quinta-feira, 26 de março de 2015

O meu marido viveu 1 ano e meio em Moçambique, Maputo, por motivo de trabalho. Eu estive lá  por duas vezes, uma das quais por um mês, e gostei muito daquele país. É certo que estive de férias e não vivenciei os problemas reais de quem vive e trabalha permanentemente num país africano mas a minha opinião é positiva.  A minha perceçao imediata não foi favorável e fiquei até um pouco chocada com o que vi mas Moçambique e penso que África em geral é assim, estranha-se e depois entranha-se mas só para quem consegue ver além das ruas sujas e da falta de shoppings e lojas.

As pessoas a caminharem na beira da estrada mais isolada sobre um sol abrasador; as crianças que pediam com um ar condoído que mal virávamos costas estavam a brincar felizes; a comida tão caseira, principalmente o peixe e marisco, barato e delicioso; o mar e o pôr do sol tão diferentes do europeu; o clima, tão quente e abrasador; as feiras e aquele rebuliço constante, onde todos tentam fazer o melhor negócio, nem que seja a vender cascas de alho. Mas de tudo o mais impressionante e comovente foi o sorriso aberto e franco, a felicidade despreocupada e genuína daquelas pessoas, que poderiam dar muitas lições a muitos outros povos do mundo. Pensei muitas vezes em como às vezes nos queixamos por tudo e por nada e aquelas pessoas, muitas sem nenhum bem material, são mais alegres e estão mais contentes com a vida do que os europeus (eu incluída). Aqueles períodos que passei lá foram um abre olhos, verdadeiros caminhos de reflexão para mim e para o meu espírito inconformista e insatisfeito.

Sobre aquele povo apetece-me dizer o tanto que têm e o muito que lhes falta…

 

Ficam duas fotografias de um local lindo- Inhambane e a promessa de mostrar mais fotografias e contar pormenorizadamente alguns episódios caricatos que vivemos neste país...


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