Fisicamente
estou bem, não tive grandes dores nem antes nem depois da laparoscopia, as três
pequenas incisões estão a cicatrizar bem (tive o cuidado de não as molhar
durante os primeiros dias) e fui à médica realizar a análise à βhcg que já
apresenta um valor negativo. O meu marido já regressou ao trabalho, fico
sozinha com a minha filha e, finalmente, a vida está a voltar ao normal.
Psicologicamente é um dia de cada vez, agora não choro sozinha como antes
fazia, sinto-me com mais ânimo e consigo sorrir e brincar com a minha pequenina.
Fui
muito bem tratada, os cuidados médicos na Alemanha são muito bons. Aqui as
pessoas não vão ao hospital frequentemente, existem médicos sempre disponíveis
para atender e são eles que enviam as pessoas para o hospital, quando o assunto
requer outro tipo de tratamento. Quando se tem alta do hospital, dão uma carta
dirigida ao médico e é lá que se faz a restante vigilância. Todas as pessoas
descontam para ter seguro de saúde e possuem um cartão, que mostram quando se
deslocam a estes locais, não se paga absolutamente nada. No meu caso, como
ainda não possuía este, usei o cartão europeu de seguro de doença que requeri na
Segurança Social em Portugal e, por três dias de internamento paguei apenas 30
euros. Aconselho todos que viajam para países da União Europeia a solicitar este
cartão, garantem a assistência médica num caso de urgência. No hospital, todos os
médicos falavam Inglês e alguns enfermeiros também, tive a sorte de ter no meu quarto
uma jovem alemã que, por vezes, traduzia para poder comunicar com os enfermeiros.
Todos foram atenciosos e prestáveis mas não se importam muito com a simpatia, fazem
o seu trabalho com eficácia e consciência e a eles devo a minha vida. Se esta gravidez
continuasse podia tornar-se um caso grave e até pôr em risco a minha vida.
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