O meu marido viveu 1 ano e meio em Moçambique,
Maputo, por motivo de trabalho. Eu estive lá por duas vezes, uma das quais por um mês, e gostei muito
daquele país. É certo que estive de férias e não vivenciei os problemas reais de quem
vive e trabalha permanentemente num país africano mas a minha opinião é positiva. A minha perceçao imediata não foi favorável e fiquei até um pouco chocada com o que vi mas Moçambique e
penso que África em geral é assim, estranha-se e depois entranha-se mas só para
quem consegue ver além das ruas sujas e da falta de shoppings e lojas.
As pessoas a caminharem na beira da estrada mais isolada sobre um sol
abrasador; as crianças que pediam com um ar condoído que mal virávamos costas
estavam a brincar felizes; a comida tão caseira, principalmente o peixe e
marisco, barato e delicioso; o mar e o pôr do sol tão diferentes do europeu; o
clima, tão quente e abrasador; as feiras e aquele rebuliço constante, onde todos tentam fazer o melhor negócio, nem que seja a vender cascas de alho. Mas de tudo o
mais impressionante e comovente foi o sorriso aberto e franco, a felicidade despreocupada e
genuína daquelas pessoas, que poderiam dar muitas lições a muitos outros povos
do mundo. Pensei muitas vezes em como às vezes nos queixamos por tudo e
por nada e aquelas pessoas, muitas sem nenhum bem material, são mais alegres e
estão mais contentes com a vida do que os europeus (eu incluída). Aqueles
períodos que passei lá foram um abre olhos, verdadeiros caminhos de reflexão
para mim e para o meu espírito inconformista e insatisfeito.
Sobre aquele povo apetece-me dizer o tanto que têm e o muito que lhes falta…


Ficam duas fotografias de um local lindo- Inhambane e a promessa de mostrar mais fotografias e contar pormenorizadamente alguns episódios caricatos que vivemos neste país...
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