no cozinhar, no estender a roupa, no limpar o pó, no limpar o chão, no dobrar a roupa, no colocar a roupa na máquina, tenho uma nova (des)ajudante, tudo é motivo para vir atrás de mim sempre a querer fazer o que eu faço. Só não gosta que lhe arrume os brinquedos e do barulho do aspirador, afastando-se para longe. Isto faz com que eu perca o dobro do tempo nas tarefas mas eu não deixo de a incentivar e de a elogiar no que faz. De tanto a elogiarmos, agora quando eu estou a arrumar ou a limpar ela diz-me que estou a fazer muito bem.
Começou também a gostar de calçar os sapatos da mãe e andar pela casa toda contente assim. Tem-me assustado bastante porque, às vezes por pouco não caí.
Gosta também de brincar com as folhas das árvores (que existem aos montes por Berlim), de as espalhar e pisar, divertindo-se durante muito tempo.


Adora brincar no exterior, principalmente nos baloiços e com bastantes crianças. Não os entende por palavras mas brinca com eles e quer aproximar-se sempre que os vê. Por vezes, eles são maiores e não lhe dão muita atenção mas ela corre atrás e fica feliz só de estar perto deles. Sinto que ela precisa de conviver mais com crianças pequenas, não tem irmãos nem primos direitos e, com a idade dela, socializar com os pares é uma necessidade. Pretendo que ela comece a frequentar a creche (kita/kindergarten) em Agosto quando perfizer os 3 anos de idade. O difícil será arranjar um lugar na creche, uma vez que soube que a procura é bastante grande e os lugares escassos.





sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A decoração é uma área que me interessa bastante, gosto de visitar blogs e de ver revistas sobre esse tema. Na vida quotidiana, vou-me apercebendo que faltam muitos objetos e móveis, nomeadamente um móvel para arrumação na casa de banho, também na entrada para colocar os sapatos e casacos, um carrinho na cozinha para mais organização, uns candeeiros, uma solução para os lixos recicláveis, umas caixas para arrumar os brinquedos da Mª Inês, uma mesa e cadeira pequenas para ela pintar, uns tapetes, uns objetos de decoração e uma infinidade de objetos para a cozinha/sala que vou comprando… 
Não pretendo gastar muito dinheiro, uma vez que este apartamento é alugado e, mais cedo ou mais tarde vai-se tornar pequeno para a nossa família, por isso, vou tentar encontrar as soluções mais baratas, práticas e que, ao mesmo tempo me agradem esteticamente. Por outro lado, o Natal está à porta e, apesar de viajar para Portugal no dia 12 de Dezembro (mal posso esperar para rever todos e matar as imensas saudades), quero fazer/comprar uns miminhos que me lembrem esta época e que encham todos aqui em casa de espirito natalício (quero fazer alguns enfeites de Natal com a minha pequenina). 
E pensando nestes temas todos, lembrei-me do meu apartamento em Portugal, localizado em Paredes (uma pequena cidade perto do Porto). Um T3 espaçoso com 172m2, três varandas, suite, garagem fechada para dois carros, lareira, tão diferente desta casa aqui. Está todo mobilado, apesar de ainda não totalmente decorado como gostaria. Ficam aqui algumas fotos do quarto azul (o 3º quarto) e do quarto da minha filha (móveis desenhados por mim).








