domingo, 15 de setembro de 2013



Fisicamente estou bem, não tive grandes dores nem antes nem depois da laparoscopia, as três pequenas incisões estão a cicatrizar bem (tive o cuidado de não as molhar durante os primeiros dias) e fui à médica realizar a análise à βhcg que já apresenta um valor negativo. O meu marido já regressou ao trabalho, fico sozinha com a minha filha e, finalmente, a vida está a voltar ao normal. Psicologicamente é um dia de cada vez, agora não choro sozinha como antes fazia, sinto-me com mais ânimo e consigo sorrir e brincar com a minha pequenina.

Fui muito bem tratada, os cuidados médicos na Alemanha são muito bons. Aqui as pessoas não vão ao hospital frequentemente, existem médicos sempre disponíveis para atender e são eles que enviam as pessoas para o hospital, quando o assunto requer outro tipo de tratamento. Quando se tem alta do hospital, dão uma carta dirigida ao médico e é lá que se faz a restante vigilância. Todas as pessoas descontam para ter seguro de saúde e possuem um cartão, que mostram quando se deslocam a estes locais, não se paga absolutamente nada. No meu caso, como ainda não possuía este, usei o cartão europeu  de seguro de doença que requeri na Segurança Social em Portugal e, por três dias de internamento paguei apenas 30 euros. Aconselho todos que viajam para países da União Europeia a solicitar este cartão, garantem a assistência médica num caso de urgência. No hospital, todos os médicos falavam Inglês e alguns enfermeiros também, tive a sorte de ter no meu quarto uma jovem alemã que, por vezes, traduzia para poder comunicar com os enfermeiros. Todos foram atenciosos e prestáveis mas não se importam muito com a simpatia, fazem o seu trabalho com eficácia e consciência e a eles devo a minha vida. Se esta gravidez continuasse podia tornar-se um caso grave e até pôr em risco a minha vida.

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