sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Gosto muito do Ikea, é uma loja de me perder lá por várias horas e quase esquecer do mundo mas adoro a loja que fui conhecer este sábado. A Mömax abriu há relativamente pouco tempo em Berlim e é espetacular. É tipo uma fast fashion dos móveis e decoração mas assim com um bocadinho mais de estilo e cuidado com o design.Tem moveis, cortinas, decoração, etc originais e diferentes e os preços são acessíveis. De tudo o q vi gostei especialmente dos espelhos, das camas estofadas (com muitos feitios, tecidos e cores diferentes), das mesas super singulares, das cadeiras com os pés em inox (preço-79,90- UAU!!!), dos bancos estofados para cozinha ou sala cheios de classe e super confortáveis. Além disso, os empregados fazem questão de cumprimentar os clientes e são muito prestáveis e atenciosos (o que é um pouco raro de encontrar).

Nesta casa pequena que tenho não dá para grandes tropelias e, por isso, comprei apenas umas molduras em formato oval e vou este próximo fim de semana buscar uma estante básica que já me faz falta há muito tempo para colocar brinquedos e material de desenho nas prateleiras de baixo e capas com documentos nas de cima. Pensei na casa grande que comprei em Outubro e imaginei-a decorada daquela forma mas, como não dá para levar os móveis, tirei, pelo menos, ideias que um tal senhor de Paços de Ferreira tão bem consegue concretizar. Por enquanto, só me resta sonhar com uma casa maior porque nesta capital europeia, principalmente na zona central, onde vivo, as casas são mesmo pequenas. 


 

sábado, 21 de janeiro de 2017

Estava a dizer à minha filha que por vezes devíamos pedir desculpa e ceder, que não somos menos fortes por dizermos está bem e por fazermos as vontades aos pais. Ela responde-me, muito prontamente: 

-A culpa foi vossa!

Eu imediatamente perguntei o porquê da culpa ser nossa e ela decididamente replicou:

-Porque vocês sempre me ensinaram a nunca desistir, lembras-te mãe: tentar tentar até conseguir!

Ultimamente tem-me deixado assim muitas vezes, sem palavras...










quinta-feira, 19 de janeiro de 2017



Foi agridoce...
Doce porque tinha finalmente 1h e meia para mim e acre porque o Eduardo chorou um pouco quando sai da sala. Passados uns instantes, vieram dizer-me que estava calmo e que podia voltar às 11h.
Saí da escola, onde ficaram os meus dois filhos, muito leve e contente, pronta a aproveitar ao máximo aqueles momentos tão esperados.
Eu tinha tantas vezes planeado o que fazer, porém mal atravessei a soleira da porta, fiquei sem saber onde ir. O ar estava mais frio que o habitual e um arrepio percorreu-me a espinha. Estava a nevar e, pela primeira vez, os flocos de neve que caíam como uma pena e ficavam suspensos nas minhas pestanas não me arrancaram um sorriso. Talvez seriam aqueles que ao derreter encheram os meus olhos de lágrimas mas não caíram com a intensidade e frequência suficiente para fazê-las correr pela cara.

Dirigi-me para um supermercado ali perto que tem uma pastelaria e pedi um "Butter Croissant" e um "heisse Schokolade" mas o croissant não teve o sabor habitual nem escorregou tão bem pela garganta nem o chocolate quente era tão doce e reconfortante como habitualmente. 

Comi tudo e pensei entusiasmada que agora tinha disponibilidade de ir aquela loja de tecidos que queria visitar já há muito tempo e pus-me a caminho. Cheguei lá e entrei mas pela primeira vez nenhum tecido me chamou a atenção, nenhum botão me preencheu as medidas, nenhum molde me agradou. 

Saí da loja, eram ainda 10h20m e vi-me de novo sem pensar a caminhar para a escola onde cheguei às 10h30m. Entrei como habitualmente e subi. Quando cheguei à entrada da sala olhei para o relógio e não eram mais que 11h35m. Ainda tinha uma espera de 25 minutos. Como foi possível ter terminado 25 minutos mais cedo aquela hora e meia tão ansiada por minha livre vontade?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nunca fui de balanços nem de promessas de ano novo. Talvez porque as minhas grandes mudanças sempre foram no inicio do ano escolar ou porque sei que normalmente aquelas ficam todas no papel.
Mas gosto de mudanças, não me imagino toda a vida a fazer o mesmo, a viver no mesmo sitio, a falar com as mesmas pessoas, a percorrer os mesmos caminhos, preciso desse entusiasmo, de planear a alteração na rotina (nem que seja em pequenos pormenores da vida quotidiana). 
Para 2017 resolvi traçar metas e objetivos, alguns simples outros mais ambiciosos, nas diferentes áreas da vida: saúde, trabalho, maternidade, gestão de tempo, relação, viagens, crescimento pessoal, aprendizagem. Sei que na grande maioria só depende de mim a sua concretização, por isso, mãos à obra. Vou colocar doze papelinhos num frasco que só abrirei na próxima passagem de ano...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017


Estou de volta... Foram dias bons mas cansativos cheios de afazeres e problemas para resolver mas vim satisfeita porque tudo correu como queríamos. A hora da partida custa muito e principalmente agora, com a minha filha consciente, que pede sempre para ficar.

 Agora de regresso fomos recebidos com flocos de neve abundantes e gordinhos, que cobriram tudo de branco até hoje e com a felicidade dos meus filhos perante os presentes que o Pai Natal, amavelmente deixou para eles debaixo do nosso pinheirinho de Natal.

Tempo de voltar às rotinas e às horas para comer e acordar, tempo de voltar à escola e aos amiguinhos, tempo de reiniciar a adaptação do mais pequeno à escola, tempo de mudança de emprego do pai e todas as alterações que daí advém, tempo de voltar a esta casa aconchegante que gosto tanto, tempo de tirar a árvore de natal e guardar os enfeites, tempo de desfazer malas e arrumar roupas e o mais importante organizar as tarefas para aproveitar mais o tempo para o verdadeiramente importante- amar e viver intensamente...