sábado, 23 de novembro de 2013

O Outono atípico em Berlim (pouca neve, chuva e frio) tem-nos permitido usufruir do que de melhor esta cidade contém: os espaços verdes e parques lindíssimos e bem cuidados, muitos deles com lagos ou canais.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Como estava desempregada e com subsídio de desemprego em Portugal, vim para aqui numa modalidade que permite a deslocação para procura de emprego noutro país da União Europeia, durante 6 meses e a continuação do pagamento das prestações do subsídio de desemprego de Portugal. Mas tinha que me inscrever no centro de emprego em Berlim no período de oito dias. A primeira vez que fui ao Job center, fui com o meu marido e filha mas não consegui, não falavam Inglês. Era impossível que num edifício daquelas dimensões com tantos funcionários não houvesse um que falasse Inglês. Pelo que soube mais tarde, eles nos serviços públicos têm indicações das chefias para só falarem Alemão. Se pensa vir para a Alemanha sem um apoio que fale Alemão, tornar-se-á muito difícil resolver as questões burocráticas. Na segunda vez, fui com uma colega do meu marido mas como possuía estudos universitários, tinha que me dirigir a outro local Agentur für Arbeit. Entretanto, necessitei de ir fazer registo aqui (Anmeldung) no Bürgeramt para ter um documento a provar onde morava. De seguida, fui de novo a Agentur für Arbeit onde me pediram que fosse uma semana depois para preencher mais documentação. Foi o que fiz e, de novo outra semana mais, desta vez necessitava do certificado de curso e o CV, traduzidos em alemão.
Como não gosto de chatear ninguém (quando não é estritamente necessário), fiz o CV conforme pude e solicitei a um tradutor oficial para me traduzir os certificados para alemão (paguei 98 euros para traduzir 2 certificados, o da licenciatura e o da pós-graduação). Fui lá entregar e fiquei à espera que me enviassem carta para ir a uma entrevista. Mas (azar) no dia em que marcaram, o meu marido tinha que se deslocar a trabalho a Düsseldorf. Mais uma vez tive que pedir ajuda aos colegas do meu marido (a quem agradeço muito, não sei como faríamos se não fossem eles) para ligarem a solicitar nova marcação. Veio, então, nova carta e dessa vez lá fui eu ou aliás nós. A funcionária indicou-me escolas de línguas que tinham acordo com eles mas eu já estava na VHS e sites nos quais poderia procurar emprego na área da educação. Informou-me também que teria que tratar de creche para a minha filha, visto ter que estar disponível para trabalhar, caso me chamassem. Deu-me também o E-mail dela, caso precisasse de entrar em contacto com ela mais diretamente.
Tanta burocracia, tantas idas aos serviços, tanto papel para preencher e ainda me espera muitos mais para procurar a creche e requerir o Kindergeld (abono de família).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Deixa ver a lista: pão, arroz, massa, carne, amaciador. Ai, esqueci-me do gel de banho!” 
Cá está ele, agora para a caixa para pagar!” 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Como a minha principal dificuldade é a língua alemã, voltei à escola. Estou na VHS (Volkshochschule) a tirar um curso de alemão no nível A1/1. O curso é às segundas, quartas e quintas-feiras das 17h45m às 20h45m e tem a duração de 100 horas e depois do A1/2 (mais 100 horas), tenho que fazer um teste interno que consistirá numa parte de ouvir, ler, escrever, falar e a nota mínima total para avançar será 60%. O nível A1 é muito básico, dias da semana, horas, falar do tempo, meses, apresentação, números, abecedário mas já tenho aprendido alguma gramática e esta parte requererá um maior esforço e estudo da minha parte. Além disso, a própria pronúncia da língua alemã é algo com a qual não estou familiarizada e não tem sido fácil ir buscar ao fundo da garganta aqueles RR’s todos, faz-me lembrar o francês (nunca gostei nos três anos que o estudei).
A vida familiar sofreu algumas adaptações, o E tem que vir mais cedo do escritório, dá o lanche à Mª Inês e deita-a para a sestinha. Depois ainda vai ver e responder aos E-mails, atender telefonemas, resolver problemas, fazer orçamentos, trabalhando em casa. Esta alteração implica que eu tenha que gerir melhor o meu tempo, uma vez que tenho que deixar a sopa dela e o jantar preparado ou pelo menos adiantado. Em seguida, ainda tenho que fazer os trabalhos de casa e estudar, tratar dela e fazer todo o trabalho de casa como antes. Tenho passeado menos com a minha menina mas, com este tempo a vontade de ir não é muita.
Por outro lado, tenho conhecido gente nova, saído de casa e isso faz-me muito bem. Já descobri que esta vida de dona de casa não é para mim, gosto muito de estar e tratar da minha menina mas ficar 24 horas em casa não é satisfatório para mim, preciso de ter a minha cabeça ativa, ter outras atividades que me preencham e, para isso, e, até para a minha integração aqui, necessito aprender alemão.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013





