sábado, 26 de abril de 2014

Ando triste nestes dias. Lembrei-me que se a minha gravidez tivesse sido normal, o/a bebé nasceria por esta altura e fiquei pensativa e nostálgica, não pelo passado mas por um presente que não se concretizou. Estive grávida (com consciência) apenas 9 dias e mesmo assim doeu muito perder aquele bebé (imagino aquelas mulheres que abortam já num estado mais avançado da gravidez) e foi muito complicado todo o processo da laparoscopia, longe do meu país e da minha família (ver aqui o post).
Depois da pausa de 6 meses que me foi recomendada, voltei à batalha, não desisti de ser mãe novamente. E, desta vez, procurei uma clínica de fertilidade na Alemanha, onde verificaram que fiquei com a trompa direita obstruída e que o E continua com as mesmas alterações no esperma. Como tenho quatro embriões crio-preservados na clínica AB, vou utiliza-los e espero que seja a realização de mais um sonho, um/a irmão/ã para a Mª Inês e mais um/a filho/a para nós. O meu primeiro percurso na luta contra a infertilidade foi curto mas tive conhecimento de casais com caminhos verdadeiramente difíceis, de anos e anos de tentativas falhadas e muitos gastos financeiros e emocionais (a eles desejo sorte, esperança e muita força) Só espero que esta segunda tentativa tenha um final tão feliz como a primeira; uma gravidez tranquila, um parto fácil e rápido e uma menina que superou todas as expetativas.


PS-  A médica alertou-me para o fato de a probabilidade de voltar a ter uma gravidez ectópica ter aumentado de 1% para 10% mas isso não me vai impedir de tentar de novo.

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