terça-feira, 21 de janeiro de 2020

VOTO POR CORRESPONDÊNCIA PARA EMIGRANTES


"Não votar é perder autoridade para contestar, para lamentar." Pois é, Senhor Presidente da República, eu também queria votar e agora parecia tudo mais fácil porque os emigrantes portugueses poderiam, pela primeira vez, votar por correspondência. O meu boletim de voto chegaria e eu deveria tê-lo enviado até 6 de outubro. Estas duas últimas frases estão escritas no condicional e não foi por acaso.

Não recebi nada e ainda não percebi o motivo.
Fui ao consulado e primeiro disseram-me que, provavelmente a minha morada não estava atualizada; ao que respondi que já morava em Berlim há 6 anos e as culpas foram, rapidamente atribuídas aos serviços postais da Alemanha.
Vou-vos explicar: as caixas do correio não estao identificadas com a morada mas com o apelido de quem habita a casa, neste caso, Silva, pois o meu último nome é Sanches e, algumas vezes as cartas são devolvidas, mesmo que já tenha colado um papel com o meu apelido na caixa. Acho estranho porque as cobranças do IMI são entregues sem erros.
Adiante, vendo que no consulado não resolveriam o meu problema, mandei um E-mail à Comissão Nacional de Eleições que nem me respondeu e apenas reencaminhou para o MAI.
Fiquei sem saber se não mandaram o boletim ou se não foi entregue na morada...

Não vou poder votar e estou cada vez mais consciente da importância deste ato: para não deixar ninguém ter o poder total, algo que abomino, penalizar outros que não tiveram posturas corretas em vários assuntos ou beneficiar aqueles que penso serem o fiel da balança
Por outro lado, o meu marido, que com 39 anos nunca tinha votado na vida, fez as milhentas dobras necessárias e enviou ontem o boletim (teve que pagar selo porque só está escrito em Português e Francês que a carta não carece de selo e Línguas não é o forte dos alemães).´

Pelo menos, para alguns o voto por correspondência funcionou.


PS- Um post um pouco atrasado.

Sem comentários:

Enviar um comentário