Depois de muitas visitas e outras tantas desilusões, encontrei-o. O apartamento que não sendo perfeito, cumpre a maior parte dos requisitos. Desta vez, escolhi algo a meu gosto e apesar de ser uma casa pequena (cerca de 70 m2 distribuídos por um T2), tem várias caraterísticas que me agradaram: possui soalho flutuante clarinho em todo o pavimento, tem a cozinha montada com fogão e placa, foi totalmente remodelada (anteriormente era um espaço comercial), localiza-se num local mais movimentado com supermercados, farmácia, padaria, frutaria (bastante perto do centro de Berlim), possui janelas grandes a todo o comprimento e largura das paredes (permite a entrada de luz e calor), na saída da porta encontra-se um espaço exterior amplo e espaçoso com jardim (onde a minha filha pode correr à vontade), tem um espaço para arrumos na cave. Só lhe falta mesmo uma pequena despensa para ser próximo da perfeição. A outra casa estava completamente mobilada e equipada, por isso, tive que comprar, por enquanto o mais essencial, frigorifico, máquina de lavar roupa, camas, roupeiro, mesinha de cabeceira, comodas, sofá, mesa e 4 cadeiras, mesa de tv, secretária, panelas, loiça, talheres, uma estante para arrumação. Comprei quase tudo nessa loja fantástica chamada Ikea, uma concentração de artigos diversos, giros, práticos e baratos no mesmo local, sem dúvida a melhor loja do género.

Entrei aqui e idealizei cada cantinho, sei que muitos desses planos nunca se irão concretizar mas irei fazer os possíveis para tornar tudo aprazível, ao meu estilo, um lar. Estou esperançada que esta mudança seja também uma mudança nos ventos da sorte para este lado, que esta pequena casa traga muitas alegrias e que as gargalhadas sejam um hábito e não apenas um acontecimento esporádico.







quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Amanhã vai ser um dia feliz e agrada-me pensar nele, aguardar pela sua chegada como uma criança espera por um doce. Só a própria espera me faz bem e me enche de entusiasmo. A lentidão do tempo a passar torna-me ansiosa mas é uma ansiedade boa, daquelas que só imaginar aquele momento próximo já enche o meu coração de alegria e felicidade. 
A minha mãe e irmã chegam amanhã ao fim da tarde a Berlim. Após mais de três meses de ausência e tantos novos acontecimentos vamos ter tanto para contar, umas às outras! Vou poder chorar, lamentar-me, rir, brincar no ombro de quem melhor me entende e compreende, com quem posso ser eu mesma. Evitei ligar para a minha mãe enquanto estive no hospital para não me ir abaixo e também para não a preocupar. Agora tudo passou e esperam-nos dias de reencontro, cumplicidade, alegria, compreensão, amor e também muito passeio... 

domingo, 15 de setembro de 2013



Fisicamente estou bem, não tive grandes dores nem antes nem depois da laparoscopia, as três pequenas incisões estão a cicatrizar bem (tive o cuidado de não as molhar durante os primeiros dias) e fui à médica realizar a análise à βhcg que já apresenta um valor negativo. O meu marido já regressou ao trabalho, fico sozinha com a minha filha e, finalmente, a vida está a voltar ao normal. Psicologicamente é um dia de cada vez, agora não choro sozinha como antes fazia, sinto-me com mais ânimo e consigo sorrir e brincar com a minha pequenina.

Fui muito bem tratada, os cuidados médicos na Alemanha são muito bons. Aqui as pessoas não vão ao hospital frequentemente, existem médicos sempre disponíveis para atender e são eles que enviam as pessoas para o hospital, quando o assunto requer outro tipo de tratamento. Quando se tem alta do hospital, dão uma carta dirigida ao médico e é lá que se faz a restante vigilância. Todas as pessoas descontam para ter seguro de saúde e possuem um cartão, que mostram quando se deslocam a estes locais, não se paga absolutamente nada. No meu caso, como ainda não possuía este, usei o cartão europeu  de seguro de doença que requeri na Segurança Social em Portugal e, por três dias de internamento paguei apenas 30 euros. Aconselho todos que viajam para países da União Europeia a solicitar este cartão, garantem a assistência médica num caso de urgência. No hospital, todos os médicos falavam Inglês e alguns enfermeiros também, tive a sorte de ter no meu quarto uma jovem alemã que, por vezes, traduzia para poder comunicar com os enfermeiros. Todos foram atenciosos e prestáveis mas não se importam muito com a simpatia, fazem o seu trabalho com eficácia e consciência e a eles devo a minha vida. Se esta gravidez continuasse podia tornar-se um caso grave e até pôr em risco a minha vida.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A minha filha foi muito desejada, tendo necessitado de um período de 1 ano e 5 meses para conseguir engravidar, pelo meio tive vários ciclos de coito programado, diversos exames e uma FIV/ICSI sem sucesso. Felizmente, no ciclo seguinte a esta tentativa, sem nada o prever, engravidei natural e espontaneamente. A gravidez, o parto e a amamentação decorreram de uma forma normal, sem nenhum percalço.

