Foi agridoce...
Doce porque tinha finalmente 1h e meia para mim e acre porque o Eduardo chorou um pouco quando sai da sala. Passados uns instantes, vieram dizer-me que estava calmo e que podia voltar às 11h.
Saí da escola, onde ficaram os meus dois filhos, muito leve e contente, pronta a aproveitar ao máximo aqueles momentos tão esperados.
Eu tinha tantas vezes planeado o que fazer, porém mal atravessei a soleira da porta, fiquei sem saber onde ir. O ar estava mais frio que o habitual e um arrepio percorreu-me a espinha. Estava a nevar e, pela primeira vez, os flocos de neve que caíam como uma pena e ficavam suspensos nas minhas pestanas não me arrancaram um sorriso. Talvez seriam aqueles que ao derreter encheram os meus olhos de lágrimas mas não caíram com a intensidade e frequência suficiente para fazê-las correr pela cara.
Dirigi-me para um supermercado ali perto que tem uma pastelaria e pedi um "Butter Croissant" e um "heisse Schokolade" mas o croissant não teve o sabor habitual nem escorregou tão bem pela garganta nem o chocolate quente era tão doce e reconfortante como habitualmente.
Comi tudo e pensei entusiasmada que agora tinha disponibilidade de ir aquela loja de tecidos que queria visitar já há muito tempo e pus-me a caminho. Cheguei lá e entrei mas pela primeira vez nenhum tecido me chamou a atenção, nenhum botão me preencheu as medidas, nenhum molde me agradou.
Saí da loja, eram ainda 10h20m e vi-me de novo sem pensar a caminhar para a escola onde cheguei às 10h30m. Entrei como habitualmente e subi. Quando cheguei à entrada da sala olhei para o relógio e não eram mais que 11h35m. Ainda tinha uma espera de 25 minutos. Como foi possível ter terminado 25 minutos mais cedo aquela hora e meia tão ansiada por minha livre vontade?
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