Agora, nunca pensei engravidar no segundo ciclo de tentativas e fiquei muito feliz mas também muito surpreendida com a facilidade e rapidez com que aconteceu. Fiz o teste de gravidez, não porque tivesse um atraso (isso é normal em mim) mas porque no dia que era suposto vir a menstruação tive um corrimento escuro e aguado que parou repentinamente, contudo foi aparecendo e desaparecendo nos dias seguintes. Já suspeitava que algo não estava bem e marquei consulta numa ginecologista/obstetra que falava Inglês mas não estava minimamente preparada para o que se seguiu. Estava com uma gravidez ectópica na trompa direita e fui encaminhada imediatamente para o hospital, onde fui sujeita nessa mesma noite (29 de Agosto) a uma laparoscopia. Foram momentos verdadeiramente difíceis, dos quais recordo especialmente o caminho longo do quarto ao bloco operatório onde interiormente me questionava como correria e se algum dia veria mais a minha filha. Toda eu tremia, estava atingida por um medo irracional…
A intervenção correu bem e, apesar de ter perdido muito sangue, não tive complicações, tendo tido alta no dia 31 de Agosto. No internamento no hospital mantive-me forte mas quando cheguei a casa desabei. Sentia-me vazia e só perguntava porquê eu? Ainda doí muito mas a minha filha e o meu marido são a minha força, neles encontro o apoio e o amparo que preciso para me levantar. E sei que irei conseguir…



terça-feira, 20 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aniversário

A nossa menina fez dois anos no dia 3 de Agosto. As saudades já apertam e custou festejar longe da família e amigos mas não deu para ir para Portugal, estamos cá há pouco, não se justifica uma viagem. Só nos restou tornar o dia o melhor possível e, claro ela foi a nossa principal preocupação. Recebeu uma bicicleta linda e muito feminina (lilás), aqui é imperativo aprender a andar e ela começou logo a tentar equilibrar-se nela.
Fomos passar o dia a uma praia artificial no Lago Wannsee, uma popular praia lacustre a sudoeste de Berlim que se localiza na beira de um lago lindo e enorme, onde se pode praticar vários desportos náuticos. Fiquei surpreendida, o local é agradável, bastante areia e limpa, um sol fantástico, a temperatura da água era amena, árvores com boas sombras, pouca gente, pequenas ondas, boas instalações sanitárias e a entrada não foi cara. Claro que faltava o cheiro a maresia, a água salgada mas parecia tão natural que, por momentos, estavamos em Portugal e em uma das suas fantásticas praias.


Aqui não existem bolos de aniversário ou pelo menos nunca os vi à venda, logo meti mãos ao trabalho e fiz este bolo. Apesar de o aspeto ter deixado a desejar, o bolo ficou fofo e fresco e a combinação de coco (no recheio e cobertura) e limão (na massa) resultou espetacular.
Cantamos-lhe os parabéns na praia e ela quis que cantássemos e apagássemos as velas várias vezes, fizemos-lhe a vontade e a nossa menina ficou toda satisfeita. Além disso, divertiu-se na água (ela adora água), correu, brincou com outros meninos, divertiu-se na areia, esteve no miminho dos pais …






Foi um dia preenchido e relaxado, que desfrutei na companhia daquela que chegou há dois anos e que mudou a minha vida para sempre; sinto-me uma pessoa mais responsável, mais consciente, mais tolerante, mais exigente (por outro lado) e imensamente mais feliz.
É fantástico ver a sua evolução diária, vê-la a descobrir o mundo, a ganhar confiança, a perceber o que pode fazer mas isso fica para outro post que este já vai longo…